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Unificação de coordenadoria da mulher e políticas
de gênero gera protesto em Ribeirão Pires

Receio de ativistas é que serviço de proteção a vítimas de violência doméstica seja enfraquecido


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

23/04/2021 | 00:01


Ativistas de Ribeirão Pires reclamam contra a unificação das coordenadorias da mulher e de políticas públicas de gênero e diversidade sexual, aprovada ontem entre os itens da reforma administrativa aprovada na Câmara (leia mais na página 4 de Política). Elas temem que o atendimento voltado exclusivamente às vítimas de violência doméstica acabe deixando de funcionar na cidade.

O texto aprovado ontem propôs a junção das coordenadorias com atendimento na sede do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). Em março, o Diário publicou que o número de denúncias de violência doméstica recebidas somente na coordenadoria de mulheres de Ribeirão Pires cresceu 1.235% nos últimos três anos.

O receio das mulheres é ampliado pelo fato de o município não ter unidade da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e agora ter perdido mais um serviço de acolhimento individualizado de denúncia.

Coordenadora das PLPs (Promotoras Legais Populares) de Ribeirão Pires, Janaina Moura destacou que o serviço de coordenadoria da mulher nasceu da pressão da sociedade já que, antes, a cidade não tinha atendimento ao público vítima de violência doméstica. “A coordenaria fez bom trabalho e perder esse serviço é ruim, porque não temos outro tipo de atendimento”, disse, explicando que o coletivo de mulheres questionou a situação e “recebeu resposta superficial de que o Creas e seus serviços continuarão”. “Teremos que acompanhar de perto como se dará a transição e se os serviços vão continuar”, disse Janaina, deixando claro que, agora, será preciso mobilizar a população para “fazer pressão” sobre as mudanças.

Questionado, o secretário de Assistência, Participação e Inclusão Social Leonardo Biazi afirmou que a coordenadoria da mulher não foi extinta. Ele explicou que, diante da unificação de duas secretarias (de Assistência Social e Cidadania, com a de Participação e Inclusão social), os serviços passam a fazer parte da mesma pasta. “A atual gestão tem a nítida noção da importância do trabalho realizado por esse departamento dentro do Creas, que busca resgatar a dignidade de mulheres em situação de violência”, disse Biazi, reforçando que “o desejo é ampliar a atuação do serviço, com a integração das políticas sociais, movimentos populares e órgãos de Justiça, construindo e consolidando fluxos para a garantia do direito da mulher que precisar”, pontuou o chefe da pasta.

Questionada sobre a falta de uma DDM na cidade, a SSP (Secretaria de Segurança Publica) afirmou que o governo “estuda a implantação de novas unidades, incluindo Ribeirão Pires”, porém, não deu prazo para possível implementação do serviço.



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Unificação de coordenadoria da mulher e políticas
de gênero gera protesto em Ribeirão Pires

Receio de ativistas é que serviço de proteção a vítimas de violência doméstica seja enfraquecido

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

23/04/2021 | 00:01


Ativistas de Ribeirão Pires reclamam contra a unificação das coordenadorias da mulher e de políticas públicas de gênero e diversidade sexual, aprovada ontem entre os itens da reforma administrativa aprovada na Câmara (leia mais na página 4 de Política). Elas temem que o atendimento voltado exclusivamente às vítimas de violência doméstica acabe deixando de funcionar na cidade.

O texto aprovado ontem propôs a junção das coordenadorias com atendimento na sede do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). Em março, o Diário publicou que o número de denúncias de violência doméstica recebidas somente na coordenadoria de mulheres de Ribeirão Pires cresceu 1.235% nos últimos três anos.

O receio das mulheres é ampliado pelo fato de o município não ter unidade da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e agora ter perdido mais um serviço de acolhimento individualizado de denúncia.

Coordenadora das PLPs (Promotoras Legais Populares) de Ribeirão Pires, Janaina Moura destacou que o serviço de coordenadoria da mulher nasceu da pressão da sociedade já que, antes, a cidade não tinha atendimento ao público vítima de violência doméstica. “A coordenaria fez bom trabalho e perder esse serviço é ruim, porque não temos outro tipo de atendimento”, disse, explicando que o coletivo de mulheres questionou a situação e “recebeu resposta superficial de que o Creas e seus serviços continuarão”. “Teremos que acompanhar de perto como se dará a transição e se os serviços vão continuar”, disse Janaina, deixando claro que, agora, será preciso mobilizar a população para “fazer pressão” sobre as mudanças.

Questionado, o secretário de Assistência, Participação e Inclusão Social Leonardo Biazi afirmou que a coordenadoria da mulher não foi extinta. Ele explicou que, diante da unificação de duas secretarias (de Assistência Social e Cidadania, com a de Participação e Inclusão social), os serviços passam a fazer parte da mesma pasta. “A atual gestão tem a nítida noção da importância do trabalho realizado por esse departamento dentro do Creas, que busca resgatar a dignidade de mulheres em situação de violência”, disse Biazi, reforçando que “o desejo é ampliar a atuação do serviço, com a integração das políticas sociais, movimentos populares e órgãos de Justiça, construindo e consolidando fluxos para a garantia do direito da mulher que precisar”, pontuou o chefe da pasta.

Questionada sobre a falta de uma DDM na cidade, a SSP (Secretaria de Segurança Publica) afirmou que o governo “estuda a implantação de novas unidades, incluindo Ribeirão Pires”, porém, não deu prazo para possível implementação do serviço.

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