Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 18 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Irmão de Witzel é preso em operação contra o PCC no interior de São Paulo



22/04/2021 | 21:29


O sargento da Polícia Militar Douglas Renê Witzel, irmão do governador afastado do Rio, Wilson Witzel (PSC), foi preso na manhã desta quinta-feira, 22, em Jundiaí, no interior de São Paulo.

Ele foi um dos alvos da Operação Rebote, aberta em conjunto pelo Ministério Público de São Paulo e pela Corregedoria da PM contra policiais militares e integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ao todo, estão sendo cumpridos 20 mandados de prisão e 37 de busca e apreensão em oito municípios paulistas - Itapira, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Estiva Gerbi, Valinhos, Indaiatuba, Jundiaí e Várzea Paulista.

As investigações, conduzidas pelo promotor Rodrigo Lopes, começaram em setembro do ano passado como um desdobramento da Operação Macuco e, desde então, a equipe trabalha para identificar os narcotraficantes que exercem funções de liderança regional e estadual na facção.

Durante o monitoramento do grupo, os investigadores também descobriram o envolvimento de policiais militares, subordinamos a Douglas, no furto de cofres e caixas eletrônicos de um supermercado, executado por membros do PCC. A partir da identificação dos agentes, lotados no 49º Batalhão de Polícia Militar do Interior, em Jundiaí, a Corregedoria da Polícia Militar passou a cooperar no inquérito.

De acordo com o Ministério Público, os narcotraficantes presos pela tentativa de furto foram auxiliados pelos PMs na ação. Os policiais teriam ajudado a monitorar o local, compartilhando a rede de rádio da corporação.

"Basicamente o policial militar deixou seu telefone ligado durante todo o tempo da ação dos criminosos, a fim de que eles pudessem acompanhar a rede de rádio da polícia militar local", afirma o MP no pedido enviado à Justiça para obter mandados de busca e prisão. "A todo o momento, o policial militar interceptado e os demais criminosos monitoram o lado externo do local do crime, discutindo a respeito dos veículos que transitam nas imediações. Também ruídos indicativos de marretadas e uso de furadeira apontavam que o arrombamento do local que seria furtado ocorria simultaneamente à ligação."

Douglas Renê foi preso em flagrante em casa depois que, durante as buscas, os agentes encontraram um revólver calibre 38 com a numeração raspada no endereço. Ele será levado ao Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista, segundo a PM. Também foi apreendidos no local um simulacro de pistola, uma munição íntegra calibre 32 e dezenas de cartuchos deflagrados, de calibres 380, 38 e 40. A arma e as munições estavam em um guarda-roupas, mas o sargento disse não saber que o material estava guardado ali. Segundo o boletim de ocorrência, obtido pelo Estadão, o irmão do governador afastado do Rio disse que o material pertencia ao ex-sogro, já falecido.

Nas eleições municipais de 2020, Douglas Renê chegou a se candidatar a vereador na capital paulista. O sobrenome, no entanto, não virou os votos necessários e ele acabou fora da Câmara Municipal de São Paulo.

O Ministério Público deve encerrar a fase de investigação nos próximos 30 dias e, após terminar de ouvir os investigados e periciar o material apreendido, é esperada uma denúncia no caso. Até o momento, os investigadores viram indícios dos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídio e ocultação de cadáver.

A reportagem tenta contato com o governador afastado, mas não teve retorno até o momento.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Irmão de Witzel é preso em operação contra o PCC no interior de São Paulo


22/04/2021 | 21:29


O sargento da Polícia Militar Douglas Renê Witzel, irmão do governador afastado do Rio, Wilson Witzel (PSC), foi preso na manhã desta quinta-feira, 22, em Jundiaí, no interior de São Paulo.

Ele foi um dos alvos da Operação Rebote, aberta em conjunto pelo Ministério Público de São Paulo e pela Corregedoria da PM contra policiais militares e integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ao todo, estão sendo cumpridos 20 mandados de prisão e 37 de busca e apreensão em oito municípios paulistas - Itapira, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Estiva Gerbi, Valinhos, Indaiatuba, Jundiaí e Várzea Paulista.

As investigações, conduzidas pelo promotor Rodrigo Lopes, começaram em setembro do ano passado como um desdobramento da Operação Macuco e, desde então, a equipe trabalha para identificar os narcotraficantes que exercem funções de liderança regional e estadual na facção.

Durante o monitoramento do grupo, os investigadores também descobriram o envolvimento de policiais militares, subordinamos a Douglas, no furto de cofres e caixas eletrônicos de um supermercado, executado por membros do PCC. A partir da identificação dos agentes, lotados no 49º Batalhão de Polícia Militar do Interior, em Jundiaí, a Corregedoria da Polícia Militar passou a cooperar no inquérito.

De acordo com o Ministério Público, os narcotraficantes presos pela tentativa de furto foram auxiliados pelos PMs na ação. Os policiais teriam ajudado a monitorar o local, compartilhando a rede de rádio da corporação.

"Basicamente o policial militar deixou seu telefone ligado durante todo o tempo da ação dos criminosos, a fim de que eles pudessem acompanhar a rede de rádio da polícia militar local", afirma o MP no pedido enviado à Justiça para obter mandados de busca e prisão. "A todo o momento, o policial militar interceptado e os demais criminosos monitoram o lado externo do local do crime, discutindo a respeito dos veículos que transitam nas imediações. Também ruídos indicativos de marretadas e uso de furadeira apontavam que o arrombamento do local que seria furtado ocorria simultaneamente à ligação."

Douglas Renê foi preso em flagrante em casa depois que, durante as buscas, os agentes encontraram um revólver calibre 38 com a numeração raspada no endereço. Ele será levado ao Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista, segundo a PM. Também foi apreendidos no local um simulacro de pistola, uma munição íntegra calibre 32 e dezenas de cartuchos deflagrados, de calibres 380, 38 e 40. A arma e as munições estavam em um guarda-roupas, mas o sargento disse não saber que o material estava guardado ali. Segundo o boletim de ocorrência, obtido pelo Estadão, o irmão do governador afastado do Rio disse que o material pertencia ao ex-sogro, já falecido.

Nas eleições municipais de 2020, Douglas Renê chegou a se candidatar a vereador na capital paulista. O sobrenome, no entanto, não virou os votos necessários e ele acabou fora da Câmara Municipal de São Paulo.

O Ministério Público deve encerrar a fase de investigação nos próximos 30 dias e, após terminar de ouvir os investigados e periciar o material apreendido, é esperada uma denúncia no caso. Até o momento, os investigadores viram indícios dos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídio e ocultação de cadáver.

A reportagem tenta contato com o governador afastado, mas não teve retorno até o momento.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;