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Volpi emplaca reforma e reduz para 12 número de secretarias

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Governo de Ribeirão estima economia de R$ 4 mi ao ano com alteração administrativa


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

22/04/2021 | 21:19


A Câmara de Ribeirão Pires aprovou, na tarde desta quinta-feira (22), reforma administrativa de autoria da Prefeitura, sob comando de Clóvis Volpi (PL). Com o aval, o Executivo passará a ter 12 secretarias – ante as atuais 22.

O projeto recebeu 15 votos favoráveis e apenas duas abstenções – Márcia Gomes, do mandato Coletiva de Mulheres (PT), e Amanda Nabeshima (PTB) –, e segue para a sanção de Volpi.

Além do corte de secretarias, a administração também reduziu o número de funcionários comissionados. Dos 497 contratados sem concurso público, a gestão Volpi manteve 363 vagas em comissão.

Com todas as mudanças, o governo estipula economizar cerca de R$ 4 milhões ao ano – redução de 18,77% na comparação com a atual folha de pagamento.

Volpi havia prometido uma reforma administrativa com enxugamento de departamentos e funcionários apadrinhados durante a campanha, mas precisou construir base governista com margem confortável para que a proposta fosse aprovada na casa sem contratempo. “Com essa reforma colocamos em prática um dos compromissos assumidos durante a campanha, o de enxugar a máquina pública para poder investir na cidade”, disse Volpi.

Desde o início da gestão, Volpi trabalha com 12 secretários, apesar da existência das demais pastas. Alguns setores foram reformulados e outros, unificados. É o caso das secretarias de Administração e de Finanças, que virou um só departamento. Houve também deslocamento da área de trânsito para segurança. Meio Ambiente e Habitação, antes desmembrados, serão uma secretaria.

Conforme o líder de governo na casa, Anderson Benevides (Avante), a administração poderá economizar R$ 16 milhões durante toda a gestão de Volpi. “O projeto foi apreciado na Câmara e, apesar das discussões, foi aprovado por 15 vereadores. Apenas duas parlamentares decidiram se abster, por entender que faltou tempo para leitura do planejamento. Dessa forma, a Prefeitura de Ribeirão Pires conseguirá economizar quase R$ 20 milhões até o fim da gestão”, celebrou o vereador.

No escopo da reforma administrativa, o prefeito consolidou também a criação da controladoria e corregedoria internas para acompanhamento de elaboração de contratos e de gastos municipais. A criação dos dispositivos de controle foi adiantada pelo Diário no início do mês. Mudança no tratamento às mulheres vítimas de violência, porém, foi tema de discussão e críticas de ativistas da área (veja mais na página 3 do caderno Setecidades).

Para o presidente do Legislativo, Guto Volpi (PL), a reforma administrativa remete às gestões anteriores do pai – Volpi geriu o município entre 2005 e 2012. “O prefeito idealizou uma administração mais dinâmica e acho que atingiu esse objetivo com a reforma.”

Volpi tem sustentado que herdou R$ 238,8 milhões em dívidas do antecessor, Adler Kiko Teixeira (PSDB). Desse valor, quase R$ 90 milhões em restos a pagar (passivo de curto prazo). A crise atingiu ápice no mês passado, me meio ao recrudescimento dos casos e internações por Covid-19 na cidade. Alegando que não tinha recursos para bancar o hospital de campanha, que só atende acometidos pelo novo coronavírus, Volpi chegou a anunciar que fecharia a unidade de saúde. Com a indicação de auxílio por parte dos governos do Estado e federal, o hospital foi mantido.



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Volpi emplaca reforma e reduz para 12 número de secretarias

Governo de Ribeirão estima economia de R$ 4 mi ao ano com alteração administrativa

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

22/04/2021 | 21:19


A Câmara de Ribeirão Pires aprovou, na tarde desta quinta-feira (22), reforma administrativa de autoria da Prefeitura, sob comando de Clóvis Volpi (PL). Com o aval, o Executivo passará a ter 12 secretarias – ante as atuais 22.

O projeto recebeu 15 votos favoráveis e apenas duas abstenções – Márcia Gomes, do mandato Coletiva de Mulheres (PT), e Amanda Nabeshima (PTB) –, e segue para a sanção de Volpi.

Além do corte de secretarias, a administração também reduziu o número de funcionários comissionados. Dos 497 contratados sem concurso público, a gestão Volpi manteve 363 vagas em comissão.

Com todas as mudanças, o governo estipula economizar cerca de R$ 4 milhões ao ano – redução de 18,77% na comparação com a atual folha de pagamento.

Volpi havia prometido uma reforma administrativa com enxugamento de departamentos e funcionários apadrinhados durante a campanha, mas precisou construir base governista com margem confortável para que a proposta fosse aprovada na casa sem contratempo. “Com essa reforma colocamos em prática um dos compromissos assumidos durante a campanha, o de enxugar a máquina pública para poder investir na cidade”, disse Volpi.

Desde o início da gestão, Volpi trabalha com 12 secretários, apesar da existência das demais pastas. Alguns setores foram reformulados e outros, unificados. É o caso das secretarias de Administração e de Finanças, que virou um só departamento. Houve também deslocamento da área de trânsito para segurança. Meio Ambiente e Habitação, antes desmembrados, serão uma secretaria.

Conforme o líder de governo na casa, Anderson Benevides (Avante), a administração poderá economizar R$ 16 milhões durante toda a gestão de Volpi. “O projeto foi apreciado na Câmara e, apesar das discussões, foi aprovado por 15 vereadores. Apenas duas parlamentares decidiram se abster, por entender que faltou tempo para leitura do planejamento. Dessa forma, a Prefeitura de Ribeirão Pires conseguirá economizar quase R$ 20 milhões até o fim da gestão”, celebrou o vereador.

No escopo da reforma administrativa, o prefeito consolidou também a criação da controladoria e corregedoria internas para acompanhamento de elaboração de contratos e de gastos municipais. A criação dos dispositivos de controle foi adiantada pelo Diário no início do mês. Mudança no tratamento às mulheres vítimas de violência, porém, foi tema de discussão e críticas de ativistas da área (veja mais na página 3 do caderno Setecidades).

Para o presidente do Legislativo, Guto Volpi (PL), a reforma administrativa remete às gestões anteriores do pai – Volpi geriu o município entre 2005 e 2012. “O prefeito idealizou uma administração mais dinâmica e acho que atingiu esse objetivo com a reforma.”

Volpi tem sustentado que herdou R$ 238,8 milhões em dívidas do antecessor, Adler Kiko Teixeira (PSDB). Desse valor, quase R$ 90 milhões em restos a pagar (passivo de curto prazo). A crise atingiu ápice no mês passado, me meio ao recrudescimento dos casos e internações por Covid-19 na cidade. Alegando que não tinha recursos para bancar o hospital de campanha, que só atende acometidos pelo novo coronavírus, Volpi chegou a anunciar que fecharia a unidade de saúde. Com a indicação de auxílio por parte dos governos do Estado e federal, o hospital foi mantido.

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