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Uso incorreto da máscara faz da
feira mais perigosa que mercado

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pouco cuidado com a higiene incomoda clientes; especialista diz que ambiente aberto traz falsa sensação de segurança


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

22/04/2021 | 20:37


Mesmo que seja ao ar livre, as tradicionais feiras podem ser ainda mais propícias à proliferação do coronavírus do que um mercado, por exemplo, de acordo com especialista. Os perigos estão na aglomeração concentrada nesses locais e, muitas vezes, a falta de cuidado no manuseio de produtos. Usuários ainda reclamam de feirantes que não usam máscaras.

Em Mauá, na feira do Jardim Zaíra, apesar de ser pequena, é possível encontrar tanto feirantes quanto moradores que não utilizam máscaras e manuseiam os alimentos. A aposentada Vera Lúcia Assis, 62 anos, comenta que a situação a incomoda. “Tudo que está na rua e entra na minha casa, eu lavo, principalmente, da feira. Não sei quem fez o manuseio das frutas e como ficam expostas, é preocupante”, observa.

Na feira da Vila Vitória, na Avenida Portugal, o cenário é bem parecido. Feirante de barraca de legumes, que preferiu não se identificar, diz que, “infelizmente”, não usar máscara é normal. “Por ficarmos um bom tempo com a máscara, tiramos para beber água ou comer, mas logo colocamos, outros profissionais já não são assim”, conta.

Para se prevenir de possível contaminação, a autônoma Fátima Rodrigues, 54, carrega frasco de álcool, com o qual higieniza as compras antes de colocar dentro das sacolas e, chegando em casa, repete o processo. “Quando vejo uma pessoa sem máscara, sendo feirante ou não, é algo que me incomoda muito. Aqui, a atenção das pessoas tem de ser ser redobrada, tanto para nossa segurança quanto à deles”, avalia.

O epidemiologista e professor do curso de medicina da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Davi Rumel diz que as feiras não são mais seguras do que os mercados mesmo ao ar livre. Pelo contrário. Além da exposição dos alimentos, o pagamento, feito geralmente em dinheiro, também requer cuidados redobrados. “A única proteção continua sendo o uso correto da máscara e a melhor é a PFF2 (que tem filtros mais eficazes). Na feira, é difícil manter distanciamento correto, a circulação de pessoas é grande e dá falsa sensação de segurança. Com isso, o ideal é que os feirantes e os usuários utilizem esse modelo de máscara, já que, com as novas variantes da Covid, as de tecido não são mais indicadas”, aconselha.

AÇÕES
Em Santo André foram implantados os pit stops da Prevenção nas feiras livres, com orientações sobre cuidados e medição de temperatura. Já São Bernardo informou que fiscaliza diariamente as atividades de feirantes permissionários e quando constatada irregularidade, o mesmo é notificado. Em caso de persistência, o feirante é autuado, podendo ter sua atividade suspensa. Na cidade, desde o início da pandemia, 182 notificações e 35 autuações foram emitidas por desrespeito às regras sanitárias.

Em São Caetano a vigilância sanitária faz inspeção nas feiras, que verifica o uso de máscaras, distanciamento, higiene e segurança alimentar.

Além do acompanhamento diário dos agentes fiscais, Diadema realiza ainda campanha de conscientização, com a distribuição de material de orientação sobre os cuidados a serem tomados, além da distribuição de máscaras aos feirantes com objetivo de incentivar seu uso.

As prefeituras de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra também disseram que fiscalizam e orientam feirantes e usuários sobre o uso das máscaras. 



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Uso incorreto da máscara faz da
feira mais perigosa que mercado

Pouco cuidado com a higiene incomoda clientes; especialista diz que ambiente aberto traz falsa sensação de segurança

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

22/04/2021 | 20:37


Mesmo que seja ao ar livre, as tradicionais feiras podem ser ainda mais propícias à proliferação do coronavírus do que um mercado, por exemplo, de acordo com especialista. Os perigos estão na aglomeração concentrada nesses locais e, muitas vezes, a falta de cuidado no manuseio de produtos. Usuários ainda reclamam de feirantes que não usam máscaras.

Em Mauá, na feira do Jardim Zaíra, apesar de ser pequena, é possível encontrar tanto feirantes quanto moradores que não utilizam máscaras e manuseiam os alimentos. A aposentada Vera Lúcia Assis, 62 anos, comenta que a situação a incomoda. “Tudo que está na rua e entra na minha casa, eu lavo, principalmente, da feira. Não sei quem fez o manuseio das frutas e como ficam expostas, é preocupante”, observa.

Na feira da Vila Vitória, na Avenida Portugal, o cenário é bem parecido. Feirante de barraca de legumes, que preferiu não se identificar, diz que, “infelizmente”, não usar máscara é normal. “Por ficarmos um bom tempo com a máscara, tiramos para beber água ou comer, mas logo colocamos, outros profissionais já não são assim”, conta.

Para se prevenir de possível contaminação, a autônoma Fátima Rodrigues, 54, carrega frasco de álcool, com o qual higieniza as compras antes de colocar dentro das sacolas e, chegando em casa, repete o processo. “Quando vejo uma pessoa sem máscara, sendo feirante ou não, é algo que me incomoda muito. Aqui, a atenção das pessoas tem de ser ser redobrada, tanto para nossa segurança quanto à deles”, avalia.

O epidemiologista e professor do curso de medicina da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Davi Rumel diz que as feiras não são mais seguras do que os mercados mesmo ao ar livre. Pelo contrário. Além da exposição dos alimentos, o pagamento, feito geralmente em dinheiro, também requer cuidados redobrados. “A única proteção continua sendo o uso correto da máscara e a melhor é a PFF2 (que tem filtros mais eficazes). Na feira, é difícil manter distanciamento correto, a circulação de pessoas é grande e dá falsa sensação de segurança. Com isso, o ideal é que os feirantes e os usuários utilizem esse modelo de máscara, já que, com as novas variantes da Covid, as de tecido não são mais indicadas”, aconselha.

AÇÕES
Em Santo André foram implantados os pit stops da Prevenção nas feiras livres, com orientações sobre cuidados e medição de temperatura. Já São Bernardo informou que fiscaliza diariamente as atividades de feirantes permissionários e quando constatada irregularidade, o mesmo é notificado. Em caso de persistência, o feirante é autuado, podendo ter sua atividade suspensa. Na cidade, desde o início da pandemia, 182 notificações e 35 autuações foram emitidas por desrespeito às regras sanitárias.

Em São Caetano a vigilância sanitária faz inspeção nas feiras, que verifica o uso de máscaras, distanciamento, higiene e segurança alimentar.

Além do acompanhamento diário dos agentes fiscais, Diadema realiza ainda campanha de conscientização, com a distribuição de material de orientação sobre os cuidados a serem tomados, além da distribuição de máscaras aos feirantes com objetivo de incentivar seu uso.

As prefeituras de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra também disseram que fiscalizam e orientam feirantes e usuários sobre o uso das máscaras. 

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