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Estado sinaliza concluir BRT no Grande ABC até o desfecho de 2022

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Alexandre Baldy estimou cronograma de ações na região, sem estabelecer data de início das obras


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

21/04/2021 | 21:17


O governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB), sinalizou conclusão das obras de implantação do chamado BRT (sistema de transporte rápido por ônibus, na sigla em inglês) ABC até o fim de 2022 – o prazo coincide com o término do mandato do tucano no Palácio dos Bandeirantes. A execução das intervenções e operação do modal estão a cargo da concessionária Metra, que gere atualmente o Corredor ABD (trólebus) na região, depois de o Estado estender esse contrato da empresa por 25 anos, prorrogando período do vínculo prestes a vencer para 2046, com inclusão também de outras linhas intermunicipais.

A previsão foi dada pelo secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, em entrevista ao Diário do Transporte, sem estabelecer a data de início das obras do BRT, idealizado em substituição à Linha 18-Bronze, via monotrilho – enterrada em 2019. Segundo a declaração do titular, o sistema, contudo, deve estar em funcionamento pela Metra no começo de 2023. “Nosso objetivo, dada a nossa apresentação com o vice-governador Rodrigo Garcia (DEM), é que seja realizada a execução da obra até dezembro de 2022. Portanto, desapropriação, implementação, execução, investimentos (que) serão realizados pelo consórcio que a Metra realizará. Nós acreditamos que estes prazos são exequíveis”, afirmou Baldy, durante a entrevista.

O pacote de concessão prolongada à Metra envolve volume de R$ 22,6 bilhões, conforme extrato de aditamento publicado no Diário Oficial. O projeto do BRT prevê a construção de 17,3 quilômetros de extensão, com 20 paradas e três terminais. O modal ligaria o Grande ABC à Linha 2-Verde do Metrô (estações Tamanduateí e Sacomã), às linhas paulistanas gerenciadas pela SPTrans e ao próprio Corredor ABD (Terminal São Bernardo) – a proposta em si é estimada em R$ 680 milhões. A Área 5, controlada hoje pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), passa a ser extinta com o novo acordo.

Baldy descartou, na entrevista, mais uma vez, que o sistema do BRT seja apenas corredor comum de ônibus, acrescentando que a linha irá contar com veículos elétricos e estações – estrutura, de acordo com o secretário, não seria de apenas pontos de coletivos simples. O governo tucano se comprometeu a realizar agenda, com a presença do titular da pasta, junto aos prefeitos, possivelmente na sede do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, após a entidade regional entrar com ofício pedindo esclarecimentos sobre a questão.

A ampliação do contrato com a Metra está embasada na lei estadual 16.933, sancionada por Doria em 24 de janeiro de 2019. A mudança na legislação foi articulada por Baldy. O Diário antecipou o movimento ainda no ano passado para atrelar a extensão do contrato à construção do modelo de BRT.

O Estado sintetizou, por nota, que a execução das obras, investimentos e desapropriações serão realizados pelo consórcio que será constituído para este propósito específico. “Os detalhes do projeto serão apresentados para prefeitos do Consórcio Intermunicipal, seguindo as diretrizes do que foi aprovado no conselho gestor de PPPs (Parcerias Público-Privadas)”, citou a secretaria. A resposta, no entanto, não crava a data do encontro para tratar do assunto.  



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Estado sinaliza concluir BRT no Grande ABC até o desfecho de 2022

Alexandre Baldy estimou cronograma de ações na região, sem estabelecer data de início das obras

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

21/04/2021 | 21:17


O governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB), sinalizou conclusão das obras de implantação do chamado BRT (sistema de transporte rápido por ônibus, na sigla em inglês) ABC até o fim de 2022 – o prazo coincide com o término do mandato do tucano no Palácio dos Bandeirantes. A execução das intervenções e operação do modal estão a cargo da concessionária Metra, que gere atualmente o Corredor ABD (trólebus) na região, depois de o Estado estender esse contrato da empresa por 25 anos, prorrogando período do vínculo prestes a vencer para 2046, com inclusão também de outras linhas intermunicipais.

A previsão foi dada pelo secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, em entrevista ao Diário do Transporte, sem estabelecer a data de início das obras do BRT, idealizado em substituição à Linha 18-Bronze, via monotrilho – enterrada em 2019. Segundo a declaração do titular, o sistema, contudo, deve estar em funcionamento pela Metra no começo de 2023. “Nosso objetivo, dada a nossa apresentação com o vice-governador Rodrigo Garcia (DEM), é que seja realizada a execução da obra até dezembro de 2022. Portanto, desapropriação, implementação, execução, investimentos (que) serão realizados pelo consórcio que a Metra realizará. Nós acreditamos que estes prazos são exequíveis”, afirmou Baldy, durante a entrevista.

O pacote de concessão prolongada à Metra envolve volume de R$ 22,6 bilhões, conforme extrato de aditamento publicado no Diário Oficial. O projeto do BRT prevê a construção de 17,3 quilômetros de extensão, com 20 paradas e três terminais. O modal ligaria o Grande ABC à Linha 2-Verde do Metrô (estações Tamanduateí e Sacomã), às linhas paulistanas gerenciadas pela SPTrans e ao próprio Corredor ABD (Terminal São Bernardo) – a proposta em si é estimada em R$ 680 milhões. A Área 5, controlada hoje pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), passa a ser extinta com o novo acordo.

Baldy descartou, na entrevista, mais uma vez, que o sistema do BRT seja apenas corredor comum de ônibus, acrescentando que a linha irá contar com veículos elétricos e estações – estrutura, de acordo com o secretário, não seria de apenas pontos de coletivos simples. O governo tucano se comprometeu a realizar agenda, com a presença do titular da pasta, junto aos prefeitos, possivelmente na sede do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, após a entidade regional entrar com ofício pedindo esclarecimentos sobre a questão.

A ampliação do contrato com a Metra está embasada na lei estadual 16.933, sancionada por Doria em 24 de janeiro de 2019. A mudança na legislação foi articulada por Baldy. O Diário antecipou o movimento ainda no ano passado para atrelar a extensão do contrato à construção do modelo de BRT.

O Estado sintetizou, por nota, que a execução das obras, investimentos e desapropriações serão realizados pelo consórcio que será constituído para este propósito específico. “Os detalhes do projeto serão apresentados para prefeitos do Consórcio Intermunicipal, seguindo as diretrizes do que foi aprovado no conselho gestor de PPPs (Parcerias Público-Privadas)”, citou a secretaria. A resposta, no entanto, não crava a data do encontro para tratar do assunto.  

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