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Filha assume banca de jornal e mantém tradição após morte do pai

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Romão Cícero, 85 anos, deixa legado de quase quatro décadas em Sto.André


Yasmim Assagra
Do Diário do Grande ABC

21/04/2021 | 08:22


Por pelo menos 38 anos, Romão Cícero Machado, 85, sustentou a família trabalhando com o que mais gostava de fazer: ser jornaleiro. Por conta da pandemia, há um ano ele precisou se afastar de sua banca de jornal, localizada na Avenida Itamarati, altura do número 420, na Vila Curuçá, em Santo André, e há duas semanas faleceu por insuficiência respiratória, complicação causada pela Covid-19.
Diante disso, para manter seu legado e sua história de mais de três décadas naquele ponto, sua filha, Rosilda Chaves Machado, 42, assumiu a responsabilidade sobre a tradicional banca de jornal e hoje, segundo ela, tenta “ser um pouco do que ele foi” para os clientes e parceiros. Romão era um dos jornaleiros mais antigos do Grande ABC.

“Vinha para a banca com o meu pai desde os 13 anos, então, sempre trabalhei ao lado dele. Há um ano ele ficou em casa para não ficar exposto ao vírus, então, tomei a frente do comércio”, comenta Rosilda, que ressalta que a banca não terá nenhuma mudança e vai permanecer do jeito que Romão deixou. “Sei que isso aqui (a banca de jornal) foi a vida dele, então, não tem motivos para eu mudar nada por aqui, só manter o que ele deixou”, pontua.

A filha de Romão lembra do carinho que o jornaleiro tinha com os clientes e completa que nada mudou no atendimento em 38 anos. “(Ele) Sempre foi muito atencioso, carinhoso, ele virou amigo mesmo de todos os clientes. Servia café e todos os dias ele estava de bom humor. Tanto que, depois que ele morreu, muitos clientes vieram até aqui prestar sua solidariedade”, comenta.

Também fiel à tradição em vender jornais e revistas em bancas, ofício do pai, seu filho, Genário Cícero Amaro, 60, possui uma banca de jornal, próxima à do pai, também na Avenida Itamarati, há pelo menos 35 anos. “Meu pai começou, depois foi o irmão dele e assim foi espalhando na família e, logo, deixando para os filhos”, destaca.

Romão, morador do Parque João Ramalho desde que montou a banca de jornal, tinha pressão alta, tomava remédio para controlar e era pré-diabético. Segundo a família, no último dia 4 de abril chegou a passar mal e foi levado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Sacadura Cabral, na cidade, com quadro de pneumonia e insuficiência respiratória, sintomas alarmantes da Covid. Devido à piora em seu quadro clínico, no dia seguinte foi encaminhado ao CHM (Centro Hospitalar Municipal). No dia 6 de abril, o jornaleiro faleceu.

Romão e a família foram personagens de diversas reportagens do Diário, inclusive sobre a tradição de passar a profissão para os filhos, em 2017.  



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Filha assume banca de jornal e mantém tradição após morte do pai

Romão Cícero, 85 anos, deixa legado de quase quatro décadas em Sto.André

Yasmim Assagra
Do Diário do Grande ABC

21/04/2021 | 08:22


Por pelo menos 38 anos, Romão Cícero Machado, 85, sustentou a família trabalhando com o que mais gostava de fazer: ser jornaleiro. Por conta da pandemia, há um ano ele precisou se afastar de sua banca de jornal, localizada na Avenida Itamarati, altura do número 420, na Vila Curuçá, em Santo André, e há duas semanas faleceu por insuficiência respiratória, complicação causada pela Covid-19.
Diante disso, para manter seu legado e sua história de mais de três décadas naquele ponto, sua filha, Rosilda Chaves Machado, 42, assumiu a responsabilidade sobre a tradicional banca de jornal e hoje, segundo ela, tenta “ser um pouco do que ele foi” para os clientes e parceiros. Romão era um dos jornaleiros mais antigos do Grande ABC.

“Vinha para a banca com o meu pai desde os 13 anos, então, sempre trabalhei ao lado dele. Há um ano ele ficou em casa para não ficar exposto ao vírus, então, tomei a frente do comércio”, comenta Rosilda, que ressalta que a banca não terá nenhuma mudança e vai permanecer do jeito que Romão deixou. “Sei que isso aqui (a banca de jornal) foi a vida dele, então, não tem motivos para eu mudar nada por aqui, só manter o que ele deixou”, pontua.

A filha de Romão lembra do carinho que o jornaleiro tinha com os clientes e completa que nada mudou no atendimento em 38 anos. “(Ele) Sempre foi muito atencioso, carinhoso, ele virou amigo mesmo de todos os clientes. Servia café e todos os dias ele estava de bom humor. Tanto que, depois que ele morreu, muitos clientes vieram até aqui prestar sua solidariedade”, comenta.

Também fiel à tradição em vender jornais e revistas em bancas, ofício do pai, seu filho, Genário Cícero Amaro, 60, possui uma banca de jornal, próxima à do pai, também na Avenida Itamarati, há pelo menos 35 anos. “Meu pai começou, depois foi o irmão dele e assim foi espalhando na família e, logo, deixando para os filhos”, destaca.

Romão, morador do Parque João Ramalho desde que montou a banca de jornal, tinha pressão alta, tomava remédio para controlar e era pré-diabético. Segundo a família, no último dia 4 de abril chegou a passar mal e foi levado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Sacadura Cabral, na cidade, com quadro de pneumonia e insuficiência respiratória, sintomas alarmantes da Covid. Devido à piora em seu quadro clínico, no dia seguinte foi encaminhado ao CHM (Centro Hospitalar Municipal). No dia 6 de abril, o jornaleiro faleceu.

Romão e a família foram personagens de diversas reportagens do Diário, inclusive sobre a tradição de passar a profissão para os filhos, em 2017.  

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