Fechar
Publicidade

Sábado, 8 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Combustível da discórdia


Do Diário do Grande ABC

19/04/2021 | 23:59


É fácil constatar o descontentamento dos consumidores com o preço dos combustíveis. No Grande ABC, por exemplo, o valor do litro de gasolina teve alta de 21% desde os primeiros dias do ano até hoje. Na média, o aumento foi de R$ 0,91. Se em janeiro custava R$ 4,31, agora é encontrada por R$ 5,22. Outros produtos também subiram, como o diesel, que foi de R$ 3,75 para R$ 4,30.

As diferenças são exorbitantes e impactam diretamente no bolso de quem tem e de quem não tem carro, pois o custo do transporte acaba sendo repassado e, de uma forma ou de outra, a conta chega no bolso de toda a população.

Mas os consumidores não são os únicos a reclamar. Os donos de postos também não encontram razão alguma para festejar os valores. Isso porque os generosos dígitos nas placas informativas e nas bombas acabam afastando os motoristas. Some-se a isso a existência da pandemia de Covid-19, devido à qual muitas pessoas passaram a trabalhar de casa e o movimento nas ruas é menor. E, como consequência, as vendas também sofrem baixa.

Representante do setor afirma que hoje os comerciantes trabalham com volume que varia de 60% a 70% em seus tanques.

Até o presidente da República ficou incomodado com a situação. E, para tentar controlar o problema e não perder pontos com a classe dos transportadores, que integram sua base de apoio, optou por trocar a presidência da Petrobras. Saiu Roberto Castello Branco e o general Joaquim Silva e Luna foi escolhido para a função.

Ontem, quando tomou posse, o militar falou em estabelecer “ponto de equilíbrio entre a ousadia e a prudência”. E que chegará “ouvindo mais e falando menos”. Frases que indicam prudência ou uma sinalização de que pouca coisa poderá fazer neste sentido, pois os valores cobrados resultam de equação que une os preços cobrados pelo petróleo no Exterior e os impostos federais e estaduais.  



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Combustível da discórdia

Do Diário do Grande ABC

19/04/2021 | 23:59


É fácil constatar o descontentamento dos consumidores com o preço dos combustíveis. No Grande ABC, por exemplo, o valor do litro de gasolina teve alta de 21% desde os primeiros dias do ano até hoje. Na média, o aumento foi de R$ 0,91. Se em janeiro custava R$ 4,31, agora é encontrada por R$ 5,22. Outros produtos também subiram, como o diesel, que foi de R$ 3,75 para R$ 4,30.

As diferenças são exorbitantes e impactam diretamente no bolso de quem tem e de quem não tem carro, pois o custo do transporte acaba sendo repassado e, de uma forma ou de outra, a conta chega no bolso de toda a população.

Mas os consumidores não são os únicos a reclamar. Os donos de postos também não encontram razão alguma para festejar os valores. Isso porque os generosos dígitos nas placas informativas e nas bombas acabam afastando os motoristas. Some-se a isso a existência da pandemia de Covid-19, devido à qual muitas pessoas passaram a trabalhar de casa e o movimento nas ruas é menor. E, como consequência, as vendas também sofrem baixa.

Representante do setor afirma que hoje os comerciantes trabalham com volume que varia de 60% a 70% em seus tanques.

Até o presidente da República ficou incomodado com a situação. E, para tentar controlar o problema e não perder pontos com a classe dos transportadores, que integram sua base de apoio, optou por trocar a presidência da Petrobras. Saiu Roberto Castello Branco e o general Joaquim Silva e Luna foi escolhido para a função.

Ontem, quando tomou posse, o militar falou em estabelecer “ponto de equilíbrio entre a ousadia e a prudência”. E que chegará “ouvindo mais e falando menos”. Frases que indicam prudência ou uma sinalização de que pouca coisa poderá fazer neste sentido, pois os valores cobrados resultam de equação que une os preços cobrados pelo petróleo no Exterior e os impostos federais e estaduais.  

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;