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Santo Antônio fecha as portas por causa da pandemia de Covid-19

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Estabelecimento, com 59 anos de história na Rota do Frango com Polenta, para domingo e espera o fim da crise


Flavia Kurotori

18/04/2021 | 08:44


Há 59 anos na Rota do Frango com Polenta, em São Bernardo, o Restaurante Santo Antônio irá suspender as atividades temporariamente a partir do próximo domingo. Os proprietários, os irmãos Clotilde, 71 anos, Jair, 68, Ladislau, 62, e Odair Battistini, 66, afirmam que o plano é reabrir quando a crise sanitária imposta pela pandemia do novo coronavírus passar. A decisão foi tomada porque as contas não estão mais fechando.

Odair Battistini, que perdeu a mulher para a Covid-19, explicou que o sistema de delivery, que atualmente funciona às sextas-feiras, aos sábados e domingos, não é suficiente para arcar com os custos fixos. E, mesmo em meses em que foi possível atender ao público, o movimento não chegou a 25% do que era antes da pandemia. “Faz mais de um ano que estamos só pagando contas por causa do abre e fecha. Não estamos culpando os políticos, é uma pandemia. Por bem, tomamos a decisão (de fechar) antes de deixar virar uma bola de neve”, assinalou.

O proprietário ressaltou que o sistema de entregas não atinge um sexto do faturamento de um domingo pré-pandemia. “Não preciso de mais que 100 m² para fazer os pedidos de entrega, e temos mais de 2.400 m², a área é muito grande para uma demanda tão insignificante”, disse. Os 13 funcionários fixos que atuam no Santo Antônio já receberam o aviso prévio de demissão, uma vez que não há previsão de quando o restaurante reabrirá. “Enquanto não tivermos uma economia estável e uma situação em que toda a população esteja vacinada, para trabalharmos, não vamos voltar. Nós (os sócios) já temos idade de risco, sem segurança não voltamos a trabalhar”, apontou.

Este não foi o primeiro estabelecimento da Rota dos Restaurantes a anunciar o fechamento temporário. Em janeiro, o Para Pedro suspendeu as atividades e, conforme o Diário apurou, ainda não há previsão de retomada.

CRISE GENERALIZADA

Todo o setor de bares e restaurantes passa pelas mesmas dificuldades, ainda que em diferentes magnitudes. Tradicional casa de peixes e frutos do mar, o Marzão, há 36 anos em Santo André, anunciou o fechamento definitivo em março. Segundo o proprietário, Carlos Miranda, o atendimento por delivery representava “quase nada”. No período em que atendeu ao público presencialmente, o movimento era de apenas 10% do esperado.

O restaurante mantinha 24 funcionários antes da pandemia, mas, neste ano, estava com apenas oito. “Estávamos sem perspectiva de futuro, sem saber como a pandemia vai ficar. Neste País, não podemos fazer previsão para daqui um ano porque tudo muda, é mais política do que tudo, então, resolvi que era hora de parar”, lamentou. Ele destacou que apenas de conta de luz e água, o custo era de aproximadamente R$ 10 mil por mês. 



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Santo Antônio fecha as portas por causa da pandemia de Covid-19

Estabelecimento, com 59 anos de história na Rota do Frango com Polenta, para domingo e espera o fim da crise

Flavia Kurotori

18/04/2021 | 08:44


Há 59 anos na Rota do Frango com Polenta, em São Bernardo, o Restaurante Santo Antônio irá suspender as atividades temporariamente a partir do próximo domingo. Os proprietários, os irmãos Clotilde, 71 anos, Jair, 68, Ladislau, 62, e Odair Battistini, 66, afirmam que o plano é reabrir quando a crise sanitária imposta pela pandemia do novo coronavírus passar. A decisão foi tomada porque as contas não estão mais fechando.

Odair Battistini, que perdeu a mulher para a Covid-19, explicou que o sistema de delivery, que atualmente funciona às sextas-feiras, aos sábados e domingos, não é suficiente para arcar com os custos fixos. E, mesmo em meses em que foi possível atender ao público, o movimento não chegou a 25% do que era antes da pandemia. “Faz mais de um ano que estamos só pagando contas por causa do abre e fecha. Não estamos culpando os políticos, é uma pandemia. Por bem, tomamos a decisão (de fechar) antes de deixar virar uma bola de neve”, assinalou.

O proprietário ressaltou que o sistema de entregas não atinge um sexto do faturamento de um domingo pré-pandemia. “Não preciso de mais que 100 m² para fazer os pedidos de entrega, e temos mais de 2.400 m², a área é muito grande para uma demanda tão insignificante”, disse. Os 13 funcionários fixos que atuam no Santo Antônio já receberam o aviso prévio de demissão, uma vez que não há previsão de quando o restaurante reabrirá. “Enquanto não tivermos uma economia estável e uma situação em que toda a população esteja vacinada, para trabalharmos, não vamos voltar. Nós (os sócios) já temos idade de risco, sem segurança não voltamos a trabalhar”, apontou.

Este não foi o primeiro estabelecimento da Rota dos Restaurantes a anunciar o fechamento temporário. Em janeiro, o Para Pedro suspendeu as atividades e, conforme o Diário apurou, ainda não há previsão de retomada.

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Todo o setor de bares e restaurantes passa pelas mesmas dificuldades, ainda que em diferentes magnitudes. Tradicional casa de peixes e frutos do mar, o Marzão, há 36 anos em Santo André, anunciou o fechamento definitivo em março. Segundo o proprietário, Carlos Miranda, o atendimento por delivery representava “quase nada”. No período em que atendeu ao público presencialmente, o movimento era de apenas 10% do esperado.

O restaurante mantinha 24 funcionários antes da pandemia, mas, neste ano, estava com apenas oito. “Estávamos sem perspectiva de futuro, sem saber como a pandemia vai ficar. Neste País, não podemos fazer previsão para daqui um ano porque tudo muda, é mais política do que tudo, então, resolvi que era hora de parar”, lamentou. Ele destacou que apenas de conta de luz e água, o custo era de aproximadamente R$ 10 mil por mês. 

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