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Covid é responsável por 4 a cada 10 óbitos no primeiro trimestre do ano

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Causas naturais, pneumonia e infecção generalizada também representam parcela significativa de acordo com levantamento


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

18/04/2021 | 07:00


O novo coronavírus foi responsável por 44,26% de todas as mortes ocorridas no Grande ABC no primeiro trimestre de 2021. De acordo com levantamento da Arpen-SP (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo) a pedido do Diário, as sete cidades registraram 8.318 falecimentos nos três primeiros meses do ano, sendo que 3.682 foram de pessoas com diagnóstico confirmado de Covid-19.

A doença, que teve o primeiro caso confirmado no Grande ABC no dia 15 de março de 2020 e o primeiro óbito no dia 25 de março do mesmo ano, quase não alterou a quantidade de perdas por outras enfermidades, como é possível observar no gráfico ao lado. Antes da Covid, a principal causa de mortes era classificada como ‘demais óbitos’, onde ficam as baixas por razões naturais, por exemplo, e vitimou 1.445 pessoas no primeiro trimestre (17,3%) deste ano. Outra doença que mata muito da região, a pneumonia vitimou 820 pessoas (9,8% do total) nos três primeiros meses de 2021. Como comparação, a mesma enfermidade foi a responsável por 1.202 falecimentos em 2020 e 1.185 em 2019. Importante ressaltar que o quadro de pneumonia pode ser agravado pela Covid, que também é doença respiratória.

A doença sem relação com a parte respiratória que mais mata no Grande ABC é septicemia, conhecida popularmente por infecção generalizada. Foram 677 mortes nos três primeiros meses de 2019, 651 no mesmo período de 2020 e 652 de janeiro a março de 2021.

Fazem parte da lista outras enfermidades, como infarto, AVC (Acidente Vascular Cerebral) e insuficiência respiratória. Além disso, a Arpen-SP cataloga todas as outras doenças relacionadas ao coração e que não tiveram diagnóstico conclusivo como CCI (Causas Cardiovasculares Inespecíficas).

Desde o início da pandemia, a quantidade de mortes por Covid sempre entrou na pauta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que por diversas vezes, mesmo sem apresentar provas, deu declarações sugerindo que outras mortes estariam sendo registradas como Covid apenas para inflar os números e causar pânico na população. Em 27 de março de 2020, o chefe da Nação desconfiou dos óbitos. “Está muito grande (a quantidade de registros) para São Paulo. Tem que ver o que está acontecendo aí. Não pode ser um jogo de números para favorecer interesse político”, comentou. “Tem chegado ao conhecimento da gente. Não vou dizer que são fontes confiáveis, mas chegam essas informações, de que se poupa uma autópsia”, acusou em 6 de agosto de 2020, sobre os diagnósticos confirmados da Covid.

A conspiração, aliás, fez surgir uma das principais notícias falsas da pandemia, de que Estados e municípios estariam recebendo até R$ 19 mil por cada morte por Covid e por essa razão estariam inflando os números. A informação, porém, já foi desmentida diversas vezes pelo próprio Ministério da Saúde, que disse “não repassar verba para registro de morte. A pasta realiza o repasse de recursos para ações e serviços públicos de saúde”. 



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Covid é responsável por 4 a cada 10 óbitos no primeiro trimestre do ano

Causas naturais, pneumonia e infecção generalizada também representam parcela significativa de acordo com levantamento

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

18/04/2021 | 07:00


O novo coronavírus foi responsável por 44,26% de todas as mortes ocorridas no Grande ABC no primeiro trimestre de 2021. De acordo com levantamento da Arpen-SP (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo) a pedido do Diário, as sete cidades registraram 8.318 falecimentos nos três primeiros meses do ano, sendo que 3.682 foram de pessoas com diagnóstico confirmado de Covid-19.

A doença, que teve o primeiro caso confirmado no Grande ABC no dia 15 de março de 2020 e o primeiro óbito no dia 25 de março do mesmo ano, quase não alterou a quantidade de perdas por outras enfermidades, como é possível observar no gráfico ao lado. Antes da Covid, a principal causa de mortes era classificada como ‘demais óbitos’, onde ficam as baixas por razões naturais, por exemplo, e vitimou 1.445 pessoas no primeiro trimestre (17,3%) deste ano. Outra doença que mata muito da região, a pneumonia vitimou 820 pessoas (9,8% do total) nos três primeiros meses de 2021. Como comparação, a mesma enfermidade foi a responsável por 1.202 falecimentos em 2020 e 1.185 em 2019. Importante ressaltar que o quadro de pneumonia pode ser agravado pela Covid, que também é doença respiratória.

A doença sem relação com a parte respiratória que mais mata no Grande ABC é septicemia, conhecida popularmente por infecção generalizada. Foram 677 mortes nos três primeiros meses de 2019, 651 no mesmo período de 2020 e 652 de janeiro a março de 2021.

Fazem parte da lista outras enfermidades, como infarto, AVC (Acidente Vascular Cerebral) e insuficiência respiratória. Além disso, a Arpen-SP cataloga todas as outras doenças relacionadas ao coração e que não tiveram diagnóstico conclusivo como CCI (Causas Cardiovasculares Inespecíficas).

Desde o início da pandemia, a quantidade de mortes por Covid sempre entrou na pauta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que por diversas vezes, mesmo sem apresentar provas, deu declarações sugerindo que outras mortes estariam sendo registradas como Covid apenas para inflar os números e causar pânico na população. Em 27 de março de 2020, o chefe da Nação desconfiou dos óbitos. “Está muito grande (a quantidade de registros) para São Paulo. Tem que ver o que está acontecendo aí. Não pode ser um jogo de números para favorecer interesse político”, comentou. “Tem chegado ao conhecimento da gente. Não vou dizer que são fontes confiáveis, mas chegam essas informações, de que se poupa uma autópsia”, acusou em 6 de agosto de 2020, sobre os diagnósticos confirmados da Covid.

A conspiração, aliás, fez surgir uma das principais notícias falsas da pandemia, de que Estados e municípios estariam recebendo até R$ 19 mil por cada morte por Covid e por essa razão estariam inflando os números. A informação, porém, já foi desmentida diversas vezes pelo próprio Ministério da Saúde, que disse “não repassar verba para registro de morte. A pasta realiza o repasse de recursos para ações e serviços públicos de saúde”. 

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