Fechar
Publicidade

Sábado, 15 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

economia@dgabc.com.br | 4435-8057

Renner contrata bancos para oferta de mais de R$ 4 bi



17/04/2021 | 08:21


Em meio à movimentação no mercado da moda com a proposta da Arezzo para comprar a Hering, a Lojas Renner contratou bancos de investimento para captar no mercado de cerca de R$ 4 bilhões, apurou o Estadão. Vão trabalhar nessa oferta instituições nacionais e internacionais, como Itaú BBA, Santander, Morgan Stanley, JPMorgan e BTG Pactual, afirmam fontes de mercado.

A expectativa é de que os recursos a serem captados sejam direcionados a aquisições. Isso porque o setor da moda sofreu muito a partir da crise que emergiu com a pandemia de covid-19, que deixou lojas fechadas como medida para conter a disseminação do novo coronavírus.

Diante da expectativa de como será a utilização desses recursos da oferta, que está prevista para ocorrer nas próximas semanas, as ações da varejista encerrou o pregão de hoje com alta de 12%. Os papéis fecharam a R$ 46,90, colocando o valor de mercado da companhia gaúcha em R$ 37,3 bilhões.

No mercado financeiro, uma das especulações entre investidores é de que a Renner esteja se capitalizando para a compra da concorrente C&A, que estaria querendo sair do Brasil.

Sobre a expectativa de uma possível oferta de compra por parte da Renner, a C&A disse ontem, em nota: "A companhia segue intensamente focada no desenvolvimento dos seus planos de negócio e, como política, não comenta rumores ou especulações de mercado".

A semana foi agitada para o mercado de moda. Para André Pimentel, sócio da Performa Partners, o setor vive um momento delicado. Há poucas empresas capitalizadas e que tiveram gestão bem-sucedida durante a crise. Dentre elas, podem ser citadas a Arezzo, e também o grupo Soma (dona de grifes como a Animale e Farm). A primeira negocia a compra da Hering e a segunda, a marca Shoulder.

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Soma afirmou que as negociações com a Shoulder ainda estão em fase preliminar e que não há nenhum documento relativo à operação assinado, bem como não as partes possuem autorização societária para celebração de qualquer documento.

A companhia reitera ainda que a efetiva realização da operação está sujeita a diversos fatores comuns a esse tipo de operação, tais como a conclusão da análise de viabilidade da operação e a conclusão das negociações. "Assim, não há nenhuma garantia de que a negociação para aquisição da Shoulder será concluída com sucesso", disse o Soma.

A consolidação do segmento seria natural, já que as candidatas a serem compradas estão depreciadas. "No entanto, não há tantas empresas de vestuário em boas condições. O setor se enfraqueceu muito durante a crise", considera Pimentel, da Performa Partners. Se por um lado o preço dessas empresas pode configurar uma espécie de liquidação, por outro o que está sendo vendido pode não ter tanta qualidade.

Ações em disparada

O varejo de vestuário voltou a registrar fortes altas no pregão de ontem. Além da Renner e da Hering, que estão diretamente envolvidas em operações neste momento, as demais companhias do varejo de moda também dispararam. A Lojas Marisa teve valorização de 14,73%, seguida pela holandesa C&A, com ganho de 8,23%, e pela Riachuelo (Guararapes), com alta de 8,11%.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Renner contrata bancos para oferta de mais de R$ 4 bi


17/04/2021 | 08:21


Em meio à movimentação no mercado da moda com a proposta da Arezzo para comprar a Hering, a Lojas Renner contratou bancos de investimento para captar no mercado de cerca de R$ 4 bilhões, apurou o Estadão. Vão trabalhar nessa oferta instituições nacionais e internacionais, como Itaú BBA, Santander, Morgan Stanley, JPMorgan e BTG Pactual, afirmam fontes de mercado.

A expectativa é de que os recursos a serem captados sejam direcionados a aquisições. Isso porque o setor da moda sofreu muito a partir da crise que emergiu com a pandemia de covid-19, que deixou lojas fechadas como medida para conter a disseminação do novo coronavírus.

Diante da expectativa de como será a utilização desses recursos da oferta, que está prevista para ocorrer nas próximas semanas, as ações da varejista encerrou o pregão de hoje com alta de 12%. Os papéis fecharam a R$ 46,90, colocando o valor de mercado da companhia gaúcha em R$ 37,3 bilhões.

No mercado financeiro, uma das especulações entre investidores é de que a Renner esteja se capitalizando para a compra da concorrente C&A, que estaria querendo sair do Brasil.

Sobre a expectativa de uma possível oferta de compra por parte da Renner, a C&A disse ontem, em nota: "A companhia segue intensamente focada no desenvolvimento dos seus planos de negócio e, como política, não comenta rumores ou especulações de mercado".

A semana foi agitada para o mercado de moda. Para André Pimentel, sócio da Performa Partners, o setor vive um momento delicado. Há poucas empresas capitalizadas e que tiveram gestão bem-sucedida durante a crise. Dentre elas, podem ser citadas a Arezzo, e também o grupo Soma (dona de grifes como a Animale e Farm). A primeira negocia a compra da Hering e a segunda, a marca Shoulder.

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Soma afirmou que as negociações com a Shoulder ainda estão em fase preliminar e que não há nenhum documento relativo à operação assinado, bem como não as partes possuem autorização societária para celebração de qualquer documento.

A companhia reitera ainda que a efetiva realização da operação está sujeita a diversos fatores comuns a esse tipo de operação, tais como a conclusão da análise de viabilidade da operação e a conclusão das negociações. "Assim, não há nenhuma garantia de que a negociação para aquisição da Shoulder será concluída com sucesso", disse o Soma.

A consolidação do segmento seria natural, já que as candidatas a serem compradas estão depreciadas. "No entanto, não há tantas empresas de vestuário em boas condições. O setor se enfraqueceu muito durante a crise", considera Pimentel, da Performa Partners. Se por um lado o preço dessas empresas pode configurar uma espécie de liquidação, por outro o que está sendo vendido pode não ter tanta qualidade.

Ações em disparada

O varejo de vestuário voltou a registrar fortes altas no pregão de ontem. Além da Renner e da Hering, que estão diretamente envolvidas em operações neste momento, as demais companhias do varejo de moda também dispararam. A Lojas Marisa teve valorização de 14,73%, seguida pela holandesa C&A, com ganho de 8,23%, e pela Riachuelo (Guararapes), com alta de 8,11%.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;