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Transição?


Francisco Lacerda

16/04/2021 | 23:59


Começa amanhã a fase de transição do Plano São Paulo de combate à pandemia de Covid-19. A grosso modo significa que algumas atividades, como o comércio de rua e shoppings, além de templos religiosos, têm autorização para abrir as portas, numa espécie de preliminar que vai até o sábado, quando várias outras atividades estarão livres para retomar o atendimento presencial.

Neste segundo grupo estão restaurantes, salões de beleza e barbearias, academias, parques e atividades culturais. Todos com a devida indicação para restringir o acesso de público e ainda com horários especiais de funcionamento.

Segundo o vice-governador Rodrigo Garcia, o período que se inicia amanhã é necessário para que o Estado possa “dar passos seguros adiante sem o risco de retroceder”. No belo discurso, o político destacou ainda que a participação da população é fundamental para que as coisas saiam a contento e que em breve a economia possa voltar ao normal. “Não podemos baixar a guarda”, pontuou.

A decisão comunicada ontem por Garcia transmite a falsa impressão de que o poder letal do coronavírus está controlado e que é questão de tempo para que as pessoas possam respirar aliviadas e seguirem o curso de suas vidas.

O olhar um pouco mais apurado sobre os fatos, entretanto, mostra que estamos bem longe disso. A começar pela vacinação, que caminha a passos de tartaruga. Se bem que neste caso a culpa nem é do Estado, mas sim do governo federal, que fez o que pôde para que a imunização não desse certo. Inclusive fazendo piadas desnecessárias e recusando as ofertas de compra quando essas foram formuladas.

Outro ponto preocupante é a falta de insumos médicos. Dentre eles os kits de entubação tão importantes para que os mais debilitados pela doença possam ter uma esperança de sobrevida.

Realmente é preciso que os indivíduos façam a sua parte, respeitem as normas sanitárias. Mas é necessário também que os políticos atuem de maneira clara e objetiva. E não sob pressão de setores e grupos, ignorando as adversidades para que possam melhorar suas imagens. 



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Transição?

Francisco Lacerda

16/04/2021 | 23:59


Começa amanhã a fase de transição do Plano São Paulo de combate à pandemia de Covid-19. A grosso modo significa que algumas atividades, como o comércio de rua e shoppings, além de templos religiosos, têm autorização para abrir as portas, numa espécie de preliminar que vai até o sábado, quando várias outras atividades estarão livres para retomar o atendimento presencial.

Neste segundo grupo estão restaurantes, salões de beleza e barbearias, academias, parques e atividades culturais. Todos com a devida indicação para restringir o acesso de público e ainda com horários especiais de funcionamento.

Segundo o vice-governador Rodrigo Garcia, o período que se inicia amanhã é necessário para que o Estado possa “dar passos seguros adiante sem o risco de retroceder”. No belo discurso, o político destacou ainda que a participação da população é fundamental para que as coisas saiam a contento e que em breve a economia possa voltar ao normal. “Não podemos baixar a guarda”, pontuou.

A decisão comunicada ontem por Garcia transmite a falsa impressão de que o poder letal do coronavírus está controlado e que é questão de tempo para que as pessoas possam respirar aliviadas e seguirem o curso de suas vidas.

O olhar um pouco mais apurado sobre os fatos, entretanto, mostra que estamos bem longe disso. A começar pela vacinação, que caminha a passos de tartaruga. Se bem que neste caso a culpa nem é do Estado, mas sim do governo federal, que fez o que pôde para que a imunização não desse certo. Inclusive fazendo piadas desnecessárias e recusando as ofertas de compra quando essas foram formuladas.

Outro ponto preocupante é a falta de insumos médicos. Dentre eles os kits de entubação tão importantes para que os mais debilitados pela doença possam ter uma esperança de sobrevida.

Realmente é preciso que os indivíduos façam a sua parte, respeitem as normas sanitárias. Mas é necessário também que os políticos atuem de maneira clara e objetiva. E não sob pressão de setores e grupos, ignorando as adversidades para que possam melhorar suas imagens. 

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