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A monetização da morte


Do Diário do Grande ABC

15/04/2021 | 23:59


O modo como a sociedade brasileira tem enfrentado a pandemia da Covid-19 revela alguns assombros não somente sob o aspecto da gestão governamental, mas de forma ainda mais evidente, sob o aspecto da comunicação adotada por alguns influenciadores digitais presentes nas mídias sociais. Parece óbvio que a comunicação sobre os modos de prevenção e tratamento da Covid deveria ser protagonizada por especialistas da área. Também ressoa óbvio que as orientações desses profissionais devem estar respaldadas em pesquisas científicas consistentes.

Mas, definitivamente, não é isso que se vê quando se acessa o principal meio de comunicação contemporâneo: as mídias sociais. O advento das redes criou legião de palpiteiros que assuntam sobre qualquer tema sobre o qual se deparam. Ainda que não possuam mínima qualificação para falar sobre o tema, vociferam contra PhDs na área porque, não raro, estes refutam suas crendices infundadas.

Pior ainda é a situação dos autointitulados influenciadores digitais que possuem milhares ou até milhões de seguidores. Alguns deles têm se dedicado a prescrever a receita da morte para seus seguidores a qual inclui a defesa efusiva de remédios sem eficácia comprovada, além da rejeição escancarada aos métodos comprovados de prevenção à contaminação do vírus, como uso de máscaras e distanciamento físico. A ascensão dessa estupidez mortífera não parece ser fruto do acaso ou de mera tendência contemporânea ao negacionismo. Ao contrário. Parece insuspeito que o motor dessa engenhoca macabra é o lucro auferido com postagens radicais carregadas de raiva e negacionismo nas redes.

As redes sociais e alguns digital influencers profissionais têm ganhado bastante dinheiro com a monetização de conteúdos pró-vírus. Tanto maior o negacionismo e o ódio, maior o engajamento de usuários e, claro, maior o lucro das plataformas com publicidade.

No livro Os Quatro: Apple, Amazon, Facebook e Google. O Segredo dos Gigantes da Tecnologia (Ed. Alta Borges), Scott Galloway deixa claro como as grandes plataformas digitais, através de seus algoritmos, favorecem a propagação de postagens com conteúdo de ódio e de teorias conspiratórias visando exclusivamente aos seus interesses lucrativos. No cenário pandêmico, o favorecimento à propagação desse tipo de conteúdo torna-se ferramenta fatal. Contribuir para a viralização desse tipo de conteúdo nas redes equivale a colaborar com a propagação do vírus no mundo real.

Resta saber até quando a sociedade civil aceitará calada a irresponsabilidade dessas plataformas digitais e de influencers famosos acerca do conteúdo repugnante que veiculam.

Adriano Silva Soromenho é advogado.


PALAVRA DO LEITOR

Alpharrábio
Saudades dos concorridos Sábados Culturais promovidos pela atuante escritora Dalila Teles Veras, proprietária da Livraria Alpharrábio, e equipe, que fica na minha cidade de nascença Santo André.
João Paulo de Oliveira
Diadema


Palavras
Faço minhas as palavras do leitor Breno Reginaldo Silva, de Santo André (Capitão, dia 14), pois ler só notícias negativas – tipo quanto pior, melhor – já está cansando e subestimando a inteligência do povo brasileiro. O importante é nos atualizarmos a cada dia, a fim de podermos usufruir de Brasil melhor, onde voltarão a reinar a ordem e o progresso, sonho da maior parte do povo brasileiro.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá


Até quando?
A Anvisa serve a quais senhores? É preciso que tome decisões rápidas, pois as vidas não podem ficar nas mãos de alguns. Por que tanta demora para liberar vacinas, visto que elas já existem? Essa desfaçatez faz com que a vida daqueles que dependem das decisões tardias da agência corram riscos. Fica clara e patente a existência dessas agências: elas estão a serviço das empresas e não das pessoas, sem exceção. É cabide de emprego onde ninguém mexe, enquanto a população é sempre a prejudicada. Só nos resta rezar, pois a pandemia escondeu ainda mais aqueles que deveriam nos proteger.
Izabel Avallone
Capital


Barulhento
Lei federal número 3.688, de 3 de outubro de 1941, artigo 42, alerta para pena, multa e agravante de reclusão de 15 dias a três meses por perturbação ao sossego alheio. Eis a questão. Moro na Alameda Campestre, entre as ruas João Ribeiro e das Figueiras, onde temos em frente o Burger King. Pela madrugada, por volta de 3h, fazem entregas no estabelecimento com caminhão-baú bem grande, que descarrega, provavelmente, pelo barulho, caixas, que são jogadas. Já houve reclamação a respeito, foi chamada a PM (Polícia Militar), que disse nada poder fazer. A pessoa que mora em frente reclamou do barulho, e foi admoestada por quem faz o serviço. Já houve vários casos semelhantes, mas nada é feito por nossas autoridades. Prefeitura, pagamos nossos impostos conforme a lei, mas não temos a resposta necessária para coibir esse tipo de afronta. Espero resposta do Paço em relação a esse desrespeito ao munícipe, que segue rigidamente as leis da cidade.
Cláudio Luiz da Silva
Santo André


Dilma inocentada
Ser do conselho da Petrobras a remuneração é muito superior ao salário mínimo, nota preta, e quem o preside tem a palavra final nas decisões. Custou à Petrobras US$ 360 milhões 50% da refinaria Pasadena, nos Estados Unidos, que, um ano antes, 100% foram adquiridos pelos belgas por US$ 42,5 milhões. Dois anos depois a Petrobras foi, judicialmente, obrigada a adquirir os outros 50%, por US$ 1,18 bilhão. A Petrobras, sem usar, vendeu Pasadena para a Chevron, por US$ 467 milhões. Estranho foi só constatar a péssima compra poucos meses após a aquisição pela BR. Daí a venda com prejuízo superior a US$ 1 bilhão (valor equivalente a 17,5 Megas da Virada de R$ 325 milhões) e ninguém foi responsabilizado.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)


Taxa do lixo
Acredito que o prefeito José de Filippi Júnior, de Diadema, tenha agido certo ao suspender temporariamente a cobrança da taxa de lixo na cidade (Política, ontem). O interessante é que essa taxa representava, até o ano passado, conforme o texto do jornalista Júnior Carvalho, receita anual de R$ 17 milhões. A Prefeitura, a partir da volta da cobrança, deveria abrir conta bancária exclusiva para essa receita e ser aplicada somente nos serviços de coleta de lixo, mas já ir pensando no futuro, porque o lixo tem que ter solução e, a meu ver, a mais prática seria a construção de usina com o objetivo de cuidar da destinação e tratamento dos resíduos sólidos, ou, talvez, para geração de energia elétrica. Mas quanto essa usina geraria de energia elétrica? E quem seria beneficiado com essa nova fonte de energia? De uma coisa, acho que Filippi está correto: a Sabesp tem que se preocupar em cuidar do saneamento básico, se responsabilizando pelo tratamento do esgoto e pelo fornecimento de água, também tratada, serviços, aliás, que os munícipes já pagam bem caro.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema 



Comentários

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A monetização da morte

Do Diário do Grande ABC

15/04/2021 | 23:59


O modo como a sociedade brasileira tem enfrentado a pandemia da Covid-19 revela alguns assombros não somente sob o aspecto da gestão governamental, mas de forma ainda mais evidente, sob o aspecto da comunicação adotada por alguns influenciadores digitais presentes nas mídias sociais. Parece óbvio que a comunicação sobre os modos de prevenção e tratamento da Covid deveria ser protagonizada por especialistas da área. Também ressoa óbvio que as orientações desses profissionais devem estar respaldadas em pesquisas científicas consistentes.

Mas, definitivamente, não é isso que se vê quando se acessa o principal meio de comunicação contemporâneo: as mídias sociais. O advento das redes criou legião de palpiteiros que assuntam sobre qualquer tema sobre o qual se deparam. Ainda que não possuam mínima qualificação para falar sobre o tema, vociferam contra PhDs na área porque, não raro, estes refutam suas crendices infundadas.

Pior ainda é a situação dos autointitulados influenciadores digitais que possuem milhares ou até milhões de seguidores. Alguns deles têm se dedicado a prescrever a receita da morte para seus seguidores a qual inclui a defesa efusiva de remédios sem eficácia comprovada, além da rejeição escancarada aos métodos comprovados de prevenção à contaminação do vírus, como uso de máscaras e distanciamento físico. A ascensão dessa estupidez mortífera não parece ser fruto do acaso ou de mera tendência contemporânea ao negacionismo. Ao contrário. Parece insuspeito que o motor dessa engenhoca macabra é o lucro auferido com postagens radicais carregadas de raiva e negacionismo nas redes.

As redes sociais e alguns digital influencers profissionais têm ganhado bastante dinheiro com a monetização de conteúdos pró-vírus. Tanto maior o negacionismo e o ódio, maior o engajamento de usuários e, claro, maior o lucro das plataformas com publicidade.

No livro Os Quatro: Apple, Amazon, Facebook e Google. O Segredo dos Gigantes da Tecnologia (Ed. Alta Borges), Scott Galloway deixa claro como as grandes plataformas digitais, através de seus algoritmos, favorecem a propagação de postagens com conteúdo de ódio e de teorias conspiratórias visando exclusivamente aos seus interesses lucrativos. No cenário pandêmico, o favorecimento à propagação desse tipo de conteúdo torna-se ferramenta fatal. Contribuir para a viralização desse tipo de conteúdo nas redes equivale a colaborar com a propagação do vírus no mundo real.

Resta saber até quando a sociedade civil aceitará calada a irresponsabilidade dessas plataformas digitais e de influencers famosos acerca do conteúdo repugnante que veiculam.

Adriano Silva Soromenho é advogado.


PALAVRA DO LEITOR

Alpharrábio
Saudades dos concorridos Sábados Culturais promovidos pela atuante escritora Dalila Teles Veras, proprietária da Livraria Alpharrábio, e equipe, que fica na minha cidade de nascença Santo André.
João Paulo de Oliveira
Diadema


Palavras
Faço minhas as palavras do leitor Breno Reginaldo Silva, de Santo André (Capitão, dia 14), pois ler só notícias negativas – tipo quanto pior, melhor – já está cansando e subestimando a inteligência do povo brasileiro. O importante é nos atualizarmos a cada dia, a fim de podermos usufruir de Brasil melhor, onde voltarão a reinar a ordem e o progresso, sonho da maior parte do povo brasileiro.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá


Até quando?
A Anvisa serve a quais senhores? É preciso que tome decisões rápidas, pois as vidas não podem ficar nas mãos de alguns. Por que tanta demora para liberar vacinas, visto que elas já existem? Essa desfaçatez faz com que a vida daqueles que dependem das decisões tardias da agência corram riscos. Fica clara e patente a existência dessas agências: elas estão a serviço das empresas e não das pessoas, sem exceção. É cabide de emprego onde ninguém mexe, enquanto a população é sempre a prejudicada. Só nos resta rezar, pois a pandemia escondeu ainda mais aqueles que deveriam nos proteger.
Izabel Avallone
Capital


Barulhento
Lei federal número 3.688, de 3 de outubro de 1941, artigo 42, alerta para pena, multa e agravante de reclusão de 15 dias a três meses por perturbação ao sossego alheio. Eis a questão. Moro na Alameda Campestre, entre as ruas João Ribeiro e das Figueiras, onde temos em frente o Burger King. Pela madrugada, por volta de 3h, fazem entregas no estabelecimento com caminhão-baú bem grande, que descarrega, provavelmente, pelo barulho, caixas, que são jogadas. Já houve reclamação a respeito, foi chamada a PM (Polícia Militar), que disse nada poder fazer. A pessoa que mora em frente reclamou do barulho, e foi admoestada por quem faz o serviço. Já houve vários casos semelhantes, mas nada é feito por nossas autoridades. Prefeitura, pagamos nossos impostos conforme a lei, mas não temos a resposta necessária para coibir esse tipo de afronta. Espero resposta do Paço em relação a esse desrespeito ao munícipe, que segue rigidamente as leis da cidade.
Cláudio Luiz da Silva
Santo André


Dilma inocentada
Ser do conselho da Petrobras a remuneração é muito superior ao salário mínimo, nota preta, e quem o preside tem a palavra final nas decisões. Custou à Petrobras US$ 360 milhões 50% da refinaria Pasadena, nos Estados Unidos, que, um ano antes, 100% foram adquiridos pelos belgas por US$ 42,5 milhões. Dois anos depois a Petrobras foi, judicialmente, obrigada a adquirir os outros 50%, por US$ 1,18 bilhão. A Petrobras, sem usar, vendeu Pasadena para a Chevron, por US$ 467 milhões. Estranho foi só constatar a péssima compra poucos meses após a aquisição pela BR. Daí a venda com prejuízo superior a US$ 1 bilhão (valor equivalente a 17,5 Megas da Virada de R$ 325 milhões) e ninguém foi responsabilizado.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)


Taxa do lixo
Acredito que o prefeito José de Filippi Júnior, de Diadema, tenha agido certo ao suspender temporariamente a cobrança da taxa de lixo na cidade (Política, ontem). O interessante é que essa taxa representava, até o ano passado, conforme o texto do jornalista Júnior Carvalho, receita anual de R$ 17 milhões. A Prefeitura, a partir da volta da cobrança, deveria abrir conta bancária exclusiva para essa receita e ser aplicada somente nos serviços de coleta de lixo, mas já ir pensando no futuro, porque o lixo tem que ter solução e, a meu ver, a mais prática seria a construção de usina com o objetivo de cuidar da destinação e tratamento dos resíduos sólidos, ou, talvez, para geração de energia elétrica. Mas quanto essa usina geraria de energia elétrica? E quem seria beneficiado com essa nova fonte de energia? De uma coisa, acho que Filippi está correto: a Sabesp tem que se preocupar em cuidar do saneamento básico, se responsabilizando pelo tratamento do esgoto e pelo fornecimento de água, também tratada, serviços, aliás, que os munícipes já pagam bem caro.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
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