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Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pequeno negócio e entidades sociais serão beneficiados com a compra de pães por três meses


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

15/04/2021 | 09:02


Praticar a solidariedade e fazer com que as pessoas se inspirem a fazer o mesmo, como em um efeito dominó. Essa é a ideia dos andreenses Hilton Aparecido Magri Lúcio, 49 anos, e Márcio Godinho, 50. Há cerca de um ano, Lúcio resolveu ajudar a Padaria Jardim Santo Alberto, situada no bairro homônimo, na Rua Evangelista de Sousa, 1.482, em Santo André. Aberta em 1968, pelos irmãos Serafim e Luiz, é conhecida por seu forno nunca ter sido desligado, mas que não andava bem por conta da pandemia.

Capitaneada hoje por Godinho, filho de Serafim, a padaria viu seu rendimento cair cerca de 40% como consequência da crise trazida pelo novo coronavírus. Foi então que Lúcio, que é diretor executivo da Antea Group, resolveu ajudar: por intermédio da empresa onde trabalha, passou a comprar pães para serem doados a duas entidades beneficentes.

Agora, vendo que muita coisa não melhorou, resolveu repetir o gesto e fez acordo para novamente adquirir os pães, que desta vez serão doados para quatro instituições. “Serão 300 unidades por dia durante três meses”, explica Lúcio. “Um ano depois dessa pandemia, temos de entender que essas entidades sociais dependem da ajuda das pessoas.”

Ele explica que a ponte com as entidades foi feita por meio do projeto chamado Mesa Brasil Sesc, que atende pessoas em situação de vulnerabilidade social e nutricional assistidas por entidades sociais cadastradas. As escolhidas foram Instituto Monsenhor José Benedito Antunes (na Vila Assunção, em Santo André), Lar Mãos Pequenas (no Eldorado, em Diadema), Desafio Jovem de Santo André (no Jardim Utinga) e Instituição Beneficente Irmã Marli (no morro da Kibom, em Santo André).

Para Lúcio, a pandemia deixou clara a interligação entre os setores da sociedade. E no mundo corporativo funciona da mesma maneira. “Se minha empresa está bem, mas o escritório que faz minha contabilidade estiver ‘vendendo almoço para comprar a janta’, o trabalho ficará comprometido”, exemplifica. “Se cair uma peça, caem todas”, emenda.

Márcio Godinho afirma que, com a ajuda de Lúcio, terá fôlego par seguir trabalhando e, o mais importante, sem demitir empregados. “Somos 25 funcionários, mesmo número do ano passado. É um sacrifício, mas vamos seguindo em frente”, afirma.

Ele explica que na ação do ano passado, quando Lúcio comprou 200 pães diariamente, por cinco meses, outras pessoas, entre amigos e frequentadores da padaria, souberam da movimentação e resolveram se engajar também. “Muita gente se sensibilizou naquele momento. As pessoas vinham perguntar se podiam ajudar de alguma forma. E, no fim, foram doados mais 2.800 pães, comprados por essas pessoas. Tenho certeza de que isso irá se repetir agora.”

Para ele, isso acaba virando uma corrente em que todos se ajudam. “A padaria segue funcionando, o padeiro trabalhando e comprando em outros locais, mantendo-os também abertos, e as entidades, principalmente, também são amparadas”, diz Godinho. “Temos que nos ver mais como sociedade. Não adianta eu estar bem e você não. É um círculo virtuoso, que constrói valores. Espero que as pessoas se inspirem nisso para fazer alguma ação social”, encerra Lúcio.
 



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Ação solidária garante alimentos e emprego

Pequeno negócio e entidades sociais serão beneficiados com a compra de pães por três meses

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

15/04/2021 | 09:02


Praticar a solidariedade e fazer com que as pessoas se inspirem a fazer o mesmo, como em um efeito dominó. Essa é a ideia dos andreenses Hilton Aparecido Magri Lúcio, 49 anos, e Márcio Godinho, 50. Há cerca de um ano, Lúcio resolveu ajudar a Padaria Jardim Santo Alberto, situada no bairro homônimo, na Rua Evangelista de Sousa, 1.482, em Santo André. Aberta em 1968, pelos irmãos Serafim e Luiz, é conhecida por seu forno nunca ter sido desligado, mas que não andava bem por conta da pandemia.

Capitaneada hoje por Godinho, filho de Serafim, a padaria viu seu rendimento cair cerca de 40% como consequência da crise trazida pelo novo coronavírus. Foi então que Lúcio, que é diretor executivo da Antea Group, resolveu ajudar: por intermédio da empresa onde trabalha, passou a comprar pães para serem doados a duas entidades beneficentes.

Agora, vendo que muita coisa não melhorou, resolveu repetir o gesto e fez acordo para novamente adquirir os pães, que desta vez serão doados para quatro instituições. “Serão 300 unidades por dia durante três meses”, explica Lúcio. “Um ano depois dessa pandemia, temos de entender que essas entidades sociais dependem da ajuda das pessoas.”

Ele explica que a ponte com as entidades foi feita por meio do projeto chamado Mesa Brasil Sesc, que atende pessoas em situação de vulnerabilidade social e nutricional assistidas por entidades sociais cadastradas. As escolhidas foram Instituto Monsenhor José Benedito Antunes (na Vila Assunção, em Santo André), Lar Mãos Pequenas (no Eldorado, em Diadema), Desafio Jovem de Santo André (no Jardim Utinga) e Instituição Beneficente Irmã Marli (no morro da Kibom, em Santo André).

Para Lúcio, a pandemia deixou clara a interligação entre os setores da sociedade. E no mundo corporativo funciona da mesma maneira. “Se minha empresa está bem, mas o escritório que faz minha contabilidade estiver ‘vendendo almoço para comprar a janta’, o trabalho ficará comprometido”, exemplifica. “Se cair uma peça, caem todas”, emenda.

Márcio Godinho afirma que, com a ajuda de Lúcio, terá fôlego par seguir trabalhando e, o mais importante, sem demitir empregados. “Somos 25 funcionários, mesmo número do ano passado. É um sacrifício, mas vamos seguindo em frente”, afirma.

Ele explica que na ação do ano passado, quando Lúcio comprou 200 pães diariamente, por cinco meses, outras pessoas, entre amigos e frequentadores da padaria, souberam da movimentação e resolveram se engajar também. “Muita gente se sensibilizou naquele momento. As pessoas vinham perguntar se podiam ajudar de alguma forma. E, no fim, foram doados mais 2.800 pães, comprados por essas pessoas. Tenho certeza de que isso irá se repetir agora.”

Para ele, isso acaba virando uma corrente em que todos se ajudam. “A padaria segue funcionando, o padeiro trabalhando e comprando em outros locais, mantendo-os também abertos, e as entidades, principalmente, também são amparadas”, diz Godinho. “Temos que nos ver mais como sociedade. Não adianta eu estar bem e você não. É um círculo virtuoso, que constrói valores. Espero que as pessoas se inspirem nisso para fazer alguma ação social”, encerra Lúcio.
 

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