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Rede de combate ao câncer completa 50 anos

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Instituição sofreu baque com a pandemia, viu recursos minguarem, mas mantém porta aberta


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

15/04/2021 | 07:00


Há exatos 50 anos a Rede Feminina de Combate ao Câncer de São Caetano acolhe pacientes diagnosticados com a doença na região, seja para esclarecer dúvidas, oferecer remédios e vitaminas ou para doações de cestas básicas. Mas a alegria pela data importante deu lugar à preocupação com o futuro em meio à queda de arrecadação dos eventos em razão da pandemia.

Entre homens e mulheres, a entidade atende cerca de 70 pacientes por mês, mas possui 86 pessoas cadastradas só de São Caetano, além de nove de outras cidades. Presidente e voluntária há 17 anos na instituição, Maria Lúcia de Mendonça Bueno, 72 anos, lembra que, antes da pandemia, eventos e encontros eram os principais meios de arrecadação de recursos, já que, além da distribuição de cestas básicas, por mês, a rede gasta em média R$ 700 em farmácias, na compra de medicamentos para pacientes.

“Fazíamos eventos para reunir cerca de 300 pessoas. Organizávamos chá do artesanato, bingos, brechós e até porco no rolete. Infelizmente a crise chegou para muitas empresas e pessoas, então, nosso estoque foi diminuindo, principalmente neste período do começo de ano, todo mundo tem coisa para pagar”, analisa Maria Lúcia. Antes da pandemia, os convites eram vendidos, em média, por R$ 65.

Atualmente, a alternativa da instituição foi migrar para a internet, com ajuda dos 110 voluntários. Em agosto, em parceria com o Espaço Win, a rede promoveu live solidária com o cantor Thiago Arancam, na qual conseguiram arrecadar pelo menos uma tonelada de alimentos para doações. Além disso, a instituição também envia boletos semanais para os 150 sócios contribuintes, que fazem pagamentos de acordo com a possibilidade de cada um. A rede ainda recebe doação mensal de 20 cestas básicas do Fundo Social de Solidariedade de São Caetano.

“Sempre estamos nos movimentando. Esta semana, inclusive, reparamos que em nosso estoque estão faltando pasta de dente e bolachas de água e sal ou doce. Nossa campanha, agora, é para arrecadação desses itens e, assim, vamos trabalhando”, ressalta Maria Lúcia.
Antes da pandemia, a entidade também realizava campanhas dentro das escolas para movimentar as doações de bolachas, leite em pó e até gelatinas, agora, com as escolas fechadas, isso também não é mais possível.

HISTÓRIA

A rede iniciou suas atividades em 1971, como a regional de São Caetano da Associação Paulista Feminina de Combate ao Câncer. Quase 30 anos depois, tornou-se independente e mudou seu nome para a Rede Feminina de Combate ao Câncer de São Caetano.

Hoje, a sede fica na Rua Rio de Janeiro, perto de hospitais como o municipal Maria Braido e também do Centro de Oncologia da cidade. O grupo também recolhe doações de vitaminas para entregar aos pacientes, como sustagem, nutren sênior e nutridrink. Para quem puder ajudar, basta entrar em contato com a rede pelo telefone 4229-2398 ou pelo site www.redefeminina.org.br.
 



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Rede de combate ao câncer completa 50 anos

Instituição sofreu baque com a pandemia, viu recursos minguarem, mas mantém porta aberta

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

15/04/2021 | 07:00


Há exatos 50 anos a Rede Feminina de Combate ao Câncer de São Caetano acolhe pacientes diagnosticados com a doença na região, seja para esclarecer dúvidas, oferecer remédios e vitaminas ou para doações de cestas básicas. Mas a alegria pela data importante deu lugar à preocupação com o futuro em meio à queda de arrecadação dos eventos em razão da pandemia.

Entre homens e mulheres, a entidade atende cerca de 70 pacientes por mês, mas possui 86 pessoas cadastradas só de São Caetano, além de nove de outras cidades. Presidente e voluntária há 17 anos na instituição, Maria Lúcia de Mendonça Bueno, 72 anos, lembra que, antes da pandemia, eventos e encontros eram os principais meios de arrecadação de recursos, já que, além da distribuição de cestas básicas, por mês, a rede gasta em média R$ 700 em farmácias, na compra de medicamentos para pacientes.

“Fazíamos eventos para reunir cerca de 300 pessoas. Organizávamos chá do artesanato, bingos, brechós e até porco no rolete. Infelizmente a crise chegou para muitas empresas e pessoas, então, nosso estoque foi diminuindo, principalmente neste período do começo de ano, todo mundo tem coisa para pagar”, analisa Maria Lúcia. Antes da pandemia, os convites eram vendidos, em média, por R$ 65.

Atualmente, a alternativa da instituição foi migrar para a internet, com ajuda dos 110 voluntários. Em agosto, em parceria com o Espaço Win, a rede promoveu live solidária com o cantor Thiago Arancam, na qual conseguiram arrecadar pelo menos uma tonelada de alimentos para doações. Além disso, a instituição também envia boletos semanais para os 150 sócios contribuintes, que fazem pagamentos de acordo com a possibilidade de cada um. A rede ainda recebe doação mensal de 20 cestas básicas do Fundo Social de Solidariedade de São Caetano.

“Sempre estamos nos movimentando. Esta semana, inclusive, reparamos que em nosso estoque estão faltando pasta de dente e bolachas de água e sal ou doce. Nossa campanha, agora, é para arrecadação desses itens e, assim, vamos trabalhando”, ressalta Maria Lúcia.
Antes da pandemia, a entidade também realizava campanhas dentro das escolas para movimentar as doações de bolachas, leite em pó e até gelatinas, agora, com as escolas fechadas, isso também não é mais possível.

HISTÓRIA

A rede iniciou suas atividades em 1971, como a regional de São Caetano da Associação Paulista Feminina de Combate ao Câncer. Quase 30 anos depois, tornou-se independente e mudou seu nome para a Rede Feminina de Combate ao Câncer de São Caetano.

Hoje, a sede fica na Rua Rio de Janeiro, perto de hospitais como o municipal Maria Braido e também do Centro de Oncologia da cidade. O grupo também recolhe doações de vitaminas para entregar aos pacientes, como sustagem, nutren sênior e nutridrink. Para quem puder ajudar, basta entrar em contato com a rede pelo telefone 4229-2398 ou pelo site www.redefeminina.org.br.
 

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