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Sociedade se tornou refém de 'milícias digitais'



14/04/2021 | 08:05


Estamos nos tornando reféns de grupos de pressão que utilizam as redes sociais para pautar a opinião pública - as popularmente chamadas "milícias digitais". A opinião é de especialistas que participaram ontem do Fórum da Liberdade 2021, evento que reúne políticos, analistas e empresários.

Um dos presentes no evento, o escritor e filósofo Luiz Felipe Pondé afirmou que o fato de sermos reféns das milícias digitais não significa, no entanto, que a nossa liberdade de expressão está completamente destruída. O professor ressaltou em sua fala o caráter mercadológico por trás desse cenário. "Essa censura que está acontecendo é como se fosse um negócio. Se eu conseguir tirar alguém de uma Universidade, sobra mais espaço para o meu grupo. Se eu cancelar alguém na mídia social, talvez os patrocinadores se afastem dessa pessoa (que foi cancelada)", afirma o filósofo.

Também presente no evento, o sociólogo Frank Furedi chamou atenção para a intensa polarização nas redes. "As pessoas são encorajadas a não conversar, falar apenas com aqueles que são semelhantes." O cientista político Jason Brennan foi na mesma linha: "Infelizmente, a internet é dominada por um lado contra o outro. Isso aumenta a polarização e a censura".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Sociedade se tornou refém de 'milícias digitais'


14/04/2021 | 08:05


Estamos nos tornando reféns de grupos de pressão que utilizam as redes sociais para pautar a opinião pública - as popularmente chamadas "milícias digitais". A opinião é de especialistas que participaram ontem do Fórum da Liberdade 2021, evento que reúne políticos, analistas e empresários.

Um dos presentes no evento, o escritor e filósofo Luiz Felipe Pondé afirmou que o fato de sermos reféns das milícias digitais não significa, no entanto, que a nossa liberdade de expressão está completamente destruída. O professor ressaltou em sua fala o caráter mercadológico por trás desse cenário. "Essa censura que está acontecendo é como se fosse um negócio. Se eu conseguir tirar alguém de uma Universidade, sobra mais espaço para o meu grupo. Se eu cancelar alguém na mídia social, talvez os patrocinadores se afastem dessa pessoa (que foi cancelada)", afirma o filósofo.

Também presente no evento, o sociólogo Frank Furedi chamou atenção para a intensa polarização nas redes. "As pessoas são encorajadas a não conversar, falar apenas com aqueles que são semelhantes." O cientista político Jason Brennan foi na mesma linha: "Infelizmente, a internet é dominada por um lado contra o outro. Isso aumenta a polarização e a censura".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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