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Para especialistas, poder público deve divulgar campanha da vacinação

Banco de dados Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Profissionais dizem que ações podem diminuir evasão; na região, 5,7% não voltaram para receber a 2ª dose


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

14/04/2021 | 00:01


Especialistas ouvidos pelo Diário apontam que faltam campanhas de conscientização do poder público sobre a vacinação contra a Covid-19. Ontem, o jornal mostrou que 5,7% das pessoas, cerca de 14 mil, que receberam a primeira dose do imunizante contra a doença (Coronavac ou Oxford) ainda não retornaram para completar a cobertura vacinal e já estão fora do prazo recomendado pelos laboratórios, o que pode gerar desperdício de recursos públicos.

Apesar de as equipes de saúde da região fazerem buscas ativas dessas pessoas para completarem o esquema vacinal e até enviar avisos por e-mails, os especialistas reforçam que essas ações não são suficientes para atingir o público-alvo da campanha. 

Para o pneumologista e professor da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Elie Fiss, a falta de uma “campanha publicitária maciça” pode fazer a vacinação perder força, ainda mais em momento em que as notícias falsas causam ainda mais medo e dúvidas na população. “Infelizmente, falta essa conscientização de que a vacina é a única solução, além dos demais cuidados diários que devemos ter. Com os alertas das novas variantes e diversas fake news sobre isso, a população fica na dúvida se toma ou não (o imunizantes)”, detalha. 

Fiss aconselha que as campanhas sejam adaptadas para todos os públicos. “Talvez, a mensagem em uma rede social não chegue da mesma forma para um idoso e, na verdade, a mensagem precisa chegar para todas as pessoas”, completa o especialista. 

Ivan França Júnior, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo), lembra que “é comum a vacinação do País falhar”. Ele reforça que, além de publicidade, avisos constantes via WhatsApp ou mensagens, as visitas presenciais nas residências das pessoas que compõem o público-alvo também são necessárias para entender o motivo que o morador não compareceu para a segunda dose da vacinação. “O município possui cadastro da pessoa, então, seria importante esse rastreamento e o contato com o morador, seja ele idoso ou não”, conta Ivan, que lembra que, seja a vacina Coronavac, que possui intervalo de 21 a 28 dias entre uma dose e outra, ou a de Oxford, com intervalo de 12 semanas, ainda não se sabe se tomando apenas a primeira dose a pessoa estará imunizada. O especialista ressalta que os laboratórios só garantem a eficácia com a cobertura vacinal completa.“O conselho é tomar o complemento, mesmo que passe do prazo da primeira dose”, finaliza o professor.

DADOS

Santo André é a cidade com menos adesão à segunda dose. Segundo a Prefeitura, 10% das pessoas não voltaram para tomar o reforço da vacina, ou seja, pouco mais de 10 mil pessoas. Em São Bernardo, a taxa é de 2%, o equivalente a 1.935 pessoas. Já São Caetano, ao contrário do informado ontem pelo Diário, 810 munícipes – e não 1.644 – ainda não tomaram a segunda dose do imunizante. Por fim, Ribeirão Pires teve 1,67% de não comparecimento para finalização do processo (251 pessoas). As outras prefeituras não informaram.

As cidades são responsáveis pela campanha de imunização e em algumas é preciso agendar o processo – veja as informações na arte abaixo. 



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Para especialistas, poder público deve divulgar campanha da vacinação

Profissionais dizem que ações podem diminuir evasão; na região, 5,7% não voltaram para receber a 2ª dose

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

14/04/2021 | 00:01


Especialistas ouvidos pelo Diário apontam que faltam campanhas de conscientização do poder público sobre a vacinação contra a Covid-19. Ontem, o jornal mostrou que 5,7% das pessoas, cerca de 14 mil, que receberam a primeira dose do imunizante contra a doença (Coronavac ou Oxford) ainda não retornaram para completar a cobertura vacinal e já estão fora do prazo recomendado pelos laboratórios, o que pode gerar desperdício de recursos públicos.

Apesar de as equipes de saúde da região fazerem buscas ativas dessas pessoas para completarem o esquema vacinal e até enviar avisos por e-mails, os especialistas reforçam que essas ações não são suficientes para atingir o público-alvo da campanha. 

Para o pneumologista e professor da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Elie Fiss, a falta de uma “campanha publicitária maciça” pode fazer a vacinação perder força, ainda mais em momento em que as notícias falsas causam ainda mais medo e dúvidas na população. “Infelizmente, falta essa conscientização de que a vacina é a única solução, além dos demais cuidados diários que devemos ter. Com os alertas das novas variantes e diversas fake news sobre isso, a população fica na dúvida se toma ou não (o imunizantes)”, detalha. 

Fiss aconselha que as campanhas sejam adaptadas para todos os públicos. “Talvez, a mensagem em uma rede social não chegue da mesma forma para um idoso e, na verdade, a mensagem precisa chegar para todas as pessoas”, completa o especialista. 

Ivan França Júnior, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo), lembra que “é comum a vacinação do País falhar”. Ele reforça que, além de publicidade, avisos constantes via WhatsApp ou mensagens, as visitas presenciais nas residências das pessoas que compõem o público-alvo também são necessárias para entender o motivo que o morador não compareceu para a segunda dose da vacinação. “O município possui cadastro da pessoa, então, seria importante esse rastreamento e o contato com o morador, seja ele idoso ou não”, conta Ivan, que lembra que, seja a vacina Coronavac, que possui intervalo de 21 a 28 dias entre uma dose e outra, ou a de Oxford, com intervalo de 12 semanas, ainda não se sabe se tomando apenas a primeira dose a pessoa estará imunizada. O especialista ressalta que os laboratórios só garantem a eficácia com a cobertura vacinal completa.“O conselho é tomar o complemento, mesmo que passe do prazo da primeira dose”, finaliza o professor.

DADOS

Santo André é a cidade com menos adesão à segunda dose. Segundo a Prefeitura, 10% das pessoas não voltaram para tomar o reforço da vacina, ou seja, pouco mais de 10 mil pessoas. Em São Bernardo, a taxa é de 2%, o equivalente a 1.935 pessoas. Já São Caetano, ao contrário do informado ontem pelo Diário, 810 munícipes – e não 1.644 – ainda não tomaram a segunda dose do imunizante. Por fim, Ribeirão Pires teve 1,67% de não comparecimento para finalização do processo (251 pessoas). As outras prefeituras não informaram.

As cidades são responsáveis pela campanha de imunização e em algumas é preciso agendar o processo – veja as informações na arte abaixo. 

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