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Minneapolis tem 2ª noite de tensão após morte de jovem negro em ação policial



13/04/2021 | 10:30


Mesmo após a determinação de toque de recolher a partir das 19h desta segunda-feira, 12, Minneapolis teve ontem a segunda noite de protestos em decorrência da morte supostamente acidental de um jovem negro em uma ação policial. A morte de Daunte Wright, de 20 anos, elevou a tensão que já era registrada nas ruas da cidade do norte dos Estados Unidos em meio ao julgamento do ex-policial acusado pela morte de George Floyd.

Na noite desta segunda, dezenas de manifestantes se reuniram para uma vigília no local da morte de Wright. Uma escultura de punho fechado foi levada para o local, transferida da área onde Floyd foi assassinado. Os manifestantes gritaram frases contra o racismo diante da delegacia de Brooklyn Center, o subúrbio onde o jovem foi morto no último domingo (11).

No final da noite, apenas algumas dezenas de manifestantes permaneciam no local. Quarenta pessoas foram presas na noite de segunda-feira no protesto do Brooklyn Center, disse o coronel Matt Langer, da Patrulha Estadual de Minnesota, em entrevista coletiva na terça-feira, 13.

O presidente dos EUA, Joe Biden, classificou a morte como "trágica", mas advertiu contra qualquer possível manifestação violenta. "Não há absolutamente nenhuma justificativa para saques", disse o democrata.

Além do toque de recolher, mil soldados da Guarda Nacional foram mobilizados para evitar novos tumultos entre manifestantes e policiais. Ignorando a ordem da prefeitura, dezenas de manifestantes continuaram agitando cartazes com frases como "Prendam todos os policiais assassinos racistas"; "Eu sou o próximo"; e "Sem justiça não há paz" e cantando palavras de ordem em frente à delegacia.

A polícia usou gás lacrimogêneo em vários momentos e ordenou a dispersão dos manifestantes. Quarenta pessoas foram detidas e integrantes das forças de segurança sofreram ferimentos leves, de acordo com fontes policiais informaram à AFP.

Tiro acidental

Wright morreu ao ser atingido por um tiro da polícia quando dirigia ao lado da namorada. Durante uma ação de trânsito, uma agente "sacou a arma de fogo ao invés do taser", uma pistola elétrica para imobilização, e atirou, afirmou o comandante da polícia da localidade, Tim Gannon. "Foi um tiro acidental que resultou na trágica morte" de Wright, disse Gannon.

Em comunicado, as autoridades judiciais do Estado de Minnesota publicaram a identidade da agente envolvida: Kimberly Potter, policial de Brooklyn Center há 26 anos. No vídeo do incidente, registrado pela câmera da policial, os agentes retiram o jovem do veículo e tentam algemá-lo. Mas ele resiste e volta a sentar o carro. É possível ouvir a policial gritar "Taser, taser". Mas o que se ouve é um tiro. "Que merda, eu atirei nele", afirma a oficial, enquanto Wright, ferido, avança com o carro, que bateu algumas ruas adiante.

Floyd

A nova morte reacendeu o trauma de uma cidade que sofreu várias noites de tensão e incidentes após a morte de George Floyd, em 25 de maio de 2020. Após os incidentes, a defesa do ex-agente acusado pela morte de Floyd, Derek Chauvin, pediu ao juiz que conduz o processo que isolasse o júri, preocupado que as manifestações pudessem influenciar sua decisão. Mas tanto a Promotoria quanto o juiz se recusaram a acatar o pedido.

Chauvin enfrenta acusações de homicídio culposo e doloso em segundo grau por seu papel na morte de Floyd, após imobilizá-lo colocando o joelho sob seu pescoço quando ele havia sido preso por supostamente ter feito um pagamento com uma nota falsa. (Com agências internacionais).



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Minneapolis tem 2ª noite de tensão após morte de jovem negro em ação policial


13/04/2021 | 10:30


Mesmo após a determinação de toque de recolher a partir das 19h desta segunda-feira, 12, Minneapolis teve ontem a segunda noite de protestos em decorrência da morte supostamente acidental de um jovem negro em uma ação policial. A morte de Daunte Wright, de 20 anos, elevou a tensão que já era registrada nas ruas da cidade do norte dos Estados Unidos em meio ao julgamento do ex-policial acusado pela morte de George Floyd.

Na noite desta segunda, dezenas de manifestantes se reuniram para uma vigília no local da morte de Wright. Uma escultura de punho fechado foi levada para o local, transferida da área onde Floyd foi assassinado. Os manifestantes gritaram frases contra o racismo diante da delegacia de Brooklyn Center, o subúrbio onde o jovem foi morto no último domingo (11).

No final da noite, apenas algumas dezenas de manifestantes permaneciam no local. Quarenta pessoas foram presas na noite de segunda-feira no protesto do Brooklyn Center, disse o coronel Matt Langer, da Patrulha Estadual de Minnesota, em entrevista coletiva na terça-feira, 13.

O presidente dos EUA, Joe Biden, classificou a morte como "trágica", mas advertiu contra qualquer possível manifestação violenta. "Não há absolutamente nenhuma justificativa para saques", disse o democrata.

Além do toque de recolher, mil soldados da Guarda Nacional foram mobilizados para evitar novos tumultos entre manifestantes e policiais. Ignorando a ordem da prefeitura, dezenas de manifestantes continuaram agitando cartazes com frases como "Prendam todos os policiais assassinos racistas"; "Eu sou o próximo"; e "Sem justiça não há paz" e cantando palavras de ordem em frente à delegacia.

A polícia usou gás lacrimogêneo em vários momentos e ordenou a dispersão dos manifestantes. Quarenta pessoas foram detidas e integrantes das forças de segurança sofreram ferimentos leves, de acordo com fontes policiais informaram à AFP.

Tiro acidental

Wright morreu ao ser atingido por um tiro da polícia quando dirigia ao lado da namorada. Durante uma ação de trânsito, uma agente "sacou a arma de fogo ao invés do taser", uma pistola elétrica para imobilização, e atirou, afirmou o comandante da polícia da localidade, Tim Gannon. "Foi um tiro acidental que resultou na trágica morte" de Wright, disse Gannon.

Em comunicado, as autoridades judiciais do Estado de Minnesota publicaram a identidade da agente envolvida: Kimberly Potter, policial de Brooklyn Center há 26 anos. No vídeo do incidente, registrado pela câmera da policial, os agentes retiram o jovem do veículo e tentam algemá-lo. Mas ele resiste e volta a sentar o carro. É possível ouvir a policial gritar "Taser, taser". Mas o que se ouve é um tiro. "Que merda, eu atirei nele", afirma a oficial, enquanto Wright, ferido, avança com o carro, que bateu algumas ruas adiante.

Floyd

A nova morte reacendeu o trauma de uma cidade que sofreu várias noites de tensão e incidentes após a morte de George Floyd, em 25 de maio de 2020. Após os incidentes, a defesa do ex-agente acusado pela morte de Floyd, Derek Chauvin, pediu ao juiz que conduz o processo que isolasse o júri, preocupado que as manifestações pudessem influenciar sua decisão. Mas tanto a Promotoria quanto o juiz se recusaram a acatar o pedido.

Chauvin enfrenta acusações de homicídio culposo e doloso em segundo grau por seu papel na morte de Floyd, após imobilizá-lo colocando o joelho sob seu pescoço quando ele havia sido preso por supostamente ter feito um pagamento com uma nota falsa. (Com agências internacionais).

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