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Japoneses dizem ‘não’ aos Jogos Olímpicos


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

13/04/2021 | 00:01


Uma pesquisa da agência de notícias Kyodo News, divulgada ontem, aponta que 72% dos japoneses querem que os Jogos Olímpicos de Tóquio sejam cancelados (39,2%) ou adiados (32,8%). O evento, remarcado para ser realizado entre 23 de julho e 8 de agosto deste ano (após adiamento de 2020 em razão da pandemia do novo coronavírus), tem o aval de apenas 24,5% dos entrevistados. O dado mais alarmante é que 92,6% afirmaram temer um novo surto de Covid, motivado por variantes da doença, por causa da realização da Olimpíada. Além disso, 60% das pessoas estão insatisfeitas com o progresso da vacinação do Japão. Faltando pouco mais de 100 dias para o início das competições, sem dúvida é preocupante. Afinal, a aceitação da população local serve como termômetro inclusive político e pode colocar em xeque a aprovação do primeiro-ministro (que está na casa dos 44%, contra 36,1% de desaprovação).

Acredito que, a não ser que haja o surgimento de uma nova onda, oriunda de uma variante mais perigosa e mortal, não há mais chances de os Jogos serem cancelados. Inclusive isso foi tema de uma parte da conversa que tive ontem com aquele que considero o maior esportista da história de Santo André, o ex-jogador de vôlei Antônio Carlos Moreno, que atualmente trabalha como coach no COB (Comitê Olímpico do Brasil). Aliás, deste bate-papo sairá uma reportagem especial que em breve será publicada neste caderno. Moreno também não crê que haja algum tipo de alteração na realização da Olimpíada, citando a competência japonesa para imunizar a população – com o conhecimento de quem jogou duas temporadas por lá – e também em razão do cumprimento das obrigatoriedades comerciais com patrocinadores, apoiadores etc. O fato é que os Jogos de Tóquio já ultrapassaram R$ 85 bilhões, um acréscimo de 20% em razão do adiamento. E não podemos deixar de lado o prejuízo esportivo a milhares de atletas, alguns que teriam esta como última Olimpíada (caso este do ginasta são-caetanense Arthur Zanetti), outros que alcançaram a qualificação com muito suor e dedicação.

Vamos ver o que os organizadores definirão. Por ora, tudo está mantido. Com algumas particularidades, como público totalmente composto por japoneses – sem estrangeiros. No entanto, se for cancelada, será a quarta Olimpíada na história a não acontecer (as edições de 1916, 1940, 1944 não ocorreram em razão das Guerras Mundiais).

QUE SIRVA DE EXEMPLO
A final da Supercopa do Brasil, domingo, em Brasília, vencida pelo Flamengo contra o Palmeiras, foi espetacular para quem gosta de futebol: golaços, times buscando o ataque, goleiros tendo trabalho e emoção até a cobrança do 18º (!) pênalti. Melhor para os flamenguistas, que reverteram nas penalidades uma situação que parecia definida para o lado verde quando os palmeirenses abriram 3 a 1. As falhas de Luan e Danilo recolocaram o Rubro-Negro na parada e aí brilharam a estrela e a competência do goleiro Diego Alves, que conseguiu ser ainda mais brilhante do que o tão quanto competente Weverton. Só destoou mesmo a atuação da arbitragem. Leandro Pedro Vuaden não esteve em seus melhores dias e o pessoal do VAR muito menos. Ainda assim, o embate entre os melhores times do País mostrou o quanto uma competição com decisão única ou mata-mata tem mais emoção do que uma de pontos corridos. Concordo que este segundo modelo premia a equipe mais regular. Mas você, leitor, tem de concordar comigo: por tudo o que proporciona, uma final é muito mais legal. Para os alviverdes, amanhã tem outra, da Recopa Sul-Americana. E pelo estilo de jogo do Defensa y Justicia, tem tudo para ser duelo intenso e interessante. Vamos ver. 



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Japoneses dizem ‘não’ aos Jogos Olímpicos

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

13/04/2021 | 00:01


Uma pesquisa da agência de notícias Kyodo News, divulgada ontem, aponta que 72% dos japoneses querem que os Jogos Olímpicos de Tóquio sejam cancelados (39,2%) ou adiados (32,8%). O evento, remarcado para ser realizado entre 23 de julho e 8 de agosto deste ano (após adiamento de 2020 em razão da pandemia do novo coronavírus), tem o aval de apenas 24,5% dos entrevistados. O dado mais alarmante é que 92,6% afirmaram temer um novo surto de Covid, motivado por variantes da doença, por causa da realização da Olimpíada. Além disso, 60% das pessoas estão insatisfeitas com o progresso da vacinação do Japão. Faltando pouco mais de 100 dias para o início das competições, sem dúvida é preocupante. Afinal, a aceitação da população local serve como termômetro inclusive político e pode colocar em xeque a aprovação do primeiro-ministro (que está na casa dos 44%, contra 36,1% de desaprovação).

Acredito que, a não ser que haja o surgimento de uma nova onda, oriunda de uma variante mais perigosa e mortal, não há mais chances de os Jogos serem cancelados. Inclusive isso foi tema de uma parte da conversa que tive ontem com aquele que considero o maior esportista da história de Santo André, o ex-jogador de vôlei Antônio Carlos Moreno, que atualmente trabalha como coach no COB (Comitê Olímpico do Brasil). Aliás, deste bate-papo sairá uma reportagem especial que em breve será publicada neste caderno. Moreno também não crê que haja algum tipo de alteração na realização da Olimpíada, citando a competência japonesa para imunizar a população – com o conhecimento de quem jogou duas temporadas por lá – e também em razão do cumprimento das obrigatoriedades comerciais com patrocinadores, apoiadores etc. O fato é que os Jogos de Tóquio já ultrapassaram R$ 85 bilhões, um acréscimo de 20% em razão do adiamento. E não podemos deixar de lado o prejuízo esportivo a milhares de atletas, alguns que teriam esta como última Olimpíada (caso este do ginasta são-caetanense Arthur Zanetti), outros que alcançaram a qualificação com muito suor e dedicação.

Vamos ver o que os organizadores definirão. Por ora, tudo está mantido. Com algumas particularidades, como público totalmente composto por japoneses – sem estrangeiros. No entanto, se for cancelada, será a quarta Olimpíada na história a não acontecer (as edições de 1916, 1940, 1944 não ocorreram em razão das Guerras Mundiais).

QUE SIRVA DE EXEMPLO
A final da Supercopa do Brasil, domingo, em Brasília, vencida pelo Flamengo contra o Palmeiras, foi espetacular para quem gosta de futebol: golaços, times buscando o ataque, goleiros tendo trabalho e emoção até a cobrança do 18º (!) pênalti. Melhor para os flamenguistas, que reverteram nas penalidades uma situação que parecia definida para o lado verde quando os palmeirenses abriram 3 a 1. As falhas de Luan e Danilo recolocaram o Rubro-Negro na parada e aí brilharam a estrela e a competência do goleiro Diego Alves, que conseguiu ser ainda mais brilhante do que o tão quanto competente Weverton. Só destoou mesmo a atuação da arbitragem. Leandro Pedro Vuaden não esteve em seus melhores dias e o pessoal do VAR muito menos. Ainda assim, o embate entre os melhores times do País mostrou o quanto uma competição com decisão única ou mata-mata tem mais emoção do que uma de pontos corridos. Concordo que este segundo modelo premia a equipe mais regular. Mas você, leitor, tem de concordar comigo: por tudo o que proporciona, uma final é muito mais legal. Para os alviverdes, amanhã tem outra, da Recopa Sul-Americana. E pelo estilo de jogo do Defensa y Justicia, tem tudo para ser duelo intenso e interessante. Vamos ver. 

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