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Pandemia derruba os casos de dengue em 69% no Grande ABC

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Menor circulação de pessoas por causa da Covid é vista como razão para redução dos diagnósticos


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

12/04/2021 | 22:19


Os casos de dengue no Grande ABC caíram em 68,7% no último verão. Conforme dados informados pelas prefeituras, entre 21 de dezembro de 2020 e 20 de março deste ano, as sete cidades registraram 45 casos da doença, sendo 99 pessoas a menos do que no mesmo período entre 2019 e 2020, quando a região alcançou 144 contaminados – veja os números na arte abaixo.

A queda também pôde ser observada no Estado, onde os casos recuaram 79,6%, passando de 134,1 mil entre 2019 e 2020 para 27,3 mil no último verão. No Brasil, a queda também foi grande. Em 2020, o País registrou 459,7 mil casos e o número caiu para 134,1 mil neste ano, queda de 70,8%.

Gestora do curso de biomedicina da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Adriana de Brito avalia que os dados refletem o cenário da pandemia, já que as pessoas estão ficando mais em casa e, portanto, diminuem possíveis riscos. “É fato que a menor circulação de pessoas decorrente do isolamento diminui a frequência dos focos de água parada e lixos nas ruas como garrafas, embalagens, pneus, que são usados como criadouros do mosquito (Aedes aegypti)”, explicou. “Além disso, as pessoas quando estão em casa têm a tendência de cuidar melhor dos possíveis focos residenciais, como evitar acúmulo de água em vasos ou outros objetos”, reforçou Adriana.

Dessa forma, a biomédica acredita que se tem evitado a proliferação do Aedes aegypti, inseto que transmite a doença e, consequentemente, a redução dos casos de dengue. “O controle da proliferação do mosquito evita também a transmissão de outras doenças, como a zika e chikungunya”, pontuou Adriana.

A professora alertou ainda que o tempo de incubação e sintomas iniciais da Covid e da dengue são muito semelhantes, tendo como manifestações principais febre alta, dores musculares intensas, dor de cabeça, sensação de cansaço e mal-estar e, portanto, “facilmente confundidos também com outras viroses”. “Outros sintomas como dor ao movimentar os olhos e manchas vermelhas no corpo são comuns na dengue, contudo, possuem relação com outras doenças infecciosas. No caso da Covid podem ser observados sintomas respiratórios como falta de ar, dor de garganta, tosse, diarreia e trombose, que não são observados na dengue”, exemplificou Adriana.

Embora concorde com a opinião de Adriana, a professora responsável pela disciplina de saúde coletiva da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Vânia Barbosa do Nascimento, destaca que seria preciso análise mais aprofundada em relação ao número de casos de dengue na região, no entanto, acredita que há o fator climatológico para a queda. “A dengue está muito relacionada às condições climáticas, sobretudo em meses de calor e chuva. Tenho a impressão que neste ano choveu menos, o que auxilia, porque a chuva forma coleções hídricas que favorecem a procriação do inseto e, talvez, também seja um dos motivos para a diminuição de casos”, explicou, elencando o isolamento como ponto favorável à queda de contaminação.

CUIDADO EXTRA
A esteticista Tsuyako Sônia Nakata Figueiredo, 53 anos, contou que, sobretudo neste verão, reforçou os cuidados com a dengue. Com doença autoimune, a moradora do bairro Casa Branca, em Santo André, explicou que, como um dos agravamentos da dengue é a hemorragia, em pessoas que tenham PTI (Púrpura Trombocitopênica Imunológica), como é o caso dela, essa reação pode ser maior e levar à morte, por isso, se mantém “sempre atenta”.

“Além da Covid, temos de ficar espertos com as outras doenças que já nos rondam há muito tempo, como é o caso da dengue. Sempre fiquei atenta à proliferação desse mosquito porque sou portadora de púrpura”, revelou a esteticista. “Nesse verão fiquei muito abismada com uma obra aqui por perto, de uma escola estadual (Professor José Augusto de Azevedo Antunes), onde tiraram o telhado e, com as chuvas, virou um lago sujo. Me deu medo porque era um ponto de possível proliferação do mosquito”, contou Tsuyako.

Ela e o marido já foram contaminados com o coronavírus e a esteticista acredita que isso também fez com que o casal ficasse mais cuidadoso. “Estamos vivendo momento que é preciso ter mais empatia. As pessoas precisam ter esse cuidado, não somente com a Covid. É o apelo que deixo”, finalizou Tsuyako. 



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Pandemia derruba os casos de dengue em 69% no Grande ABC

Menor circulação de pessoas por causa da Covid é vista como razão para redução dos diagnósticos

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

12/04/2021 | 22:19


Os casos de dengue no Grande ABC caíram em 68,7% no último verão. Conforme dados informados pelas prefeituras, entre 21 de dezembro de 2020 e 20 de março deste ano, as sete cidades registraram 45 casos da doença, sendo 99 pessoas a menos do que no mesmo período entre 2019 e 2020, quando a região alcançou 144 contaminados – veja os números na arte abaixo.

A queda também pôde ser observada no Estado, onde os casos recuaram 79,6%, passando de 134,1 mil entre 2019 e 2020 para 27,3 mil no último verão. No Brasil, a queda também foi grande. Em 2020, o País registrou 459,7 mil casos e o número caiu para 134,1 mil neste ano, queda de 70,8%.

Gestora do curso de biomedicina da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Adriana de Brito avalia que os dados refletem o cenário da pandemia, já que as pessoas estão ficando mais em casa e, portanto, diminuem possíveis riscos. “É fato que a menor circulação de pessoas decorrente do isolamento diminui a frequência dos focos de água parada e lixos nas ruas como garrafas, embalagens, pneus, que são usados como criadouros do mosquito (Aedes aegypti)”, explicou. “Além disso, as pessoas quando estão em casa têm a tendência de cuidar melhor dos possíveis focos residenciais, como evitar acúmulo de água em vasos ou outros objetos”, reforçou Adriana.

Dessa forma, a biomédica acredita que se tem evitado a proliferação do Aedes aegypti, inseto que transmite a doença e, consequentemente, a redução dos casos de dengue. “O controle da proliferação do mosquito evita também a transmissão de outras doenças, como a zika e chikungunya”, pontuou Adriana.

A professora alertou ainda que o tempo de incubação e sintomas iniciais da Covid e da dengue são muito semelhantes, tendo como manifestações principais febre alta, dores musculares intensas, dor de cabeça, sensação de cansaço e mal-estar e, portanto, “facilmente confundidos também com outras viroses”. “Outros sintomas como dor ao movimentar os olhos e manchas vermelhas no corpo são comuns na dengue, contudo, possuem relação com outras doenças infecciosas. No caso da Covid podem ser observados sintomas respiratórios como falta de ar, dor de garganta, tosse, diarreia e trombose, que não são observados na dengue”, exemplificou Adriana.

Embora concorde com a opinião de Adriana, a professora responsável pela disciplina de saúde coletiva da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Vânia Barbosa do Nascimento, destaca que seria preciso análise mais aprofundada em relação ao número de casos de dengue na região, no entanto, acredita que há o fator climatológico para a queda. “A dengue está muito relacionada às condições climáticas, sobretudo em meses de calor e chuva. Tenho a impressão que neste ano choveu menos, o que auxilia, porque a chuva forma coleções hídricas que favorecem a procriação do inseto e, talvez, também seja um dos motivos para a diminuição de casos”, explicou, elencando o isolamento como ponto favorável à queda de contaminação.

CUIDADO EXTRA
A esteticista Tsuyako Sônia Nakata Figueiredo, 53 anos, contou que, sobretudo neste verão, reforçou os cuidados com a dengue. Com doença autoimune, a moradora do bairro Casa Branca, em Santo André, explicou que, como um dos agravamentos da dengue é a hemorragia, em pessoas que tenham PTI (Púrpura Trombocitopênica Imunológica), como é o caso dela, essa reação pode ser maior e levar à morte, por isso, se mantém “sempre atenta”.

“Além da Covid, temos de ficar espertos com as outras doenças que já nos rondam há muito tempo, como é o caso da dengue. Sempre fiquei atenta à proliferação desse mosquito porque sou portadora de púrpura”, revelou a esteticista. “Nesse verão fiquei muito abismada com uma obra aqui por perto, de uma escola estadual (Professor José Augusto de Azevedo Antunes), onde tiraram o telhado e, com as chuvas, virou um lago sujo. Me deu medo porque era um ponto de possível proliferação do mosquito”, contou Tsuyako.

Ela e o marido já foram contaminados com o coronavírus e a esteticista acredita que isso também fez com que o casal ficasse mais cuidadoso. “Estamos vivendo momento que é preciso ter mais empatia. As pessoas precisam ter esse cuidado, não somente com a Covid. É o apelo que deixo”, finalizou Tsuyako. 

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