Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 17 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Maranhão pede exoneração da Secretaria de Obras

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-prefeito de Rio Grande da Serra, político sustentou problemas pessoais para entregar carta de demissão do governo de Clóvis Volpi


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

12/04/2021 | 17:41


Atualizada às 23h30

Ex-prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (Cidadania) entregou na tarde ontem carta de demissão do cargo de secretário de Obras de Ribeirão Pires. O político se reuniu com o secretário de Governo, Ricardo Nardelli Júnior, e encaminhou pedido de exoneração alegando problemas pessoais. Ele havia voltado às suas atividades na pasta há quase um mês depois de ser vítima de tentativa de assalto, quando foi baleado no início de março. Segundo apurou o Diário, o episódio, contudo, ainda pesou na decisão da saída. Mais cedo, ao Diário, Maranhão declarou intenção de se afastar da política.

Durante a manhã de ontem, Maranhão afirmou que não gostaria mais de se envolver com política. “Não sou mais político, não sou candidato, não sou nada e quero continuar assim”, disse, em entrevista ao Diário, por telefone. Indagado sobre o comando da pasta de Obras, o ex-prefeito de Rio Grande desconversou. “Está tudo bem”, despistou, sem se aprofundar na questão. Sobre o episódio em que foi alvo de crime, em apuração pela Polícia Civil, e acabou levando um tiro de raspão na região do maxilar – projétil ficou alojado no ombro, na ocasião –, ele evitou tecer comentários. “Não quero falar sobre isso. É uma coisa de foro íntimo.”

Convidado para participar da gestão do prefeito Clóvis Volpi (PL) – integrante de seu grupo político –, Maranhão, que é engenheiro de formação, chegou ao primeiro escalão do governo logo no começo do mandato, em janeiro, sob confiança do chefe do Executivo. Antes disso, no ano passado, ele não conseguiu eleger sua sucessora, a então vice-prefeita Professora Marilza de Oliveira (PSD) no pleito municipal. O ex-vereador Claudinho da Geladeira (Podemos) venceu a disputa local.

Como secretário em Ribeirão Pires, Maranhão teve contestada sua atuação até mesmo por aliados que compunham a administração de Volpi. O Diário apurou que integrantes do Paço reclamavam da conduta do ex-prefeito, que relataram que ele não dava satisfação de suas ações à frente da secretaria e que não gostava de ouvir sugestões de outros componentes da gestão.

O político, 49 anos, também foi presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC em duas oportunidades, nos exercícios de 2015 e 2020. Além disso, foi secretário de Obras nos dois mandatos de Adler Kiko Teixeira (PSDB), em Rio Grande da Serra, sucedendo o tucano no posto. Atualmente, Maranhão e Kiko estão em raias opostas politicamente após racha.

SUBSTITUIÇÃO
A vaga de Maranhão na pasta de Obras deve ser ocupada pelo engenheiro civil Sérgio Poloni dos Reis, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ribeirão Pires e principal cotado para substituir o ex-prefeito. Reunião entre Volpi e Reis está marcada para hoje, na parte da manhã, para definir a situação.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Maranhão pede exoneração da Secretaria de Obras

Ex-prefeito de Rio Grande da Serra, político sustentou problemas pessoais para entregar carta de demissão do governo de Clóvis Volpi

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

12/04/2021 | 17:41


Atualizada às 23h30

Ex-prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (Cidadania) entregou na tarde ontem carta de demissão do cargo de secretário de Obras de Ribeirão Pires. O político se reuniu com o secretário de Governo, Ricardo Nardelli Júnior, e encaminhou pedido de exoneração alegando problemas pessoais. Ele havia voltado às suas atividades na pasta há quase um mês depois de ser vítima de tentativa de assalto, quando foi baleado no início de março. Segundo apurou o Diário, o episódio, contudo, ainda pesou na decisão da saída. Mais cedo, ao Diário, Maranhão declarou intenção de se afastar da política.

Durante a manhã de ontem, Maranhão afirmou que não gostaria mais de se envolver com política. “Não sou mais político, não sou candidato, não sou nada e quero continuar assim”, disse, em entrevista ao Diário, por telefone. Indagado sobre o comando da pasta de Obras, o ex-prefeito de Rio Grande desconversou. “Está tudo bem”, despistou, sem se aprofundar na questão. Sobre o episódio em que foi alvo de crime, em apuração pela Polícia Civil, e acabou levando um tiro de raspão na região do maxilar – projétil ficou alojado no ombro, na ocasião –, ele evitou tecer comentários. “Não quero falar sobre isso. É uma coisa de foro íntimo.”

Convidado para participar da gestão do prefeito Clóvis Volpi (PL) – integrante de seu grupo político –, Maranhão, que é engenheiro de formação, chegou ao primeiro escalão do governo logo no começo do mandato, em janeiro, sob confiança do chefe do Executivo. Antes disso, no ano passado, ele não conseguiu eleger sua sucessora, a então vice-prefeita Professora Marilza de Oliveira (PSD) no pleito municipal. O ex-vereador Claudinho da Geladeira (Podemos) venceu a disputa local.

Como secretário em Ribeirão Pires, Maranhão teve contestada sua atuação até mesmo por aliados que compunham a administração de Volpi. O Diário apurou que integrantes do Paço reclamavam da conduta do ex-prefeito, que relataram que ele não dava satisfação de suas ações à frente da secretaria e que não gostava de ouvir sugestões de outros componentes da gestão.

O político, 49 anos, também foi presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC em duas oportunidades, nos exercícios de 2015 e 2020. Além disso, foi secretário de Obras nos dois mandatos de Adler Kiko Teixeira (PSDB), em Rio Grande da Serra, sucedendo o tucano no posto. Atualmente, Maranhão e Kiko estão em raias opostas politicamente após racha.

SUBSTITUIÇÃO
A vaga de Maranhão na pasta de Obras deve ser ocupada pelo engenheiro civil Sérgio Poloni dos Reis, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ribeirão Pires e principal cotado para substituir o ex-prefeito. Reunião entre Volpi e Reis está marcada para hoje, na parte da manhã, para definir a situação.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;