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Mesmo em recuperação judicial, Metodista mantém cursos em S.Bernardo

Banco de Dados/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Crise enfrentada desde 2015 justifica processo; dívidas trabalhistas são 60% dos R$ 500 milhões devidos


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

10/04/2021 | 16:31


O grupo Educação Metodista deu entrada no pedido de recuperação judicial ontem (9) no TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul). Como parte do processo, a entidade já reduziu o quadro de funcionários e suprimiu a oferta de cursos pelo País, mantendo apenas aqueles mais rentáveis. Entretanto, nos três campi universitários (Rudge Ramos, Planalto e Vergueiro) e no colégio, no Rudge Ramos, de São Bernardo, nenhuma graduação ou pós-graduação foi encerrada. O processo garante proteção judicial para que a instituição em dificuldade financeira possa se reorganizar e apresentar um plano de recuperação.

Atualmente, são oferecidos 80 cursos presenciais e 25 cursos na modalidade EAD em São Paulo, em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, onde a escola mais antiga do grupo está instalada. Os campi são-bernardenses oferecem 43 graduações presenciais e pós-graduação latu-senso (especialização) e stricto-senso (mestrado e doutorado), totalizando 11.214 alunos. No colégio, são 208 matriculados. Em todo País, o grupo emprega 3.000 pessoas, sendo que pelo menos 300 na região.

O pedido de recuperação judicial é justificado pela crise começou em 2015, quando as mudanças no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e o aumento na concorrência “com ações de atração muito agressivas” dificultaram a matrícula de novos alunos, além da pandemia do novo coronavírus, aponta Aser Gonçalves Júnior, diretor de operações estratégicas da Educação Metodista. Tanto de que o número de estudantes foi de aproximadamente 51 mil para 19 mil, redução de 63% em seis anos.

Demissões em massa, assim como a falta de pagamento mensal e de verbas rescisórias são comuns desde então. Professores, funcionários administrativos e de outros setores das unidades são-bernardenses fizeram greve em diversas ocasiões, sendo a última entre o fim de fevereiro e início de março. Não a toa, a estimativa é que dos R$ 500 milhões devidos, 60% seja referente a dívidas trabalhistas. Gonçalves Júnior indica que o restante dos débitos se refere a instituições financeiras e fornecedores.

O diretor de operações estratégicas do grupo Metodista alega que há plano de desmobilização de ativos, como terrenos e imóveis, que deixaram de ser operacionais. A entidade afirma que o mapeamento dos ativos será feito durante o plano de recuperação, portanto, ainda não é possível detalhar quais ativos serão vendidos.

Gonçalves Júnior salienta que a gestão que iniciou em dezembro do ano passado está “olhando para frente”. “Temos um compromisso muito forte com a comunidade acadêmica e com a qualidade de ensino, por isso mantemos assim. A entrada na recuperação judicial nos garante proteção judicial, principalmente aos nossos credores”, completa. Ele destaca que os alunos atualmente matriculados têm o curso e o diploma garantidos. “Este é o nosso compromisso”, reforça.



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Mesmo em recuperação judicial, Metodista mantém cursos em S.Bernardo

Crise enfrentada desde 2015 justifica processo; dívidas trabalhistas são 60% dos R$ 500 milhões devidos

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

10/04/2021 | 16:31


O grupo Educação Metodista deu entrada no pedido de recuperação judicial ontem (9) no TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul). Como parte do processo, a entidade já reduziu o quadro de funcionários e suprimiu a oferta de cursos pelo País, mantendo apenas aqueles mais rentáveis. Entretanto, nos três campi universitários (Rudge Ramos, Planalto e Vergueiro) e no colégio, no Rudge Ramos, de São Bernardo, nenhuma graduação ou pós-graduação foi encerrada. O processo garante proteção judicial para que a instituição em dificuldade financeira possa se reorganizar e apresentar um plano de recuperação.

Atualmente, são oferecidos 80 cursos presenciais e 25 cursos na modalidade EAD em São Paulo, em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, onde a escola mais antiga do grupo está instalada. Os campi são-bernardenses oferecem 43 graduações presenciais e pós-graduação latu-senso (especialização) e stricto-senso (mestrado e doutorado), totalizando 11.214 alunos. No colégio, são 208 matriculados. Em todo País, o grupo emprega 3.000 pessoas, sendo que pelo menos 300 na região.

O pedido de recuperação judicial é justificado pela crise começou em 2015, quando as mudanças no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e o aumento na concorrência “com ações de atração muito agressivas” dificultaram a matrícula de novos alunos, além da pandemia do novo coronavírus, aponta Aser Gonçalves Júnior, diretor de operações estratégicas da Educação Metodista. Tanto de que o número de estudantes foi de aproximadamente 51 mil para 19 mil, redução de 63% em seis anos.

Demissões em massa, assim como a falta de pagamento mensal e de verbas rescisórias são comuns desde então. Professores, funcionários administrativos e de outros setores das unidades são-bernardenses fizeram greve em diversas ocasiões, sendo a última entre o fim de fevereiro e início de março. Não a toa, a estimativa é que dos R$ 500 milhões devidos, 60% seja referente a dívidas trabalhistas. Gonçalves Júnior indica que o restante dos débitos se refere a instituições financeiras e fornecedores.

O diretor de operações estratégicas do grupo Metodista alega que há plano de desmobilização de ativos, como terrenos e imóveis, que deixaram de ser operacionais. A entidade afirma que o mapeamento dos ativos será feito durante o plano de recuperação, portanto, ainda não é possível detalhar quais ativos serão vendidos.

Gonçalves Júnior salienta que a gestão que iniciou em dezembro do ano passado está “olhando para frente”. “Temos um compromisso muito forte com a comunidade acadêmica e com a qualidade de ensino, por isso mantemos assim. A entrada na recuperação judicial nos garante proteção judicial, principalmente aos nossos credores”, completa. Ele destaca que os alunos atualmente matriculados têm o curso e o diploma garantidos. “Este é o nosso compromisso”, reforça.

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