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Poemas para refletir a adolescência

Reprodução/Instagram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Jovem escritora de São Bernardo reúne textos antigos em seu primeiro livro


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

11/04/2021 | 00:02


A palavra crisálida não é comum de ser usada. Ela talvez tenha maior presença dentro do universo da biologia, uma vez que se trata do terceiro estado do ciclo de vida da borboleta, aquele estágio no qual a lagarta está em casulo antes de voltar para a natureza na nova forma. Para a escritora local Viviane Barreira, 23 anos, o termo ganha força ao simbolizar todo um período de recolhimento na fase juvenil. A explosão de hormônios, sentimentos à flor da pele e questionamentos sobre a vida se juntaram em um casulo recheado de poesias autorais e reflexivas que começam a ser apresentadas ao mundo ao seu redor.

“Comecei a escrever aos 12 anos, era vítima de bullying na escola, e depois que minha única amiga da época se mudou para outro Estado. Então levava um caderno à parte, no qual eu escrevia textos para externalizar o que eu sentia. Quando eu chegava em casa, escrevia uma fanfic que eu nunca terminei”, conta a moradora de São Bernardo. “Mas poemas mesmo, eu comecei a escrever depois de mudar de escola, aos 14 anos, pelo incentivo de um amigo que já escrevia poesias. Não parei mais.” 

Grande parte dessa produção está reunida no livro independente Crisálida: 60 Poemas Adolescentes. Em sua estreia no universo literário, revisitou escritos que ganharam linhas a partir de temas comuns e populares, como amizade, paixões platônicas e corações quebrados. “Escrevia sobre o que eu sentia a respeito de situações que todo mundo passa. Para o público mais jovem, a leitura se passa como um desabafo ou uma descrição desses sentimentos. E para o pessoal que já passou desta idade, o livro se encaixa como uma boa caixa de nostalgias.” A obra tem formato físico (R$ 25) e e-book (R$ 22), com a venda ocorrendo pela internet (aquelapoetisa.wixsite.com/my-site e @aquela_poetisa).

Viviane é formada em design de moda, mas não atua na área. Ela calcula ter feito “pouco mais de 150 poemas” e aproveitava o Facebook para postar algumas criações. “Ficava bastante insegura. Achava que os poemas eram ruins, mas, de fato, quem os lia, gostava.” Participou de um edital de cultura da Prefeitura de São Bernardo com objetivo de ser escolhida para conseguir viabilizar a publicação dos textos, mas não foi selecionada. A negativa não foi o suficiente para desanimá-la da ideia de ter um livro autoral.

No acervo espalhado por 87 páginas de Crisálida, destaca Ana, aos 14, seu primeiro poema. “Ana não gosta de gritar/E nem de fazer alardes/Apenas informou uma ou duas pessoas/Sobre os sentimentos das suas canetas”, diz um trecho. Segundo a escritora, o formato do tipo de escrita soa melhor para os pensamentos. “Escrevia textos corridos e, muitas vezes, eles ficavam meio sem sentido, porque eu os enchia de metáforas e palavras aleatórias no meio das frases. No poema você pode unir todos esses pontos de forma harmônica, que, para mim, faz mais sentido”, explica.

A metamorfose de Viviane como artista continua. Duas futuras coletâneas poéticas viajam pelo início da vida adulta e atualidade, com o primeiro romance também aparecendo entre os planos. 



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Poemas para refletir a adolescência

Jovem escritora de São Bernardo reúne textos antigos em seu primeiro livro

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

11/04/2021 | 00:02


A palavra crisálida não é comum de ser usada. Ela talvez tenha maior presença dentro do universo da biologia, uma vez que se trata do terceiro estado do ciclo de vida da borboleta, aquele estágio no qual a lagarta está em casulo antes de voltar para a natureza na nova forma. Para a escritora local Viviane Barreira, 23 anos, o termo ganha força ao simbolizar todo um período de recolhimento na fase juvenil. A explosão de hormônios, sentimentos à flor da pele e questionamentos sobre a vida se juntaram em um casulo recheado de poesias autorais e reflexivas que começam a ser apresentadas ao mundo ao seu redor.

“Comecei a escrever aos 12 anos, era vítima de bullying na escola, e depois que minha única amiga da época se mudou para outro Estado. Então levava um caderno à parte, no qual eu escrevia textos para externalizar o que eu sentia. Quando eu chegava em casa, escrevia uma fanfic que eu nunca terminei”, conta a moradora de São Bernardo. “Mas poemas mesmo, eu comecei a escrever depois de mudar de escola, aos 14 anos, pelo incentivo de um amigo que já escrevia poesias. Não parei mais.” 

Grande parte dessa produção está reunida no livro independente Crisálida: 60 Poemas Adolescentes. Em sua estreia no universo literário, revisitou escritos que ganharam linhas a partir de temas comuns e populares, como amizade, paixões platônicas e corações quebrados. “Escrevia sobre o que eu sentia a respeito de situações que todo mundo passa. Para o público mais jovem, a leitura se passa como um desabafo ou uma descrição desses sentimentos. E para o pessoal que já passou desta idade, o livro se encaixa como uma boa caixa de nostalgias.” A obra tem formato físico (R$ 25) e e-book (R$ 22), com a venda ocorrendo pela internet (aquelapoetisa.wixsite.com/my-site e @aquela_poetisa).

Viviane é formada em design de moda, mas não atua na área. Ela calcula ter feito “pouco mais de 150 poemas” e aproveitava o Facebook para postar algumas criações. “Ficava bastante insegura. Achava que os poemas eram ruins, mas, de fato, quem os lia, gostava.” Participou de um edital de cultura da Prefeitura de São Bernardo com objetivo de ser escolhida para conseguir viabilizar a publicação dos textos, mas não foi selecionada. A negativa não foi o suficiente para desanimá-la da ideia de ter um livro autoral.

No acervo espalhado por 87 páginas de Crisálida, destaca Ana, aos 14, seu primeiro poema. “Ana não gosta de gritar/E nem de fazer alardes/Apenas informou uma ou duas pessoas/Sobre os sentimentos das suas canetas”, diz um trecho. Segundo a escritora, o formato do tipo de escrita soa melhor para os pensamentos. “Escrevia textos corridos e, muitas vezes, eles ficavam meio sem sentido, porque eu os enchia de metáforas e palavras aleatórias no meio das frases. No poema você pode unir todos esses pontos de forma harmônica, que, para mim, faz mais sentido”, explica.

A metamorfose de Viviane como artista continua. Duas futuras coletâneas poéticas viajam pelo início da vida adulta e atualidade, com o primeiro romance também aparecendo entre os planos. 

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