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União intermunicipal


Do Diário do Grande ABC

07/04/2021 | 23:59


 A importância do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, que há mais de três décadas congrega as sete cidades da região, pode ser medida pelo número de seus adversários. Fosse instituição sem nenhuma serventia e relevância administrativa, certamente não teria colecionado tantos inimigos. A artilharia contra o colegiado vem agora de São Bernardo, na forma de indicação dos vereadores ao Executivo pleiteando “urgentes providências” no sentido da desfiliação do município. A ir adiante, a iniciativa pode representar duro golpe na regionalidade.

Ratificado pela ampla maioria dos 28 vereadores de São Bernardo – houve um único voto contrário, o da petista Ana Nice –, o pleito está baseado na suposta falta de unidade no cumprimento das decisões tomadas em plenário. Em outras palavras, os legisladores entendem que os prefeitos, embora convirjam durante as sessões do Consórcio, agem cada um à sua maneira ao executar as políticas de combate à pandemia nos seus respectivos municípios. Líder do governo na Câmara, Ivan Silva (PP) exemplificou citando a Lei Seca, que deveria ter aplicação generalizada, o que não ocorreu na prática: “Alguns moradores foram comprar bebida em outras cidades”.

Ainda que os vereadores tenham razão em suas críticas, chama a atenção o rigor da solução que pretendem dar ao caso: a dissolução da unidade intermunicipal. Se há prefeitos realmente desrespeitando o que é combinado nas reuniões, o alvo deveria ser os respectivos políticos, não a instituição. Ou os legisladores são-bernardenses querem responsabilizar a janela pela existência da paisagem?

Defensor intransigente das instituições regionais, este Diário espera que o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), não leve para frente a indicação dos vereadores. O tucano sabe o quanto o Grande ABC pode sofrer sem Consórcio forte e destemido na defesa de seus interesses no Estado e na União. E tem ciência das forças ocultas que sempre estão à espreita para destruir a unidade das sete cidades – por ter sido ele próprio uma de suas vítimas quando presidiu o colegiado.



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União intermunicipal

Do Diário do Grande ABC

07/04/2021 | 23:59


 A importância do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, que há mais de três décadas congrega as sete cidades da região, pode ser medida pelo número de seus adversários. Fosse instituição sem nenhuma serventia e relevância administrativa, certamente não teria colecionado tantos inimigos. A artilharia contra o colegiado vem agora de São Bernardo, na forma de indicação dos vereadores ao Executivo pleiteando “urgentes providências” no sentido da desfiliação do município. A ir adiante, a iniciativa pode representar duro golpe na regionalidade.

Ratificado pela ampla maioria dos 28 vereadores de São Bernardo – houve um único voto contrário, o da petista Ana Nice –, o pleito está baseado na suposta falta de unidade no cumprimento das decisões tomadas em plenário. Em outras palavras, os legisladores entendem que os prefeitos, embora convirjam durante as sessões do Consórcio, agem cada um à sua maneira ao executar as políticas de combate à pandemia nos seus respectivos municípios. Líder do governo na Câmara, Ivan Silva (PP) exemplificou citando a Lei Seca, que deveria ter aplicação generalizada, o que não ocorreu na prática: “Alguns moradores foram comprar bebida em outras cidades”.

Ainda que os vereadores tenham razão em suas críticas, chama a atenção o rigor da solução que pretendem dar ao caso: a dissolução da unidade intermunicipal. Se há prefeitos realmente desrespeitando o que é combinado nas reuniões, o alvo deveria ser os respectivos políticos, não a instituição. Ou os legisladores são-bernardenses querem responsabilizar a janela pela existência da paisagem?

Defensor intransigente das instituições regionais, este Diário espera que o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), não leve para frente a indicação dos vereadores. O tucano sabe o quanto o Grande ABC pode sofrer sem Consórcio forte e destemido na defesa de seus interesses no Estado e na União. E tem ciência das forças ocultas que sempre estão à espreita para destruir a unidade das sete cidades – por ter sido ele próprio uma de suas vítimas quando presidiu o colegiado.

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