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Comerciantes de Diadema cobram ajuda para sobreviver à pandemia

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Setor pede flexibilização das atividades e postergação do pagamento de encargos


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

07/04/2021 | 17:14


 Grupo de aproximadamente 150 comerciantes de Diadema estão cobrando auxílio da Prefeitura e do governo do Estado para sobreviver à pandemia. Faixas com os dizeres “Passa-se o ponto para o governador e prefeito” foram colocadas nas fachadas dos estabelecimentos, cujos proprietários reivindicam a reabertura, mesmo que em horário restrito, e a postergação ou isenção de pagamento de tributos, como IPTU (Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana) e ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços).

Ana Lúcia Romanholi de Oliveira, proprietária da loja de calçados Anashoes, no Centro, relata que as vendas caíram 70% desde o início da pandemia. Inclusive, ela teve que demitir sete dos 15 funcionários que tinha. “Não existe isso que no comércio tem aglomeração, principalmente porque pessoas estão sem dinheiro. Quem vem é porque realmente está precisando”, defende. Ela destaca que a aglomeração em fila de bancos observada atualmente é maior do que no comércio.

Mesmo que a fiscalização esteja rígida para que o comércio formal não abra as portas, Ana Lúcia conta que os ambulantes irregulares estão “tomando conta” das ruas. “Entendo a situação dos camelôs, não sou contra, eles estão garantindo o alimento na mesa. Mas todas as pessoas têm que trabalhar. Tenho famílias que dependem só do salário daqui (da loja). São quatro, cinco pessoas que vão passar fome se eu não conseguir pagar”, assinala.

Apesar de seu comércio ser considerado serviço essencial, Jorge Bialli, proprietário da Ótica Ultrafarma, no Centro, afirma que o movimento caiu 60% desde o início da fase vermelha, no início de março. Isso porque o fechamento das lojas vizinhas fez com que a passagem de pessoas na rua diminuísse. “(O faturamento) Não está cobrindo as despesas. Tenho 22 funcionários, só minha folha de pagamento custa R$ 48 mil por mês”, detalha. Para honrar o pagamento dos colaboradores, o comerciante já pegou dois empréstimos e negociou o adiamento de dois aluguéis.

Para não prejudicar o comércio, Bialli defende que as administrações municipal e estadual devem estudar outras maneiras de frear o avanço do coronavírus. “Dez pessoas entram na ótica por dia. Acham que essas pessoas vão se contaminar? Nós não tivemos nenhum funcionário com Covid. O comércio mantem o distanciamento, (oferece) álcool gel e todas as medidas, mas as pessoas continuam no transporte público e (indo ao) mercado lotado. O comércio não pode ser o vilão, temos que achar outros caminhos.”

Os comerciantes farão carreata amanhã (8), a partir das 14h, com carro de som. O ato parte da Rua Sete de Setembro, na altura do Centro Cultural Okinawa Brasil, no Centro. Objetivo é passar pela Câmara e pelo Paço.



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Comerciantes de Diadema cobram ajuda para sobreviver à pandemia

Setor pede flexibilização das atividades e postergação do pagamento de encargos

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

07/04/2021 | 17:14


 Grupo de aproximadamente 150 comerciantes de Diadema estão cobrando auxílio da Prefeitura e do governo do Estado para sobreviver à pandemia. Faixas com os dizeres “Passa-se o ponto para o governador e prefeito” foram colocadas nas fachadas dos estabelecimentos, cujos proprietários reivindicam a reabertura, mesmo que em horário restrito, e a postergação ou isenção de pagamento de tributos, como IPTU (Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana) e ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços).

Ana Lúcia Romanholi de Oliveira, proprietária da loja de calçados Anashoes, no Centro, relata que as vendas caíram 70% desde o início da pandemia. Inclusive, ela teve que demitir sete dos 15 funcionários que tinha. “Não existe isso que no comércio tem aglomeração, principalmente porque pessoas estão sem dinheiro. Quem vem é porque realmente está precisando”, defende. Ela destaca que a aglomeração em fila de bancos observada atualmente é maior do que no comércio.

Mesmo que a fiscalização esteja rígida para que o comércio formal não abra as portas, Ana Lúcia conta que os ambulantes irregulares estão “tomando conta” das ruas. “Entendo a situação dos camelôs, não sou contra, eles estão garantindo o alimento na mesa. Mas todas as pessoas têm que trabalhar. Tenho famílias que dependem só do salário daqui (da loja). São quatro, cinco pessoas que vão passar fome se eu não conseguir pagar”, assinala.

Apesar de seu comércio ser considerado serviço essencial, Jorge Bialli, proprietário da Ótica Ultrafarma, no Centro, afirma que o movimento caiu 60% desde o início da fase vermelha, no início de março. Isso porque o fechamento das lojas vizinhas fez com que a passagem de pessoas na rua diminuísse. “(O faturamento) Não está cobrindo as despesas. Tenho 22 funcionários, só minha folha de pagamento custa R$ 48 mil por mês”, detalha. Para honrar o pagamento dos colaboradores, o comerciante já pegou dois empréstimos e negociou o adiamento de dois aluguéis.

Para não prejudicar o comércio, Bialli defende que as administrações municipal e estadual devem estudar outras maneiras de frear o avanço do coronavírus. “Dez pessoas entram na ótica por dia. Acham que essas pessoas vão se contaminar? Nós não tivemos nenhum funcionário com Covid. O comércio mantem o distanciamento, (oferece) álcool gel e todas as medidas, mas as pessoas continuam no transporte público e (indo ao) mercado lotado. O comércio não pode ser o vilão, temos que achar outros caminhos.”

Os comerciantes farão carreata amanhã (8), a partir das 14h, com carro de som. O ato parte da Rua Sete de Setembro, na altura do Centro Cultural Okinawa Brasil, no Centro. Objetivo é passar pela Câmara e pelo Paço.

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