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Câmara de Mauá adia votação de CPI

Sem votos suficientes para emplacar requerimento, oposição trava debate para evitar derrota


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

07/04/2021 | 00:29


A Câmara de Mauá, presidida pelo vereador Zé Carlos Nova Era (PL), adiou votação do requerimento de instauração de CPI para investigar eventuais irregularidades na prestação de serviços de iluminação pública na cidade. Sem votos para emplacar a comissão especial, vereadores oposicionistas costuraram a dilação de prazo da apreciação do texto por três sessões para evitar derrota no plenário.

O Diário mostrou no domingo que a votação da CPI da iluminação pública, pautada para ser votada na sessão de ontem, seria novo teste de fogo sobre a governabilidade do prefeito Marcelo Oliveira (PT), que acumula diversas derrotas no Legislativo desde o início do mandato para o grupo de parlamentares que se autodenominam independentes na casa. O petista, contudo, vem se movimentando, nos bastidores, para minar o bloco, acolhendo, inclusive, figuras de partidos adversários no governo.

A proposta de criação da CPI foi idealizada pelo vereador Sargento Simões (Podemos), que é aliado do ex-prefeito Atila Jacomussi (PSB), rival político declarado de Marcelo. Em vídeo divulgado nas redes sociais, recentemente, o parlamentar já havia relatado pressão do Paço mauaense sobre os colegas e provoca a população a cobrar apoio dos demais parlamentares à CPI. Se avançar com o projeto, a ideia, de acordo com Simões, é a de averiguar falhas na gestão da iluminação pública, sob condução do Consórcio Mauá Luz, formado pelas empresas Brasiluz Eletrificação e Eletrônica Ltda, FM Rodrigues & Cia Ltda e Conasa (Companhia Nacional de Saneamento S/A).

Quando a CPI foi colocada na pauta ontem, contudo, o grupo decidiu articular o adiamento do requerimento depois de outros vereadores sinalizarem voto contrário à abertura da CPI. “Acho que, no atual contexto, antes de instaurar uma CPI, seria interessante haver uma comissão de acompanhamento”, sugeriu Eugênio Rufino (PSDB). Com a prorrogação do crivo sobre a matéria, o tema só deve voltar à pauta no início do mês que vem.

INDIGESTO
A Câmara aprovou ontem, em definitivo, projeto do vereador Mazinho Clementino (Patriota) que suspende por um ano a cobrança do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) em decorrência da pandemia de Covid-19 – a matéria tende a ser vetada pela gestão petista. O governo Marcelo já havia sofrido revés neste ano depois de a casa congelar qualquer tipo de aumento no tributo municipal neste ano, enquanto o Paço desejava aplicar a correção da inflação.  



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