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Megaferiado não muda isolamento no Grande ABC

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dados do Estado indicam que a circulação de pessoas na região não atingiu níveis recomendados


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

05/04/2021 | 20:09


Dados do Simi-SP (Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo), que monitoria por meio dos sinais das principais operadoras de telefonia celular a movimentação das pessoas no Estado, mostram que o megaferiadão decretado no Grande ABC entre os dias 27 de março e 4de abril não teve grandes efeitos no distanciamento físico na região.

Comparando esse período de novc dias com os nove dias anteriores (entre 18 e 26 de março) a diferença nos índices de isolamento não passou de 2% (cada ponto percentual representa, em média, 28.000 pessoas circulando, considerando que a região tem 2,8 milhões de habitantes).

Especialistas da área de infectologia afirmam que um isolamento ideal para que a circulação do novo coronavírus seja reduzida e haja efetivo controle da pandemia de Covid-19 seria em torno de 70%. Até 60%, poderia ser considerado aceitável. Durante a antecipação do feriado, a maior taxa de isolamento foi de 51%, alcançado no domingo, dia 28 de março.

Presidente da SPI (Sociedade Paulista de Infectologia) e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Carlos Magno Fortaleza afirmou que toda redução na circulação das pessoas é positiva, e que mesmo que os índices não tenham sido o que esperado e o necessário, a decisão de antecipar os feriados não pode ser considerada como uma medida fracassada.

“Toda vez que um ente publico tenta criar alguma maneria de deixar as pessoas mais afastadas, tirar a sobrecarga do transporte coletivo, reduzir as aglomerações, é para impedir momentos de transmissão (do vírus)”, detalhou. “O feriado depende muito da colaboração da população, mas algumas pessoas preferem sabotar as medidas”, completou.

O médico ponderou que apesar de parcela das pessoas não colaborarem com as medidas de distanciamento, é preciso lembrar que autoridades e formadores de opiniões têm incentivado aglomerações e desincentivado o uso adequado das máscaras. “É uma disputa de narrativa complicada e num país tão fraturado e polarizado como o nosso, cai de uma maneira muito ruim em uma situação pandêmica”, afirmou. “A pandemia é uma questão de saúde publica e não de política partidária”, concluiu.

Fortaleza pontuou que nos últimos dias houve uma tímida queda na ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no Estado e uma leve desaceleração no surgimento de novos casos. Apontou, ainda, que as antenas de celulares são bastante sensíveis a qualquer movimentação, o que pode subestimar os índices de distanciamento observados. “São resultados que podem ser oriundos da extensão da fase vermelha adotada pelo governo estadual, das medidas tomadas pelos prefeitos. O importante é que sigamos nesse sentido para podermos efetivamente avançar no combate da pandemia”, finalizou.



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