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Trabalho com crianças não é gasto, mas sim investimento, pontua padre Júlio Lancellotti

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Religioso sustenta que ausência de projetos podem afetar qualidade de vida de assistidos


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

28/03/2021 | 00:01


Conhecido pela atuação na Pastoral do Povo da Rua de São Paulo, padre Júlio Lancellotti criticou a decisão de extinção da Fundação Criança de São Bernardo. Dizendo-se ciente do trabalho da autarquia municipal, o religioso lamentou o episódio. “Quando se trabalha com crianças, isso não é gasto, mas sim investimento”, sintetizou, referindo-se ao plano de terceirizar as atividades do órgão, sob alegação de economicidade.

De acordo com o padre, que milita na luta pelos direitos humanos, a transferência dos projetos da Fundação Criança para organizações da sociedade civil pode “sucatear” o atendimento aos assistidos, principalmente àqueles voltados às pessoas em situação de vulnerabilidade social – área que a autarquia atuava em São Bernardo.

“O trabalho realizado pela Fundação Criança era marcado pelo pioneirismo, pela qualidade e pela excelência. Esse tipo de atividade tem que ser realizada sob responsabilidade do Estado. Apostar nas crianças é um investimento”, sustentou Lancelotti, que repercutiu a situação da autarquia em seu perfil nas redes sociais.

A Prefeitura de São Bernardo, chefiada por Orlando Morando (PSDB), começou na semana passada processo de dispensas de servidores que atuavam na Fundação Criança, depois de formalizar a extinção da autarquia. Neste primeiro momento, cerca de 60 profissionais foram demitidos do setor – eram aproximadamente 210, ao todo. Os trabalhadores alegam que não foram avisados de maneira oficial sobre os desligamentos. Dentro deste prisma, funcionários e ex-servidores encaminharam ofício com relatos da situação à Procuradoria Municipal do Trabalho de São Bernardo.

O processo teve início após proposta de fechamento da Fundação ser aprovada pela Câmara, ainda no ano passado. Para o futuro novo contrato, em fase de licitação, a administração reservou R$ 1,84 milhão. Estimativa do Executivo é de economizar R$ 32 milhões ao ano com o fim da autarquia. Servidores ouvidos pelo Diário, e que pediram anonimato por receio de eventuais retaliações, avaliam que alguns projetos não serão continuados em virtude de valores envolvidos.

“Os projetos elaborados pela Fundação Criança, principalmente os voltados para o atendimento à população em situação de vulnerabilidade, ficarão comprometidos. Tanto em abrangência quanto pela perda de prioridade em sua atuação”, pontuou Lancellotti.

A Prefeitura de São Bernardo tem alegado que todas as etapas envolvendo a “desmobilização” da Fundação Criança seguem o que foi avalizado no projeto encaminhado à Câmara ainda em 2020. 



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