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Cada um tem uma história na batalha contra a Covid

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

do Diário do Grande ABC

26/03/2021 | 00:01


A tragédia da pandemia não está poupando nenhuma cidade brasileira, nem mesmo a nossa Santo André, que havia obtido bons resultados no enfrentamento da primeira fase desta crise sanitária por conta do esforço conjunto de todos – Prefeitura e comunidade.

Mas os ventos mudaram, e muito. Nestes tempos mais preocupantes, é preciso intensificar os cuidados. Para enfatizar essa necessidade, o Diário inicia hoje uma série para abrir os olhos dos que ainda não acreditam na gravidade da situação que vivemos. 

Vamos contar a história de quem andou no fio da Covid. Quem sofreu, quem perdeu, quem chorou e quem está se matando de tanto trabalhar para salvar a nossa pele. 

Para que estes exemplos ajudem a abrir a cabeça de quem ainda acha que está a salvo, que vai passar ao largo do problema, que acha que não tem nada com isso. Portanto, esta série é dedicada a quem não leva a pandemia a sério, para que a vida real mostre que qualquer um pode ser o próximo.

E que ninguém esqueça que a responsabilidade é de todos. Nada como ouvir pessoas que já passaram por isso, que sabem que a doença até pode ser curada, mas as sequelas emocionais são difíceis de enfrentar; machucam muito. Não vão embora.

Esse vírus invisível, traiçoeiro e caprichoso precisa ser levado a sério. Depois, não dá mais para se arrepender. Poderá ser tarde demais.

O pior Natal da família

Na casa da família Muchiutti, do Parque das Nações, em Santo André, tudo também estava tranquilo até dezembro. Todos estavam se acostumando à vida cheia de protocolos de segurança, até que a filha mais nova de Fernanda e do Thiago, Maria Isabel, apresentou sintomas leves de Covid. Com apenas 4 anos de idade!


A partir daí, a família toda adoeceu, caindo um a um como pinos num jogo de boliche. Dois dias depois da filha, a própria Fernanda testou positivo; no dia seguinte foi a vez do pai de Fernanda, Mauro Sérgio Aiello, e, em seguida, o marido. 


Em poucos dias, ninguém estava a salvo. Bernardo, o filho de 9 anos, a mãe de Fernanda e os sogros, todos foram contaminados. A vida virou de cabeça pra baixo. A casa parecia, de fato, um pronto-socorro. 


O Natal foi chegando e a família entristeceu, porque não ia poder comemorar da maneira que gosta, com muita alegria. Mas o pior ainda estava por vir. O pai e os sogros precisaram ser internados. Parecia que o drama não tinha fim.


No meio do furacão, Fernanda lembra: “Foram os piores dias da minha vida. O pior Natal da minha família. Por mais que a gente queira esquecer, nunca vai conseguir. Vai ficar marcado para sempre na nossa memória”.


O pai de Fernanda, Mauro Sérgio Aiello, 66 anos, obeso e hipertenso, correu risco de vida. Foi internado no dia 28 de dezembro e ouviu de longe as comemorações pela passagem de ano. 


“Aí começa uma espera terrível”, lembra Fernanda. “Não se pode fazer visitas, não pode ter acompanhante, só dão informação uma vez por dia.... e ele internado, sem comunicação nenhuma, sem saber o que estava acontecendo aqui fora; essa situação também mexe demais com o sistema emocional da gente.”



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