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Ribeirão Pires corta custo com zeladoria para manter hospital de campanha aberto

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mesmo com dificuldade, cidade vai priorizar equipamento enquanto durar a pandemia


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

25/03/2021 | 00:39


A Prefeitura de Ribeirão Pires garantiu o funcionamento do hospital de campanha da cidade, mesmo com as dificuldades de custeio do equipamento, que gira em torno de R$ 1 milhão por mês. Atualmente, a unidade possui lotação de 88% na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e já chegou a registrar nos últimos dias a morte de 26 pessoas que aguardavam por leitos.

Em fevereiro, o governo do prefeito Clóvis Volpi (PL) pediu ajuda ao Estado e ao Consórcio Intermunicipal do Grande ABC para manter a estrutura em funcionamento. No fim do mês passado, a lotação chegou a 100% na unidade.

Volpi garantiu que a cidade vai manter o hospital “a qualquer custo” e que essa é a “única alternativa”. “Cerca de 95% das pessoas que estão lá são de Ribeirão Pires. Estou me sacrificando, com cortes em diversos investimentos e serviços, entre eles o tapa-buraco, corte de mato, transporte, para manter o hospital”, disse. De acordo com o prefeito, ontem havia 12 pacientes entubados na unidade.

Segundo Volpi, o Estado ainda não destinou os recursos para dez leitos de UTI. “Temos um pedido aprovado desde janeiro (para o Ministério da Saúde) no valor de cerca de R$ 900 mil e também ainda não tivemos resposta”, disse. “Eu não posso abandonar as pessoas que não têm  nenhum convênio. Vamos fazer o sacrifício para manter o hospital de campanha, o tempo que for necessário”, garantiu o prefeito.

Questionada sobre o assunto, a Secretaria de Estado da Saúde informou que estão em andamento medidas referentes à abertura de dez leitos de UTI em Ribeirão Pires. Além disso, a pasta afirmou que auxilia na criação de outros 110 leitos do tipo no Grande ABC, que inclui a cidade. No ano passado repassou R$ 2,5 milhões e enviou 11 respiradores à região para auxiliar na assistência aos casos graves.

O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC afirmou que, diante do aumento do número de casos na região nos primeiros meses deste ano, tem trabalhado para garantir a manutenção dos equipamentos atualmente disponíveis e “também para a ampliação dos leitos na região, com o objetivo de reforçar o sistema de saúde e garantir o atendimento a todos. Essa atuação pode ocorrer por meio de articulação com o governo do Estado ou por recursos próprios da entidade regional, que, neste caso, depende do fluxo financeiro dos municípios consorciados.” 



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