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Depois da Volks, Scania diz que vai paralisar a produção

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Empresa alega que alta de casos, falta de peças e antecipação de feriados motivaram


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

23/03/2021 | 00:10


Diante do agravamento da pandemia, as montadoras do Grande ABC têm se mobilizado para contribuir com a redução da propagação do novo coronavírus. Depois da Volkswagen, que anunciou na sexta-feira paralisação por 12 dias corridos, ontem foi a vez da Scania. A parada programada de produção será realizada entre o dia 26 de março e 5 de abril.

A decisão foi tomada após negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que ainda conversa com a Mercedes-Benz e a Toyota na região. O Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano também aguarda posicionamento da General Motors.

A Scania informou que decidiu paralisar devido a uma combinação de fatores, entre eles o apoio às autoridades para diminuir o número de pessoas circulando durante o período de antecipação dos feriados municipais no Grande ABC e as dificuldades na estabilidade da cadeia de suprimentos. Ontem, o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC informou que não haverá dia útil na região entre 27 de março e 4 de abril.

“A empresa ressalta que integra um dos setores essenciais para a sociedade – indústria do transporte e geração de energia –, o que nos coloca a responsabilidade de nos manter na linha de frente, com foco no abastecimento de itens de primeira necessidade, apoiando nossos clientes em suas atividades”, diz em nota. “Reforça, ainda, que foi a primeira montadora a retornar ao trabalho, em abril de 2020, no início da pandemia, com o sistema de produção adaptado aos mais rigorosos protocolos de saúde e higiene sanitária.”

Conforme o Diário mostrou em reportagem no dia 21, até 19% do quadro de funcionários das fabricantes já foi contaminado por Covid. Dos cerca 30,5 mil trabalhadores das cinco montadoras da região, 4.405 se afastaram desde o início da pandemia, há um ano. Desses, dez vieram a óbito.
 



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