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Covid-19 faz Ribeirão abrir vaga em cemitério

Funcionários da Prefeitura fizeram túmulos nos últimos dias para dar conta da alta demanda


Yasmin Assagra

20/03/2021 | 00:16


A Prefeitura de Ribeirão Pires vai contratar empresa especializada para abrir covas no Cemitério Municipal São José, no bairro Vila Caiçara. A alta demanda por gavetas em razão das vítimas da Covid-19 obrigou a administração a tomar a iniciativa. O contrato deve ser assinado nos próximos dias, já que na segunda-feira o equipamento vai passar por vistoria técnica. Como o município decretou estado de calamidade, não é necessária licitação e a previsão é a de que novas covas estejam disponíveis até o fim do mês.

A Prefeitura não informou o número de vagas que serão abertas, justamente porque é necessária primeiro a vistoria para verificar a condição do solo e outras questões ambientais. Mas, segundo o Paço, a estimativa é que sejam abertas pelo menos dez valas por dia, até que o cemitério atinja a capacidade máxima permitida.

Nos últimos dias, com leitos municipais de internação para tratar a Covid com 100% de ocupação e o sistema da saúde em colapso, Ribeirão Pires tem visto onda de falecimentos. Apenas pacientes que aguardavam por um leito na fila da Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde), sistema gerenciado pelo governo do Estado, foram dez (leia mais abaixo). Do fim de fevereiro até ontem, foram registradas 37 mortes na cidade, acréscimo de 24,3% – passaram de 152 para 189.

Nos últimos dias, para atender à demanda, funcionários do próprio cemitério abriram valas de forma emergencial e a Prefeitura não soube informar qual é a atual capacidade de covas do local.

A vistoria no equipamento contará com a presença do secretário de Obras, Gabriel Maranhão, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Andreza Araújo, que planejam conseguir rapidamente autorização para a ampliação.

O cemitério sofre com diversos problemas por uso irregular do solo e foi multado pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), em 2014, em R$ 200 mil, devido a infrações ambientais, o que obrigou a administração municipal a iniciar processo de descontaminação do terreno. Estima-se que cerca de 62 mil pessoas já foram sepultadas no local, que possui aproximadamente 150 mil metros quadrados. Inaugurado há 112 anos, o cemitério sofre com problemas graves há pelo menos cinco anos.

A equipe de reportagem do Diário esteve no local na quinta-feira e constatou que pelo menos dez covas já haviam sido abertas por funcionários da Prefeitura. Trabalhadores que estavam no cemitério preferiram não dar entrevistas.

A informação da contratação da empresa para ampliar a oferta foi divulgada pelo prefeito Clóvis Volpi (PL) na quarta-feira, logo após receber a vacina contra a Covid. O chefe do Executivo demonstrou preocupação, principalmente pelo colapso no sistema de saúde municipal. “Nosso hospital de campanha está lotado, nossa UPA (Unidade de Pronto Atendimento) idem. O número de infectados está numa crescente. Só em Ribeirão Pires são 36 novos casos por dia”, declarou o prefeito. 



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