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Temporada marcada pela presença da Covid-19

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Preocupações, mudanças de hábitos e esperança fazem parte dos primeiros meses de pandemia


Luís Felipe Soares

21/03/2021 | 00:02


As pessoas podem comentar que a pandemia da Covid-19 existe ‘há uma eternidade’, como forma de intensificar o período de estresse sobre as mudanças trazidas pelo surgimento e pela proliferação da doença, mas a situação existe já há bastante tempo. No dia 11 de março, se completou um ano desde que a OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmou que o novo coronavírus (Sars-CoV-2, em nome oficial) estava em estágio de disseminação dentro de regiões em vários pontos do planeta e cuja transmissão é realizada de pessoa para pessoa. Nesses 375 dias, completados hoje, desde a declaração da agência internacional especializada, diferentes continentes, países, Estados e cidades tiveram suas rotinas modificadas, costumes alterados e ações criadas para que a população possa conviver com a maior crise sanitária dos últimos tempos.

Os primeiros casos de infecção ocorreram em dezembro de 2019, em pacientes na cidade de Wuhan, na China. Após estudos, a identificação do vírus e seu código genético veio em janeiro de 2020 e avaliações sobre seu impacto mudaram rapidamente. A facilidade de transmissão fez com que a projeção de contaminados crescesse sem demora. Em 26 de fevereiro, foi confirmado o primeiro caso em um brasileiro: um homem de São Paulo que havia voltado de viagem da Itália, na Europa. O Grande ABC entrou na situação em 15 de fevereiro, quando um casal de São Bernardo e um morador de São Caetano foram confirmados como infectados.

O Diarinho tem acompanhado o tema explicando termos e situações, além de demonstrar como as crianças têm lidado com tantas transformações nos últimos 12 meses. Assuntos como a atenção à higiene das mãos, os estudos em casa, a importância da proteção da máscara, a atenção para o distanciamento físico, detalhes de como funciona uma vacina e o nível de saudade de familiares e amigos estiveram nas páginas do suplemento infantil. Entre os pequenos leitores, todos torcem para que a vida normal volte o quanto antes.

Os próximos meses prometem ser decisivos sobre o fim desse período, com ansiedade para que tudo se resolva. A esperança é a de que o processo de vacinação se mostre efetivo ao passar do tempo. No Brasil, a imunização deu os primeiros passos em 17 de janeiro, com a região começando a distribuir vacinas dois dias depois. Agentes de saúde que estão na chamada ‘linha de frente’ contra a Covid-19 e indígenas foram os primeiros a receber, com idosos sendo o foco atual – por terem saúde mais frágil, são prioridade em ordem decrecente de idade. Não faltarão informações em torno do novo coronavírus enquanto a pandemia existir. 

Desenhos ajudam a compreender melhor termos e situações

Toda a proliferação da Covid-19 pode parecer um tanto complicada de entender. Entre produções jornalísticas feitas em diferentes mídias (impressa, on-line, rádio e televisão) e explicações dadas por especialistas em depoimentos, produções animadas exploram detalhes sobre a movimentação do novo coronavírus, suas maneiras de agir e dicas de como se manter o mais protegido possível.

Algumas instituições renomadas apostaram no formato no último ano como maneira de fazer com que o público infantil consiga compreender termos, ações, reações e consequências em torno da doença. Apesar de o foco ser as crianças, espectadores adolescentes, adultos e idosos também podem se informar por essas produções. 

A ONU (Organização das Nações Unidas) Brasil, por exemplo, utilizou a linguagem de cordel para falar da doença que a personagem Aurora pegou. O conteúdo do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) chama a atenção para importância do uso da máscara para a proteção de si mesmo e das outras pessoas. O popular canal Nostalgia, do youtuber Felipe Castanhari, aposta em explicações científicas para falar sobre o trabalho das vacinas contra a Covid-19. Os materiais podem ser encontrados no Youtube e em diferentes redes sociais, bastando um clique para que qualquer pessoa se mantenha informada de maneira um pouco mais divertida.

Questões ainda são essenciais para estar informado


O que é a Covid-19?

É uma doença causada por um coronavírus específico, chamado Sars-CoV-2. Ela apresenta espectro clínico variando de infecções assintomáticas, onde não se sente alterações de saúde, a quadros graves, quando as complicações exigem tratamento médico específico.

Quais são os sintomas?

Os sintomas mais comuns para a Covid-19 são: tosse, febre, coriza (nariz escorrendo), dor de garganta, dificuldade para respirar, falta de ar, perda de olfato, alteração do paladar, distúrbios gastrointestinais (casos de náuseas, vômitos e diarreia), cansaço e diminuição de apetite. 

Como a doença pode ser transmitida?

A transmissão acontece a partir de uma pessoa infectada e sua interação com outros indivíduos. O vírus é transmitido por meio de gotículas de saliva, espirro, tosse e catarro, além do compartilhamento de objetos contaminados e apertos de mão, com os dedos e a palma funcionando como ‘agentes’ para que ele chegue até nariz, boca e olhos.


O que são as variantes da Covid-19?

O vírus é o mesmo, o problema é que algumas versões alternativas começaram a aparecer. Essas novas formas são mutações que surgiram a partir da doença original. São um pouco mais ‘fortes’ – não mais ‘agressivas’ –, o que faz com que a eficiência das vacinas seja menor, dependendo do imunizante. 

Como é possível se prevenir do novo coronavírus?

Entre as maneiras de prevenção, destaque para a higiene correta e frequente das mãos (até a altura dos punhos e com água e sabão). Caso não seja possível, é necessário limpar com álcool gel 70% (porcentagem menor da substância não é eficaz contra a Covid-19). É fundamental que as pessoas usem máscaras de proteção bem justas no rosto quando em ambiente coletivo fora de casa – a recomendação é a de que apenas crianças menores de 2 anos não usem máscaras, porque existe o risco de sufocação. Não saia de casa se não há real necessidade.

De que forma as vacinas combatem a doença?

Os imunizantes são produzidos de maneiras diferentes, mas funcionam basicamente da mesma forma. Os estudos analisam fragmentos do vírus para encontrar maneira de o sistema imunológico, que combate agentes estranhos que entraram no corpo, conseguir enfrentar a nova doença. Os anticorpos precisam se ‘ligar’ na proteína da superfície do novo coronavírus para combatê-lo. Com o controle do processo, a vacina é um vírus inativo que entra no corpo após aplicação. A imunização da pessoa demora semanas para ser completa e ativa. 



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