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Federação ameaça recorrer à Justiça para continuar Série A-1

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

FPF, clubes e sindicatos querem sequência da elite do futebol estadual a todo custo


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

17/03/2021 | 00:01


A Série A-1 do Campeonato Paulista vai continuar em atividade, independentemente de Ministério Público, governo do Estado ou qualquer contrariedade que argumente que a Covid-19 deva paralisar a competição. Amparada pela opinião dos 16 clubes da elite, dos sindicatos dos atletas, dos treinadores e dos árbitros, a FPF (Federação Paulista de Futebol) decretou que as rodadas do torneio neste período de fase emergencial do Plano São Paulo de combate ao novo coronavírus (até dia 30 de março) serão mantidas, seja em outro Estado ou até mesmo em território paulista, deixando explícita a possibilidade de ir à Justiça para que a bola possa rolar.

“Os clubes participantes da competição decidiram, de forma unânime e com apoio dos sindicatos, manter o calendário de jogos conforme previsto. Para cumprir esses compromissos, as medidas decididas por todos os participantes são: a FPF está trabalhando em conjunto com a CBF, com outras federações e autoridades locais para agendar as partidas em outros Estados”, sugeriu a entidade gestora do futebol paulista, que continuou. “A partir da falta de argumentos científicos e médicos que sustentem a paralisação das referidas rodadas neste momento, os clubes delegaram à FPF também a possibilidade de judicialização do caso para garantir a continuidade da competição no Estado de São Paulo neste período de fase emergencial”, propôs.

De acordo com o presidente do Santo André, Sidney Riquetto, “as decisões estão sendo tomadas de forma unânime pelos clubes e vamos brigar para o campeonato continuar. Não podemos aceitar decisão política, não é técnica, não está baseada em fatos científicos, com atitudes até estranhas do governo, um jogando a responsabilidade para o outro. O Ministério Público recomenda, o governo diz que o Ministério Público decide e está muito estranho. Tudo o que se fizer para manter e preservar o campeonato é extremamente válido.”

O dirigente andreense disse ainda que há unanimidade entre Federação, clubes e sindicatos de “defesa ao nosso protocolo (do futebol), que é extremamente seguro, que não é encontrado em nenhuma outra atividade que esteja em funcionamento, mesmo que com algumas restrições”, disse ele. Sidney Riquetto ainda admitiu que “a judicialização seria o mais extremo, para continuar dentro do Estado de São Paulo. Vai ser tentado fazer tudo isso a tempo de preservar a rodada deste fim de semana.”

Se os jogos seguirem normalmente, no domingo o Santo André recebe o São Bento, às 11h, no Canindé, enquanto o São Caetano – que na reunião foi representado pelo presidente Nairo Ferreira de Souza – terá a visita do Novorizontino, às 18h15, no Anacleto Campanella.

CANCELADO
No entanto, apesar de toda a luta da FPF para manter o campeonato, o jogo entre São Bento x Palmeiras, que seria disputado hoje, em Belo Horizonte, foi cancelado. Isso porque o governo mineiro vetou jogos de outros Estados em seu território. Assim, até mesmo um jogo da Copa do Brasil que aconteceria em Varginha, entre Marília x Criciúma-SC, teve de ser transferido para Cariacica-ES.

POR OUTRO LADO
A Série A-2 estadual não terá o mesmo destino da elite e o campeonato será paralisado. As equipes poderão permanecer treinando e a competição regressa no dia 31. Para isso, houve readequação da tabela, postergando da quinta à sétima rodadas e adiando as datas dos mata-matas, restando apenas definir os dias nos quais serão disputadas as finais.

“Foi unanimidade nas três divisões, ninguém queria parar, para o clube não é bom, mas o governo lavou as mãos, o Ministério Público falou que iria suspender e não tem jeito. É faca de dois gumes: estão morrendo mais de 2.000 pessoas por dia e a gente brigando para seguir, mas o futebol tem protocolos rigorosos, é muito seguro”, afirmou o vice-presidente do EC São Bernardo, Gigio Sareto.

“Apesar de a gente achar as situações para prevenção e cuidados – temos protocolos rígidos muito bem executados –, infelizmente não foi possível a continuidade do campeonato. Existe na A-2 a flexibilização do calendário, então a gente tem essa tranquilidade de entender o momento de pandemia que a gente vive. As prioridades são vidas”, opinou o gerente de futebol do São Bernardo FC, Daniel Flumignan. 



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