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Argentina apresenta na Alemanha oferta de reestruturação da dívida


Da AFP

17/01/2005 | 17:16


A Argentina começou a apresentar nesta segunda-feira, em Frankfurt, sua oferta de reestruturação da dívida de mais de US$ 81,8 bilhões, enquanto analistas insistem em que o índice de aprovação dos credores na Alemanha, Suíça e Itália será de apenas 50%.

As conversas são lideradas pelo secretário de Coordenação do Ministério da Economia argentino, Leonardo Macud, e pelo subsecretário de Finanças, Sebastián Palla. "Estamos muito satisfeitos com o andamento da apresentação até agora", disseram fontes do Ministério.

Palla afirmou que as primeiras conversas em Frankfurt com os credores privados da Argentina na Alemanha foram "construtivas e produtivas". "Em nosso primeiro dia, com reuniões e um almoço de trabalho com instituições bancárias e fundos de investimentos, notamos o interesse dos credores em conhecer em profundidade os detalhes da nossa oferta e o papel que tem nela o FMI (Fundo Monetário Internacional)", disse.

A apresentação da oferta argentina de reestruturação da dívida acontece a portas fechadas, em um hotel de Frankfurt. Primeiramente, os argentinos conversaram com representantes do fundo de investimentos Union Invest e do instituto de crédito Deka Bank. Mais tarde, com representantes do Dresdner Bank, Deutsche Bank, Commerzbank e DZ Bank, entre outras instituições privadas.

"Pesquisas realizadas na Itália, Alemanha e Suíça sugerem que, apesar da aprovação das autoridades de controle financeiro, na semana passada, os credores irão aceitar a oferta em uma proporção de cerca de 50%", aponta uma análise do Commerzbank, quarto maior banco privado da Alemanha. "Nos Estados Unidos, a relação pode estar levemente acima de 50%, mas o objetivo do governo Kirchner de conseguir pelo menos 75% de adesão parece muito ambicioso", diz o analista Oliver Stoenner, do Commerzbank.

Os bônus argentinos em moratória desde o fim de 2001 estão distribuídos entre credores privados, institucionais e particulares de Argentina (38,4% do total da dívida), Itália (15,6%), Suíça (10,3%), Estados Unidos (9,1%), Alemanha (5,1%) e Japão (3,1%), entre os principais.

Na Itália, 100 detentores de títulos do Estado argentino protestaram nesta segunda-feira em frente à sede do Parlamento, em Roma, contra a proposta de reembolso da dívida anunciada pelas autoridades argentinas, e para pedir mais apoio ao governo italiano. "Queremos que as instituições italianas intervenham junto às argentinas, de modo que o governo faça sentir seu peso na solução do assunto", disse Rosario Trefiletti, presidente da associação de consumidores Federconsumatori.

Cerca de 450 mil poupadores italianos investiram em títulos argentinos. Muitos deles são de origem humilde ou investiram o que pouparam durante toda a vida ou o dinheiro da aposentadoria, aconselhados pelos bancos. A Itália está entre os maiores credores da Argentina, e o que tem entre os mesmos a maior proporção de pessoas físicas, em vez de grandes empresas ou bancos. O valor total destes empréstimos supera os 12 bilhões de euros (US$ 14,04 bilhões).

O protesto em Roma foi organizado por ocasião da visita do secretário de Finanças argentino, Guillermo Nielsen, que apresenta no país o plano de reestruturação da dívida em default.



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