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Médico é baleado e mulher afirma que crime é passional


Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

29/03/2005 | 15:31


O médico anestesista Maurício Richardson Bernardino do Nascimento, 33 anos, foi baleado às 8h de segunda-feira em frente ao Hospital Estadual Mário Covas, na Vila Dora, em Santo André, quando chegava para trabalhar. A hipótese de tentativa de assalto está descartada pela polícia. As investigações foram direcionadas para motivação passional após a mulher da vítima revelar que o médico recebia ameaças de morte do marido de uma ex-amante. À noite, o anestesista permanecia internado em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do mesmo hospital.

Testemunhas do crime afirmam que o anestesista  Maurício Nascimento dirigia seu Fiat Strada cinza na avenida Luiz Henrique Calderazzi e, pouco antes de entrar no estacionamento do hospital, foi fechado por um Palio Weekend vermelho ocupado por quatro homens negros. Durante a manobra, o Palio bateu na parte traseira esquerda do Strada. Com os carros parados, dois homens abaixaram o vidro do Palio e dispararam duas vezes cada um contra o médico. Eles utilizaram um revólver 38 e uma pistola calibre 380.

Três tiros perfuraram o vidro filmado da porta ao lado do médico. A outra bala atingiu a parte dianteira da lataria do Strada. Um dos tiros atravessou o ombro do médico e outra bala se alojou em seu pulmão. Após os disparos, os ocupantes do Palio fugiram em alta velocidade. Nenhuma testemunha conseguiu anotar a placa do automóvel.

Nascimento saiu cambaleante do carro e caiu antes de alcançar a entrada do hospital. Foi socorrido por funcionários. Na tarde de segunda-feira, passou por cirurgia para a retirada da bala do pulmão. Até a noite de segunda-feira, seu estado clínico era grave e havia risco de morte.

“A hipótese de tentativa de assalto está completamente descartada. Segundo a mulher da vítima, há todos os indícios de crime passional”, afirma o delegado Márcio Antônio Pereira Macedo, do 1º DP de Santo André, onde o crime foi registrado como tentativa de homicídio.

A mulher do médico, Sirley do Nascimento Bernardino, 34 anos, contou em depoimento à polícia que o marido manteve no ano passado relação extraconjugal com uma ex-colega de faculdade dela, Patrícia Romero Morales Cavalim. Elas estudavam Direito. Sirley afirma que o marido de Patrícia, Ricardo Morales Cavalim, descobriu o romance e ameaçou o anestesista de morte.

Investigadores foram até a casa de Cavalim, na Mooca, zona Leste de São Paulo, e o levaram até a delegacia para prestar depoimento na noite de segunda-feira. “Ele negou a autoria do crime e o liberamos, pois ainda não encontramos provas concretas contra ele. No entanto, permanece como o principal suspeito. As investigações no inquérito vão apontar ou não a sua culpa”, disse o delegado. Sirley não quis falar com a reportagem. Patrícia e o marido não foram localizados.


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