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Em Mauá, Marcelo dá sequência à licitação para substituir FUABC

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

13/03/2021 | 23:20


A novela envolvendo a substituição da FUABC (Fundação do ABC) na gerência da saúde em Mauá está longe de terminar. Nesta semana, o prefeito Marcelo Oliveira (PT) nomeou novos integrantes da comissão responsável por dar aval às propostas no processo licitatório para contratação de outra OSS (Organização Social da Saúde).

Oficialmente, o Paço alega que a medida é meramente burocrática e faz parte de cumprimento de rito legal, mas a iniciativa indica que o governo Marcelo não pretende descartar a substituição da FUABC na cidade. De acordo com o decreto, serão cinco servidores responsáveis pela análise das OSSs. A maioria está lotado na Secretaria de Saúde e todos são comissionados. A comissão será presidida por Alexandre Pereira Lacerda, assessor especial; e composta por Rosemeire de Oliveira Nascimento (coordenadora); Ana Lúcia Pontes de Mendonça (assessora especial); Keyla Cibele da Silva Nascimento, técnica em contabilidade; Vera Marina da Silva e Daiane Carneiro Araújo da Silva (ambas assessoras especiais).

A possível substituição da FUABC em Mauá é história antiga e se arrasta, pelo menos, desde o início do governo do ex-prefeito Atila Jacomussi (PSB). O socialista nunca chegou a cumprir o que prometeu na campanha, de que tiraria a instituição da gestão dos equipamentos de saúde da cidade. O rompimento só ocorreu quando Atila foi preso e a vice-prefeita Alaíde Damo (MDB) assumiu o comando do Paço. Na ocasião, a emedebista rompeu o contrato com a FUABC unilateralmente e encaminhava para contratar a AMG (Associação Metropolitana de Gestão), sediada em Presidente Bernardes (Interior). A Justiça, porém, barrou a medida.

No início do ano passado, já de volta ao comando do Paço após reverter impeachment, Atila assinou acordo com a FUABC e formalizou o vínculo pelo período de dois anos, no valor mensal de cerca de R$ 15 milhões por mês. A Justiça de Mauá chegou a vetar o convênio e determinou que o Paço promovesse nova licitação, porém o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) interveio e deu aval ao contrato com a FUABC. Naquela altura, o País começava a enfrentar a pandemia de Covid-19 e o tribunal entendeu que o processo de substituição afetaria a prestação de serviços em plena crise sanitária.

O Diário questionou o governo Marcelo se pretende dar sequência ao chamamento público, mas o Paço ignorou e se limitou a informar que o decreto que nomeia a nova comissão é apenas cumprimento da legislação.



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