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Sobe para 11 número de mortes por falta de UTI no Grande ABC

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ribeirão Pires, acumula seis; Mauá computou os três primeiros; Diadema e Rio Grande fecham a lista


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

12/03/2021 | 08:19


O número de pessoas no Grande ABC que vieram a óbito à espera de leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) devido complicações da Covid cresce a cada dia. Até o fechamento desta edição, a quantidade de mortos por este motivo chegou a 11. Mauá contabiliza três perdas; Ribeirão Pires, seis; Diadema e Rio Grande da Serra, uma cada.

As demais cidades informaram que não tiveram óbitos por falta de leito. Por outro lado, as sete cidades somam 54 pacientes que aguardam vaga hospitalar no sistema Cross (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde) do Estado.

A Prefeitura de Ribeirão Pires informou que, desde o início de fevereiro, tem alertado o “governo do Estado sobre a necessidade de investimentos tanto no hospital de campanha da cidade quanto na viabilização de equipamentos para municípios vizinhos, como Mauá, Rio Grande da Serra e Suzano, pois mais de 30% dos pacientes atendidos na cidade são provenientes dessas localidades.” A administração acrescentou que “ressalta os esforços feitos pelo Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, que está ajudando o hospital de campanha a não encerrar as atividades neste mês, com o compromisso de realizar aporte financeiro para manter o equipamento funcionando. Porém, caso governos federal e estadual não mandem recursos, é possível que a estrutura seja desmobilizada em abril”.

Cícero Nogueira, 50 anos, morador há 30 em Ribeirão Pires, ontem foi até o hospital de campanha saber notícias do sogro, Salvador Damasceno, 81, internado no local há dez dias. “Após passarmos na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ele foi encaminhado no dia seguinte à internação. Demos sorte. Muitas pessoas estão ‘pagando’ pela falta de consciência de muitos, inclusive jovens, que não se cuidam.” Diante do boletim médico, Nogueira, que ficou desempregado devido à pandemia, em janeiro, ficou ciente que o familiar será entubado. “Só rezando muito.”

Segundo o Consórcio, atualmente a ocupação de leitos de UTI nas sete cidades é de 86,9% e a região tem índice de leitos UTI por 100 mil habitantes de 37,4. “A gestão dos leitos de UTI para casos de Covid é realizada pelas prefeituras, por meio das secretarias de Saúde municipais, conforme a realidade de cada cidade. A transferência de casos graves para outras cidades é operacionalizada pelo sistema da Cross, da Secretaria Estadual da Saúde, que regula as vagas do SUS (Sistema Único de Saúde)”, informou o colegiado.

O Diário questionou o governo do Estado sobre a falta de leitos e os óbitos decorrentes dessa situação. A administração estadual informou que a adoção da fase emergencial é para justamente conter o crescimento de pandemia. “As medidas mais duras de restrição entram em vigor e se estendem até o dia 30 para frear o aumento de novos casos, internações e mortes pelo coronavírus e conter a sobrecarga em hospitais de todo o Estado.” Até ontem, a taxa de ocupação na Grande São Paulo era de 86,7% de UTI e 71,9% em enfermaria. “Diante do aumento dos índices, é fundamental reforçar as medidas de prevenção e respeitar as diretrizes do Plano São Paulo e do ‘toque de restrição’”.

Quanto à Cross, a secretaria estadual informou que, durante a pandemia, o mecanismo viabilizou vagas para 170,3 mil pacientes em todo o Estado, no entanto, “a demanda por leitos Covid saltou de 690 casos por dia, em junho de 2020, para cerca de 1.000 na primeira semana de março.” 



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