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Gilson diz que não sabia de contrato ilegal


Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

21/09/2005 | 07:59


A exemplo do presidente Lula, do ex-ministro José Dirceu (PT-SP) e do comandante do Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), o ex-prefeito e atual secretário de Cultura de Diadema, Gilson Menezes, usou o ‘eu não sabia de nada‘ para falar terça-feira sobre irregularidades cometidas pelo atual secretário de Transportes do Município, José Francisco Alves, que feriu a lei de licitações por duas vezes e, por isso, acabou sendo condenado a seis anos de detenção. Gilson garante que, apesar de ser o prefeito à época das contratações (1997 e 1999), só teve conhecimento de que José Francisco, então presidente da Saned, contratara o advogado João Buonaduce sem licitação, quando o então deputado estadual José de Filippi Júnior, atual chefe do Executivo municipal, denunciou a irregularidade ao Ministério Público. O secretário de Transportes aguarda o resultado da apelação em liberdade.

Agora, Gilson Menezes vai tentar usar a conclusão, em primeira instância, do processo judicial de José Francisco para tentar se livrar do bloqueio de seus bens, em novembro de 1999, em sentença proferida pela juíza da 3ªVara Cível de Diadema, Rosângela Maria Telles, por conta do mesmo delito. Gilson teve também seu sigilo fiscal quebrado.

"Está mais do que claro que eu não tenho nada a ver com isso. A prova de que não participei é que não abriram ação criminal contra mim. Só cível. Eu não tinha conhecimento da contratação do advogado nem fui consultado por José Francisco."

Em outubro de 1999, a Câmara também tentou investigar os contratos de Buonaduce com a Saned, mas a CEI (Comissão Especial de Inquérito) solicitada pelo vereador Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), foi rejeitada.

Terça-feira, a vereadora Cida Ferreira (PMDB), que pertence ao grupo político de José Francisco, disse que o ex-presidente da Saned não cometeu nenhuma irregularidade. "O contrato não tem nada de errado. Naquela época, Buonaduce foi o advogado escolhido pelo seu ‘notório saber jurídico‘.

A parlamentar assegurou que isso não abalará a relação entre PT e PMDB em Diadema. Ela lembrou que foi o prefeito Filippi quem insistiu para que José Francisco assumisse a pasta dos Transportes. "O José Francisco não queria aceitar, se recusando por duas ou três vezes e explicando ao Filippi sobre esse momento (o processo). Mas o prefeito está bem esclarecido e consciente que esse momento chegaria", analisou Cida Ferreira.

Procurado novamente pelo Diário, Filippi afirmou que está acompanhando a ação no Ministério Público, mas que não se manifestaria porque a ação está sub-júdice. No entanto, segundo o próprio réu, nem o processo original nem a apelação estão sob segredo de Justiça.



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