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Ariel de Castro critica terceirização de serviços da Fundação Criança

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-presidente da autarquia, advogado teme extinção de programas


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

10/03/2021 | 00:03


Presidente da Fundação Criança entre 2009 e 2013, o advogado Ariel de Castro Alves criticou a proposta do governo do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), de abrir edital para contratar entidade terceirizada após extinguir a autarquia municipal, que realizava serviço de atendimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade na cidade.

Conforme Alves, com a possibilidade de terceirização, os projetos e programas voltados às crianças e adolescentes mais pobres podem perder qualidade ou até ser extintos.

“A terceirização dos serviços prestados pela Fundação Criança podem sofrer grande enfraquecimento, com possibilidade até de se extinguirem. A situação fica ainda mais grave se levarmos em consideração o contexto de pandemia do novo coronavírus. Para onde vão as crianças atendidas pela Fundação?”, ponderou Ariel.

Além de condenar a proposta, que considera desmonte da Fundação Criança, Ariel atacou também o fato de a gestão Morando ainda não ter revelado qual será o futuro de aproximadamente 210 funcionários, entre comissionados e de carreira, que ainda mantêm vínculo com a autarquia.

“Ate o momento, a administração ainda não informou aos colaboradores para onde eles vão e se serão absorvidos em outras áreas da municipalidade. Os funcionários estão aflitos e há temor de que sejam até despedidos”, declarou Ariel. Apesar de não dar detalhes sobre a situação, o Executivo sinalizou que os servidores atrelados à Fundação Criança devem ser acolhidos em outros setores da Prefeitura.

Em novembro do ano passado, a Câmara de São Bernardo aprovou projeto do governo tucano e extinguiu a Fundação Criança. A alegação da administração, à época, era de economia aos cofres municipais, uma vez que a manutenção da autarquia previa gastos da ordem de R$ 32 milhões ao ano.

“Esse é um outro problema (com a mudança de modelo), já que, provavelmente, os investimentos nos projetos deverão ser ainda mais reduzidos, o que comprometeria o atendimento a quem necessita”, avaliou o ex-presidente da Fundação Criança.

Na sexta-feira, o Executivo publicou no Diário Oficial edital de chamamento para formalizar convênio com organização da sociedade civil que vai atuar no lugar deixado pela Fundação Criança. 



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