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Ministros do Apec pedem estabilizaçao dos preços do petróleo


Do Diário do Grande ABC

13/11/2000 | 13:20


Os ministros dos 21 membros do Foro de Cooperaçao Econômica Asia-Pacífico (Apec) culminaram nesta segunda-feira sua reuniao com um apelo à estabilizaçao dos preços do petróleo e sem uma data precisa para lançar uma nova rodada de negociaçoes comerciais multilaterais, embora tenham pedido à OMC para fixar uma agenda antes de 2001.

Os chanceleres e ministros de Comércio dos países consumidores e produtores de petróleo do Apec assinalaram em uma declaraçao final que os elevados preços do petróleo nao sao do interesse de ninguém.

``Os ministros assinalaram os riscos apresentados pela volatilidade do mercado petroleiro ao desenvolvimento econômico e pediram medidas apropriadas para promover uma maior estabilidade a longo prazo no mercado, em benefício mútuo de consumidores e produtores'', indicou o texto.

Em Londres, às 10h20 GMT (8h20 de Brasília) desta segunda-feira, o contrato do barril do Brent para entrega em dezembro era cotado a US$ 32,05 o barril, depois de ter fechado a US$ 32,02 na sexta-feira. Em Nova York, os preços do petróleo de referência (leve suave), para entrega em dezembro, fecharam na sexta-feira a US$ 34,02.

O chanceler australiano, Alexander Downer, pediu aos produtores de petróleo para aumentar a oferta mundial, solicitaçao ignorada pela Organizaçao de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ao encerrar nesta segunda-feira uma reuniao em Viena sem anunciar mudanças em sua produçao.

``Permanecemos profundamente preocupados com o elevado preço do petróleo'', disse Downer em uma entrevista conjunta à imprensa de todos os ministros, pedindo que as cotaçoes do petróleo acima dos 30 dólares o barril ``sejam absorvidas pelos próprios produtores internacionais''.

A OPEP culpa pelos preços do ouro negro os altos impostos aplicados pelos países ricos consumidores, assim como a especulaçao nos mercados petroleiros, e até estuda reduzir em janeiro próximo sua produçao, ante o temor de uma queda das cotaçoes em meados de 2001.

Na reuniao ministerial onde se preparou a declaraçao, realizada a portas fechadas, ``houve uma discussao muito forte sobre os preços do petróleo; para nós que somos importadores, a desestabilizaçao dos preços é uma grande ameaça para o desenvolvimento'', disse Heraldo Muñoz, vice-chanceler do Chile, que importa 90% do petróleo que consome.

O Apec inclui grandes produtores de petróleo como México, Rússia, Canadá e Indonésia, que também integra a OPEP.



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