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Grande ABC tem 42 pacientes de Covid à espera de leitos de UTI

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Demandas são de Diadema, Mauá e Ribeirão; solicitações ao sistema de regulação do estado aumentaram 16% em fevereiro


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

09/03/2021 | 07:00


Ao menos 42 pacientes aguardavam ontem por vagas de internação em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para tratamento de Covid-19 em Diadema, Mauá e Ribeirão Pires. As três cidades atingiram 100% de ocupação de sua capacidade de receber pessoas que precisam de atendimento de urgência em algum momento nos últimos 20 dias e agora precisam recorrer à Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços em Saúde), da Secretaria de Estado de Saúde, para atender às demandas. Além disso, outros 13 pacientes (seis de Diadema e sete de Mauá) aguardam leitos de UTI para outras doenças.

Em Diadema, 26 pessoas estão na espera, das quais 20 apresentam sintomas de síndrome respiratória com suspeita de Covid-19. A lotação total dos leitos sob responsabilidade municipal chegou a 96% em 5 de março (o dado considera a soma de leitos de UTI e enfermaria). A lotação total dos leitos de emergência na cidade foi confirmada em 2 de março. Já em Ribeirão Pires, o esgotamento da capacidade de internação de pacientes que necessitam de atendimento para casos mais graves foi informada em 25 de fevereiro e o município recebeu recursos do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC para manter o hospital de campanha funcionando por mais um mês. A cidade aguardava ontem cinco vagas para pacientes contaminados pelo novo coronavírus.

Em Mauá, 24 pessoas aguardam por um leito, dos quais 17 com Covid-19. As vagas de UTI da cidade foram completamente ocupadas em 3 de março e, apesar do boletim de ontem apontar 93% de ocupação, o município tinha duas dúzias de solicitação à Cross para serem atendidas. Segundo levantamento feito pelo Diário junto às sete prefeituras do Grande ABC, o número de solicitações de leitos para atendimento de pacientes com Covid aumentou 16% em fevereiro, na comparação com janeiro.

No primeiro mês do ano, das 928 solicitações enviadas à Cross por São Caetano, Diadema e Ribeirão Pires, 361, ou 38,9%, eram para atendimento de pessoas contaminadas com o novo coronavírus. Já em fevereiro, das 919 solicitações efetuadas por São Caetano, Diadema, Mauá e Ribeirão Pires, 415, ou 49%, tinham como objetivo atender a pessoas infectadas pela Covid-19. São Bernardo não informou os dados separados por mês, mas entre os 2.056 pedidos encaminhados à Cross, 879 foram atendidos, dos quais 319 para tratamento de coronavírus. São Caetano destacou que os pedidos para leitos Covid foram feitos à central para moradores de outros municípios. Santo André não respondeu até o fechamento desta edição.

Professora titular de saúde coletiva na FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Vânia Barbosa Nascimento avaliou que a região caminha para um colapso dos sistemas de saúde, sejam eles públicos ou privados. A docente defendeu que sejam criados mais leitos, mas alertou que não se pode destinar todos para atendimentos dos infectados pelo novo coronavírus. Vânia lembrou a importância das pessoas seguirem as medidas de distanciamento físico e evitar aglomerações. “Não é hora de se reunir para nenhuma celebração. A vacinação ainda é incipiente e a gente só vai conseguir controlar a pandemia com a colaboração das pessoas”, concluiu.



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Grande ABC tem 42 pacientes de Covid à espera de leitos de UTI

Demandas são de Diadema, Mauá e Ribeirão; solicitações ao sistema de regulação do estado aumentaram 16% em fevereiro

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

09/03/2021 | 07:00


Ao menos 42 pacientes aguardavam ontem por vagas de internação em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para tratamento de Covid-19 em Diadema, Mauá e Ribeirão Pires. As três cidades atingiram 100% de ocupação de sua capacidade de receber pessoas que precisam de atendimento de urgência em algum momento nos últimos 20 dias e agora precisam recorrer à Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços em Saúde), da Secretaria de Estado de Saúde, para atender às demandas. Além disso, outros 13 pacientes (seis de Diadema e sete de Mauá) aguardam leitos de UTI para outras doenças.

Em Diadema, 26 pessoas estão na espera, das quais 20 apresentam sintomas de síndrome respiratória com suspeita de Covid-19. A lotação total dos leitos sob responsabilidade municipal chegou a 96% em 5 de março (o dado considera a soma de leitos de UTI e enfermaria). A lotação total dos leitos de emergência na cidade foi confirmada em 2 de março. Já em Ribeirão Pires, o esgotamento da capacidade de internação de pacientes que necessitam de atendimento para casos mais graves foi informada em 25 de fevereiro e o município recebeu recursos do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC para manter o hospital de campanha funcionando por mais um mês. A cidade aguardava ontem cinco vagas para pacientes contaminados pelo novo coronavírus.

Em Mauá, 24 pessoas aguardam por um leito, dos quais 17 com Covid-19. As vagas de UTI da cidade foram completamente ocupadas em 3 de março e, apesar do boletim de ontem apontar 93% de ocupação, o município tinha duas dúzias de solicitação à Cross para serem atendidas. Segundo levantamento feito pelo Diário junto às sete prefeituras do Grande ABC, o número de solicitações de leitos para atendimento de pacientes com Covid aumentou 16% em fevereiro, na comparação com janeiro.

No primeiro mês do ano, das 928 solicitações enviadas à Cross por São Caetano, Diadema e Ribeirão Pires, 361, ou 38,9%, eram para atendimento de pessoas contaminadas com o novo coronavírus. Já em fevereiro, das 919 solicitações efetuadas por São Caetano, Diadema, Mauá e Ribeirão Pires, 415, ou 49%, tinham como objetivo atender a pessoas infectadas pela Covid-19. São Bernardo não informou os dados separados por mês, mas entre os 2.056 pedidos encaminhados à Cross, 879 foram atendidos, dos quais 319 para tratamento de coronavírus. São Caetano destacou que os pedidos para leitos Covid foram feitos à central para moradores de outros municípios. Santo André não respondeu até o fechamento desta edição.

Professora titular de saúde coletiva na FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Vânia Barbosa Nascimento avaliou que a região caminha para um colapso dos sistemas de saúde, sejam eles públicos ou privados. A docente defendeu que sejam criados mais leitos, mas alertou que não se pode destinar todos para atendimentos dos infectados pelo novo coronavírus. Vânia lembrou a importância das pessoas seguirem as medidas de distanciamento físico e evitar aglomerações. “Não é hora de se reunir para nenhuma celebração. A vacinação ainda é incipiente e a gente só vai conseguir controlar a pandemia com a colaboração das pessoas”, concluiu.

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