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Mulher na indústria de vinho


Do Diário do Grande ABC

08/03/2021 | 23:59


Na segunda-feira, dia 8 de março, o mundo celebrou o Dia Internacional da Mulher. No segmento de bebidas e, principalmente, na indústria de vinhos, a presença masculina ainda é majoritária, mas isso é algo que vem mudando e que traz consigo questões históricas. Durante séculos, os estereótipos sociais conspiraram para manter as mulheres longe do álcool e isso tornou difícil, quase impossível, que mulheres ocupassem posições de destaque e influência no mundo do vinho. Apesar deste cenário, existiram mulheres corajosas que lá atrás abriram caminho para que mais representantes femininas pudessem atuar no setor. No século XIX, por exemplo, Madame Clicquot decidiu tomar conta da vinícola da família, depois que o marido morreu. Mas muitos duvidaram da capacidade dela. Inclusive, a chamavam de ‘Buldogue’, forma de desmerecer sua figura e atuação. Até que ela viesse a falecer também, exportou vinhos para o mundo todo. Até hoje, um dos mais famosos champagnes leva seu nome.

De acordo com estudo da Wine Intelligence, líder global em pesquisas sobre vinho, as mulheres sentem que têm menos conhecimento sobre vinho do que os homens. O dado não está errado, porém, é falsa impressão. A verdade é que as mulheres têm, ao menos, o mesmo nível de conhecimento sobre vinho que os homens. Pelo fato de nos sentirmos pouco capacitadas, buscamos por novas informações o tempo todo. As mulheres acabam guardando o que sabem para si. E, com isso, se colocam menos no mercado, seja como consumidora ou como profissional. E os homens, por serem historicamente mais confiantes, se sentem mais confortáveis em opinar e compartilhar conhecimentos de vinhos, enquanto as mulheres não. Este é o cenário.

Até hoje, carregamos costumes de consumo moldados em época onde a mulher não tinha voz nem podia expor preferências. Continuar com afirmações de que ‘vinho rosé é coisa de mulher’ ou ‘mulher gosta é de vinho doce’, é reviver comportamento sexista e patriarcal, do qual estamos tentando nos livrar há anos. Partindo da premissa de que paladar não tem gênero, não podemos categorizar estilos de vinho de acordo com o sexo do consumidor. Vinho não tem preconceito. Pode ser excelente vinho de entrada ou ícone da vinícola. É para todos, para promover união entre pessoas de todos os gêneros, raças e idades. É o mediador, é momento de interação, de compartilhar desde conversas complexas até piadas. Vinho não tem gênero porque ele promove que todos somos iguais e podemos desfrutar cada um à sua maneira de bela taça de vinho. Sim, vinho é coisa de mulher e vão ter que nos oferecer a carta de vinhos no restaurante.

Paula Daidone e Cibele Siqueira são sommelières da Wine.

PALAVRA DO LEITOR

Capitão
Está chovendo muito por esses dias, alagando ruas, árvores caindo, falta de energia elétrica. Tenho certeza de que a culpa é de Bolsonaro, o qual votei. Antes ele do que esquerdista para virarmos uma Argentina!
Breno Reginaldo Silva
Santo André


Socorro! – 1
Estamos com problema no posto de saúde do bairro Parque Miami, em Santo André! Meu marido está com sintomas desde sexta-feira, foi até o posto para passar no médico e foi nos informado na recepção que não tinha médico para atender, pois só tinha um médico e ele não estava bem. Então não tinha ninguém para atender! Meu marido foi até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), passou no médico, que deu pedido para fazer o teste da Covid. No entanto, dia 3 o posto de saúde também se recusou a fazer, dizendo que só fazem a partir do décimo dia de sintomas. Mesmo estando com o pedido na mão, que o médico passou, eles se recusaram em fazer.
Stefanie Beatriz
Santo André


Socorro! – 2
Relato o que está acontecendo em São Bernardo em relação à vacinação dos idosos contra Covid-19. Minha mãe tem 88 anos e não foi imunizada na primeira fase, onde, teoricamente, idosos seriam vacinados nos domicílios. Fui até a UBS (Unidade Básica de Saúde) Alves Dias – na qual minha mãe está devidamente cadastrada –, fui informado que estavam sem vacinas e que era para aguardarmos. Acontece que já foi iniciado na cidade o processo de vacinação para duas faixas etárias abaixo, de cidadãos entre 77 e 79 anos e 80 a 84 anos nos drive thru. Fui informado que não posso levá-la ao drive thru, ou seja, estão pulando faixa etária para mostrar a todos que a vacinação está indo bem, mas estão deixando para trás idosos que deveriam ter sido vacinados na primeira fase. Por favor, pelo amor de Deus, peço ajuda nesse caso! Minha mãe ainda é lúcida e fica desesperada vendo essa situação.
José Aparecido de Oliveira
São Bernardo


Supermercados
Depois de um ‘longo e tenebroso inverno’ vejo circular neste Diário encarte com promoções de mercadorias. Refiro-me ao jornalzinho tabloide, quatro páginas, da empresa Paulistão Supermercados. As ofertas até que estão com preços atraentes se comparados a outros estabelecimentos comerciais do gênero. Só que este anunciante comete a mesma injustiça ao baixar o preço de determinados produtos em caso de pagamento com aplicativo. Ou seja, quem for comprar com dinheiro vivo, paga mais caro. Mas isso não chega a ser exclusividade do Paulistão. O Extra, da Anchieta, é pior. Dá preferência de descontos a quem tem o Cartão Extra ou pague pelo chamado app. É o cúmulo uma pessoa fazer compra e, mesmo pagando com notas de R$ 100 ou R$ 200, o preço ser maior de quem compra os mesmos produtos e faz pagamento com aplicativo ou o tal de Cartão Extra. Isso até pode ser legal, mas na minha modesta opinião é imoral, principalmente neste momento de crise em que vive o País. Será que já não é tempo de o presidente Jair Bolsonaro avaliar esse problema?
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema


Negacionismo
Ao ler esta Palavra do Leitor, confesso que fui acometido por grande sentimento de curiosidade. Como será o dia a dia no planeta em que reside o leitor Luiz Antônio de Carvalho (Não acredito!, dia 6)? Será que existe vida inteligente por lá? Ou trata-se de planeta habitado apenas por negacionistas? Mais de 20 hospitais na Região Metropolitana de São Paulo estão com 100% de ocupação nas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), incluindo o conceituado Hospital Albert Einstein. Todos os dias, em todo o País, morrem pessoas por falta de leito e de atendimento adequado, e até de oxigênio. Diversos municípios estão contratando câmaras frigoríficas para guardar corpos das vítimas da Covid-19; todos os dias a TV mostra hospitais lotados, nas principais cidades do País, mas o negacionismo cego de alguns não consegue enxergar a dura realidade. Será que essas imagens de superlotação são gravadas em estúdios de novelas? Será que a imprensa, incluindo esse prestigiado Diário, está nos enganando com falsas reportagens? Serão os médicos uns grandes mentirosos? Será que os cientistas e pesquisadores não passam de charlatões? Será que esses mais de 260 mil mortos nunca existiram? Até quando teremos que aturar esse negacionismo todo, incluindo o do presidente? Até quando teremos que aturar essa falta de humanismo e de empatia? Basta!
Fábio Durante
Santo André 



Comentários

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Mulher na indústria de vinho

Do Diário do Grande ABC

08/03/2021 | 23:59


Na segunda-feira, dia 8 de março, o mundo celebrou o Dia Internacional da Mulher. No segmento de bebidas e, principalmente, na indústria de vinhos, a presença masculina ainda é majoritária, mas isso é algo que vem mudando e que traz consigo questões históricas. Durante séculos, os estereótipos sociais conspiraram para manter as mulheres longe do álcool e isso tornou difícil, quase impossível, que mulheres ocupassem posições de destaque e influência no mundo do vinho. Apesar deste cenário, existiram mulheres corajosas que lá atrás abriram caminho para que mais representantes femininas pudessem atuar no setor. No século XIX, por exemplo, Madame Clicquot decidiu tomar conta da vinícola da família, depois que o marido morreu. Mas muitos duvidaram da capacidade dela. Inclusive, a chamavam de ‘Buldogue’, forma de desmerecer sua figura e atuação. Até que ela viesse a falecer também, exportou vinhos para o mundo todo. Até hoje, um dos mais famosos champagnes leva seu nome.

De acordo com estudo da Wine Intelligence, líder global em pesquisas sobre vinho, as mulheres sentem que têm menos conhecimento sobre vinho do que os homens. O dado não está errado, porém, é falsa impressão. A verdade é que as mulheres têm, ao menos, o mesmo nível de conhecimento sobre vinho que os homens. Pelo fato de nos sentirmos pouco capacitadas, buscamos por novas informações o tempo todo. As mulheres acabam guardando o que sabem para si. E, com isso, se colocam menos no mercado, seja como consumidora ou como profissional. E os homens, por serem historicamente mais confiantes, se sentem mais confortáveis em opinar e compartilhar conhecimentos de vinhos, enquanto as mulheres não. Este é o cenário.

Até hoje, carregamos costumes de consumo moldados em época onde a mulher não tinha voz nem podia expor preferências. Continuar com afirmações de que ‘vinho rosé é coisa de mulher’ ou ‘mulher gosta é de vinho doce’, é reviver comportamento sexista e patriarcal, do qual estamos tentando nos livrar há anos. Partindo da premissa de que paladar não tem gênero, não podemos categorizar estilos de vinho de acordo com o sexo do consumidor. Vinho não tem preconceito. Pode ser excelente vinho de entrada ou ícone da vinícola. É para todos, para promover união entre pessoas de todos os gêneros, raças e idades. É o mediador, é momento de interação, de compartilhar desde conversas complexas até piadas. Vinho não tem gênero porque ele promove que todos somos iguais e podemos desfrutar cada um à sua maneira de bela taça de vinho. Sim, vinho é coisa de mulher e vão ter que nos oferecer a carta de vinhos no restaurante.

Paula Daidone e Cibele Siqueira são sommelières da Wine.

PALAVRA DO LEITOR

Capitão
Está chovendo muito por esses dias, alagando ruas, árvores caindo, falta de energia elétrica. Tenho certeza de que a culpa é de Bolsonaro, o qual votei. Antes ele do que esquerdista para virarmos uma Argentina!
Breno Reginaldo Silva
Santo André


Socorro! – 1
Estamos com problema no posto de saúde do bairro Parque Miami, em Santo André! Meu marido está com sintomas desde sexta-feira, foi até o posto para passar no médico e foi nos informado na recepção que não tinha médico para atender, pois só tinha um médico e ele não estava bem. Então não tinha ninguém para atender! Meu marido foi até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), passou no médico, que deu pedido para fazer o teste da Covid. No entanto, dia 3 o posto de saúde também se recusou a fazer, dizendo que só fazem a partir do décimo dia de sintomas. Mesmo estando com o pedido na mão, que o médico passou, eles se recusaram em fazer.
Stefanie Beatriz
Santo André


Socorro! – 2
Relato o que está acontecendo em São Bernardo em relação à vacinação dos idosos contra Covid-19. Minha mãe tem 88 anos e não foi imunizada na primeira fase, onde, teoricamente, idosos seriam vacinados nos domicílios. Fui até a UBS (Unidade Básica de Saúde) Alves Dias – na qual minha mãe está devidamente cadastrada –, fui informado que estavam sem vacinas e que era para aguardarmos. Acontece que já foi iniciado na cidade o processo de vacinação para duas faixas etárias abaixo, de cidadãos entre 77 e 79 anos e 80 a 84 anos nos drive thru. Fui informado que não posso levá-la ao drive thru, ou seja, estão pulando faixa etária para mostrar a todos que a vacinação está indo bem, mas estão deixando para trás idosos que deveriam ter sido vacinados na primeira fase. Por favor, pelo amor de Deus, peço ajuda nesse caso! Minha mãe ainda é lúcida e fica desesperada vendo essa situação.
José Aparecido de Oliveira
São Bernardo


Supermercados
Depois de um ‘longo e tenebroso inverno’ vejo circular neste Diário encarte com promoções de mercadorias. Refiro-me ao jornalzinho tabloide, quatro páginas, da empresa Paulistão Supermercados. As ofertas até que estão com preços atraentes se comparados a outros estabelecimentos comerciais do gênero. Só que este anunciante comete a mesma injustiça ao baixar o preço de determinados produtos em caso de pagamento com aplicativo. Ou seja, quem for comprar com dinheiro vivo, paga mais caro. Mas isso não chega a ser exclusividade do Paulistão. O Extra, da Anchieta, é pior. Dá preferência de descontos a quem tem o Cartão Extra ou pague pelo chamado app. É o cúmulo uma pessoa fazer compra e, mesmo pagando com notas de R$ 100 ou R$ 200, o preço ser maior de quem compra os mesmos produtos e faz pagamento com aplicativo ou o tal de Cartão Extra. Isso até pode ser legal, mas na minha modesta opinião é imoral, principalmente neste momento de crise em que vive o País. Será que já não é tempo de o presidente Jair Bolsonaro avaliar esse problema?
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema


Negacionismo
Ao ler esta Palavra do Leitor, confesso que fui acometido por grande sentimento de curiosidade. Como será o dia a dia no planeta em que reside o leitor Luiz Antônio de Carvalho (Não acredito!, dia 6)? Será que existe vida inteligente por lá? Ou trata-se de planeta habitado apenas por negacionistas? Mais de 20 hospitais na Região Metropolitana de São Paulo estão com 100% de ocupação nas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), incluindo o conceituado Hospital Albert Einstein. Todos os dias, em todo o País, morrem pessoas por falta de leito e de atendimento adequado, e até de oxigênio. Diversos municípios estão contratando câmaras frigoríficas para guardar corpos das vítimas da Covid-19; todos os dias a TV mostra hospitais lotados, nas principais cidades do País, mas o negacionismo cego de alguns não consegue enxergar a dura realidade. Será que essas imagens de superlotação são gravadas em estúdios de novelas? Será que a imprensa, incluindo esse prestigiado Diário, está nos enganando com falsas reportagens? Serão os médicos uns grandes mentirosos? Será que os cientistas e pesquisadores não passam de charlatões? Será que esses mais de 260 mil mortos nunca existiram? Até quando teremos que aturar esse negacionismo todo, incluindo o do presidente? Até quando teremos que aturar essa falta de humanismo e de empatia? Basta!
Fábio Durante
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