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Yellen diz que EUA agora tem um pacote e que espera aprovação pelo Congresso



08/03/2021 | 13:19


A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, destacou nesta segunda-feira, 8, que a crise atual é em formato de "K", com alguns entre a parcela mais rica da população conseguindo avançar na renda, mas boa parte da base mais atingida pela pandemia da covid-19 e por seus problemas decorrentes. Nesse contexto, ela lembrou que as mulheres "são mais atingidas", por questões como o cuidado com os filhos ou parentes com necessidades. A secretária do Tesouro do governo do presidente norte-americano Joe Biden defendeu a aprovação do pacote fiscal, que ela "espera ver aprovado" pelo Congresso. "Queremos evitar o que vimos na crise financeira" de mais de uma década atrás, comentou, apontando para a retomada de emprego mais lenta na ocasião.

Yellen participou de um evento virtual com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva. Duas das mulheres mais importantes do campo na atualidade, elas protagonizaram o evento 'The Age of Womenomics'. "Nunca na minha vida vi tantas mulheres em postos cruciais da economia", disse Georgieva, lembrando alguns nomes, entre eles o da atual presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, que também comandou o FMI.

As duas economistas conversaram sobre sua trajetória. Yellen comentou que, na universidade, teve James Tobin, Nobel de Economia, como um mentor. Ela qualificou Tobin como "um dos grandes economistas keynesianos americanos" e destacou sua "paixão por justiça social". "No fim das contas, a questão é o bem-estar das pessoas", disse sobre o papel da Economia na sociedade.

Yellen lamentou que exista "um viés implícito contra as mulheres" no campo e citou alguns trabalhos acadêmicos que registraram o problema. Georgieva, por sua vez, afirmou que costuma dizer às mulheres: "Não fiquem tímidas, candidatem-se" aos postos no FMI. Segundo ela, muitas acabam sendo excessivamente autocríticas e com isso podem perder oportunidades.

Georgieva ainda se recordou de sua formação, "do outro lado da Cortina de Ferro". Búlgara, ela disse que estava em busca de temas para seu doutorado, mas não queria apenas reproduzir documentos do Partido Comunista do país. Com isso, escolheu uma área em que o comando da sigla não costumava se pronunciar, o meio ambiente. E também falou sobre a importância de lidar com revezes. Georgieva disse que tentou uma vaga como docente em uma universidade da Austrália, mas não conseguiu o posto. Pouco depois, porém, foi convidada para passar um ano no Massachusetts Institute of Technology (MIT), seguindo posteriormente para o Banco Mundial e o FMI.

Yellen, por sua vez, falou que também enfrentou algumas dificuldades, como o fato de que havia conseguido ser professora assistente em Harvard, mas sem conseguir uma vaga de professora fixa. Posteriormente, seguiu carreira no Fed e chegou ao comando da instituição.



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Yellen diz que EUA agora tem um pacote e que espera aprovação pelo Congresso


08/03/2021 | 13:19


A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, destacou nesta segunda-feira, 8, que a crise atual é em formato de "K", com alguns entre a parcela mais rica da população conseguindo avançar na renda, mas boa parte da base mais atingida pela pandemia da covid-19 e por seus problemas decorrentes. Nesse contexto, ela lembrou que as mulheres "são mais atingidas", por questões como o cuidado com os filhos ou parentes com necessidades. A secretária do Tesouro do governo do presidente norte-americano Joe Biden defendeu a aprovação do pacote fiscal, que ela "espera ver aprovado" pelo Congresso. "Queremos evitar o que vimos na crise financeira" de mais de uma década atrás, comentou, apontando para a retomada de emprego mais lenta na ocasião.

Yellen participou de um evento virtual com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva. Duas das mulheres mais importantes do campo na atualidade, elas protagonizaram o evento 'The Age of Womenomics'. "Nunca na minha vida vi tantas mulheres em postos cruciais da economia", disse Georgieva, lembrando alguns nomes, entre eles o da atual presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, que também comandou o FMI.

As duas economistas conversaram sobre sua trajetória. Yellen comentou que, na universidade, teve James Tobin, Nobel de Economia, como um mentor. Ela qualificou Tobin como "um dos grandes economistas keynesianos americanos" e destacou sua "paixão por justiça social". "No fim das contas, a questão é o bem-estar das pessoas", disse sobre o papel da Economia na sociedade.

Yellen lamentou que exista "um viés implícito contra as mulheres" no campo e citou alguns trabalhos acadêmicos que registraram o problema. Georgieva, por sua vez, afirmou que costuma dizer às mulheres: "Não fiquem tímidas, candidatem-se" aos postos no FMI. Segundo ela, muitas acabam sendo excessivamente autocríticas e com isso podem perder oportunidades.

Georgieva ainda se recordou de sua formação, "do outro lado da Cortina de Ferro". Búlgara, ela disse que estava em busca de temas para seu doutorado, mas não queria apenas reproduzir documentos do Partido Comunista do país. Com isso, escolheu uma área em que o comando da sigla não costumava se pronunciar, o meio ambiente. E também falou sobre a importância de lidar com revezes. Georgieva disse que tentou uma vaga como docente em uma universidade da Austrália, mas não conseguiu o posto. Pouco depois, porém, foi convidada para passar um ano no Massachusetts Institute of Technology (MIT), seguindo posteriormente para o Banco Mundial e o FMI.

Yellen, por sua vez, falou que também enfrentou algumas dificuldades, como o fato de que havia conseguido ser professora assistente em Harvard, mas sem conseguir uma vaga de professora fixa. Posteriormente, seguiu carreira no Fed e chegou ao comando da instituição.

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