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Cidades temem falta de oxigênio

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

São Caetano e Rio Grande da Serra assumem o receio de desabastecimento e demais municípios monitoram de perto os fornecedores


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

07/03/2021 | 00:01


Diante da lotação de leitos tanto na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) quanto na enfermaria das redes pública e privada com pacientes de Covid, o monitoramento dos níveis de oxigênio nos equipamentos é acompanhado de perto pelas cidades. No Grande ABC, São Caetano e Rio Grande da Serra assumem que temem desabastecimento e as outras cidades confiam nos fornecedores para que a região não tenha cenas como as vivenciadas por Manaus, no Amazonas, em janeiro, quando a falta do insumo provocou mortes e transferência de doentes para outras cidades e Estados. 

Segundo a Prefeitura de São Caetano, o consumo do produto na pandemia teve alta de 30%. “Estamos com nosso fornecimento regular. A empresa tem mantido as entregas em dia, mesmo assim, a cidade tem receio, sim, da falta do oxigênio”, informou, por meio de nota. Em Rio Grande da Serra a alta no consumo chegou a 60% na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24 horas do município e de 20% nas entregas domiciliares. “A cidade teme, sim, a falta de O2, como acreditamos que todo o nosso País teme”, disse, em nota.

Diadema informa que, entre os meses de janeiro e fevereiro de 2021, não há indicador de aumento no consumo de oxigênio e não foi registrado desabastecimento. “Não houve nenhuma comunicação oficial da empresa prestadora informando qualquer tipo de intercorrência na distribuição. A equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde monitora constantemente o consumo para adotar as medidas que se façam necessárias.” 

A Prefeitura de São Bernardo sinaliza que, com a implantação de 350 novos leitos exclusivos para a Covid-19, localizados nos hospitais Anchieta e de Urgência, o consumo de oxigênio foi ampliado na comparação com 2019, mas não deu detalhes quantitativos. “Os níveis dos gases medicinais no município são monitorados diariamente para que não haja falta. Os valores aferidos são informados para a empresa de fornecimento, que garante o abastecimento.”

Santo André reforça que, até o momento, “a distribuição de oxigênio aos hospitais de campanha e a toda a rede de saúde segue dentro da normalidade e em condições de atender à demanda do momento”.

Ribeirão Pires, devido ao aumento de número de casos, viu a necessidade em instalar na UPA Santa Luzia, um tanque criogênico, que armazena o insumo. O equipamento abastecerá, aproximadamente, 22 leitos (leia mais abaixo).

Mauá, que neste ano ficou com 100% dos leitos ocupados em diversas oportunidades, não retornou até o fechamento desta edição.

PRODUTO

Empresas que fornecem o insumo no País, a exemplo da White Martins (que possui unidades em Mauá e Diadema) e da Air Liquide S.A., foram contatadas pelo Diário, mas não se pronunciaram quanto a produção e distribuição de oxigênio.

Essas empresas produzem o oxigênio medicinal, que possui índice de pureza próximo de 99% de concentração. “Por meio de uma quantidade imensa de energia elétrica e de tecnologias adequadas se extrai o oxigênio do ar que respiramos, que possui 20% de oxigênio. Durante o processo esse gás é trabalhado, é limpo e armazenado de forma líquida (em tanques sob forte pressão) ou gasosa (armazenado nos chamados torpedos ou cilindros). A logística toda é feita, basicamente, pelas rodovias, em caminhões”, explica o médico sanitarista e ex-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) Gonzalo Vecina Neto. 

Segundo o especialista, os caminhões abastecem as grandes tubulações dos hospitais e unidades de saúde e/ou tanques, onde chegam aos leitos com a pressão adequada. “No País há quatro grandes empresas que dominam o mercado, estipulando preço alto, já que a tecnologia e o excessivo uso de energia elétrica na preparação do oxigênio medicinal também contribuem para deixar esse insumo caro, além do frete da logística”, acrescenta. 

Gonzalo acredita que para que o insumo não falte aos pacientes com o novo coronavírus é necessário que os municípios conversem com os diretores de hospitais e seus fornecedores habituais para que, junto ao governo do Estado, tracem metas de demanda e procura. “Mesmo assim, acho que na maior parte das regiões brasileiras não se corre o risco de faltar oxigênio, como ocorreu em Manaus. Mas, a responsabilidade de estimar a demanda e a oferta é algo que o Estado pode fazer, se quiser fazer”, avalia. 

O professor da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e consultor técnico do CNS (Conselho Nacional de Saúde) Francisco Funcia reforça que a saúde pública não é mercadoria e que o que vivemos no País está longe do que determina a OMS (Organização Mundial da Saúde): direito de cidadania. “A situação é dramática porque parte de um problema maior. Não dá para pensar em planejamento de compra de oxigênio sem ter a União, Estados e municípios pensando juntos, porque requer financiamento e verba. Neste ano, por exemplo, no projeto orçamentário da União, não há um centavo destinado ao combate à Covid. E não há como o setor privado, por sua vez, planejar a produção de oxigênio sem o planejamento do setor público. Mesmo se desdobrando, Estados e municípios não conseguem sem a União.”

O Diário também contatou a Secretaria de Saúde do Estado, mas não obteve resposta.

Médico intensivista acredita em planejamento da região

O médico especialista em terapia intensiva José Antonio Manetta, há 17 anos na coordenação da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Municipal Maria Braido, em São Caetano, conta que o oxigênio é suporte para pacientes que, devido à Covid ou a outras doenças, estão com oxigenação baixa, o que pode gerar alteração no nível de consciência, instabilidade hemodinâmica ou insuficiência respiratória. 

“São pessoas que precisam de cateter, máscara ou ventilação mecânica – invasiva ou não. Aliás, todos os pacientes Covid que são internados precisam de oxigênio, que chegam pelos dutos hospitalares aos leitos, são litros por minuto.” 

Manetta explica que tanto em São Caetano como na UTI Covid do CHM (Centro Hospitalar Municipal) e no Hospital da Mulher, ambos em Santo André, não houve falta de oxigênio aos pacientes. “Mesmo com 60% a 70% dos nossos pacientes usando ventilação mecânica devido o coronavírus.”

O especialista explica que o oxigênio em cilindro é utilizado quando o paciente é transportado de uma unidade a outra ou para o domicílio. “A maioria só vai para casa quando está restabelecida, no entanto, tem pequena parcela que já possui doenças crônicas, que acaba precisando de tempo maior com o apoio do oxigênio.”

Para Manetta, o que ele mais teme não é em relação à falta de oxigênio, já que sabe que os municípios fazem planejamento diário para que o insumo não falte, mas, sim, à necessidade de leitos de UTI e enfermaria. “Não posso deixar de falar da mão de obra especializada. Quem vive em uma UTI sabe que faltam médicos especializados como intensivistas, seja na rede pública ou na privada, da qual também faço parte na Capital.”

O médico intensivista aproveita para citar a importância de fisioterapeutas, fonoaudiólogos e equipe de enfermagem, que são fundamentais na recuperação dos pacientes Covid. “As sequelas são muitas e esses profissionais são essenciais para que o corpo volte, aos poucos, a ser como era.”

Ribeirão investe em instalação de tanque em UPA

A Prefeitura de Ribeirão Pires contratou a empresa White Martins para instalar um tanque criogênico na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santa Luzia, onde será possível armazenar ao menos seis quilos de oxigênio. 

“Vimos a necessidade de instalarmos um tanque devido à demanda de pacientes que precisam do oxigênio. Com o equipamento, poderemos suprir as necessidades de quatro leitos femininos, quatro masculinos, cinco na ala da pediatria, um no isolamento e três na sala de emergência”, avalia Célia Regina Barreto, superintendente da UPA.

A responsável pela unidade atestou o aumento no comsumo de oxigênio. “Se antes a rede utilizava seu estoque de oxigênio em até 48 horas, hoje, já chegamos a consumir a mesma quantidade em apenas seis horas. É claro que esse exemplo é algo bastante variante, mas não podemos negar a alta no consumo.”

Técnicos da White Martins já estiveram no local e informaram que o tanque será instalado na parte externa da unidade e armazenará oxigênio líquido, que passará por uma serpentina que transformará o líquido em gasoso.

A gestão não informou custos para a instalação do tanque nem deu prazos para que passe a funcionar na unidade de saúde. “Pedimos urgência à empresa e esperamos que tenhamos o equipamento em breve”, cita Célia Regina.

Segundo ela, todos os pacientes internados da rede pública, privada ou em hospital de campanha passam pelos atendimentos nas unidades de saúde. “Quem precisa de internação é porque necessita de oxigênio. E até que esse paciente seja transferido a um hospital, quem o mantém em condições ideais e presta todos os atendimentos é a UPA, ou seja, com o aumento de internações, às vezes esse paciente passa horas na unidade aguardando uma vaga e nesse tempo precisamos deixar a pessoa em melhores condições.”

Célia Regina informa ainda que a unidade presta atendimento a pessoas de municípios adjacentes, como Mauá, Rio Grande da Serra e Suzano.

ALTERNATIVA 

O médico sanitarista e ex-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) Gonzalo Vecina Neto  explica que, além do oxigênio medicinal, as empresas produzem o oxigênio industrial, que também pode ser usado em pacientes, apesar da concetração ser de 92% a 93%. “Nesse momento podem ser identificadas essas companhias que produzem o oxigênio não medicinal, mas que pode ser utilizado numa situação (emergencial) como essas que vivemos, de pandemia."



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Cidades temem falta de oxigênio

São Caetano e Rio Grande da Serra assumem o receio de desabastecimento e demais municípios monitoram de perto os fornecedores

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

07/03/2021 | 00:01


Diante da lotação de leitos tanto na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) quanto na enfermaria das redes pública e privada com pacientes de Covid, o monitoramento dos níveis de oxigênio nos equipamentos é acompanhado de perto pelas cidades. No Grande ABC, São Caetano e Rio Grande da Serra assumem que temem desabastecimento e as outras cidades confiam nos fornecedores para que a região não tenha cenas como as vivenciadas por Manaus, no Amazonas, em janeiro, quando a falta do insumo provocou mortes e transferência de doentes para outras cidades e Estados. 

Segundo a Prefeitura de São Caetano, o consumo do produto na pandemia teve alta de 30%. “Estamos com nosso fornecimento regular. A empresa tem mantido as entregas em dia, mesmo assim, a cidade tem receio, sim, da falta do oxigênio”, informou, por meio de nota. Em Rio Grande da Serra a alta no consumo chegou a 60% na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24 horas do município e de 20% nas entregas domiciliares. “A cidade teme, sim, a falta de O2, como acreditamos que todo o nosso País teme”, disse, em nota.

Diadema informa que, entre os meses de janeiro e fevereiro de 2021, não há indicador de aumento no consumo de oxigênio e não foi registrado desabastecimento. “Não houve nenhuma comunicação oficial da empresa prestadora informando qualquer tipo de intercorrência na distribuição. A equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde monitora constantemente o consumo para adotar as medidas que se façam necessárias.” 

A Prefeitura de São Bernardo sinaliza que, com a implantação de 350 novos leitos exclusivos para a Covid-19, localizados nos hospitais Anchieta e de Urgência, o consumo de oxigênio foi ampliado na comparação com 2019, mas não deu detalhes quantitativos. “Os níveis dos gases medicinais no município são monitorados diariamente para que não haja falta. Os valores aferidos são informados para a empresa de fornecimento, que garante o abastecimento.”

Santo André reforça que, até o momento, “a distribuição de oxigênio aos hospitais de campanha e a toda a rede de saúde segue dentro da normalidade e em condições de atender à demanda do momento”.

Ribeirão Pires, devido ao aumento de número de casos, viu a necessidade em instalar na UPA Santa Luzia, um tanque criogênico, que armazena o insumo. O equipamento abastecerá, aproximadamente, 22 leitos (leia mais abaixo).

Mauá, que neste ano ficou com 100% dos leitos ocupados em diversas oportunidades, não retornou até o fechamento desta edição.

PRODUTO

Empresas que fornecem o insumo no País, a exemplo da White Martins (que possui unidades em Mauá e Diadema) e da Air Liquide S.A., foram contatadas pelo Diário, mas não se pronunciaram quanto a produção e distribuição de oxigênio.

Essas empresas produzem o oxigênio medicinal, que possui índice de pureza próximo de 99% de concentração. “Por meio de uma quantidade imensa de energia elétrica e de tecnologias adequadas se extrai o oxigênio do ar que respiramos, que possui 20% de oxigênio. Durante o processo esse gás é trabalhado, é limpo e armazenado de forma líquida (em tanques sob forte pressão) ou gasosa (armazenado nos chamados torpedos ou cilindros). A logística toda é feita, basicamente, pelas rodovias, em caminhões”, explica o médico sanitarista e ex-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) Gonzalo Vecina Neto. 

Segundo o especialista, os caminhões abastecem as grandes tubulações dos hospitais e unidades de saúde e/ou tanques, onde chegam aos leitos com a pressão adequada. “No País há quatro grandes empresas que dominam o mercado, estipulando preço alto, já que a tecnologia e o excessivo uso de energia elétrica na preparação do oxigênio medicinal também contribuem para deixar esse insumo caro, além do frete da logística”, acrescenta. 

Gonzalo acredita que para que o insumo não falte aos pacientes com o novo coronavírus é necessário que os municípios conversem com os diretores de hospitais e seus fornecedores habituais para que, junto ao governo do Estado, tracem metas de demanda e procura. “Mesmo assim, acho que na maior parte das regiões brasileiras não se corre o risco de faltar oxigênio, como ocorreu em Manaus. Mas, a responsabilidade de estimar a demanda e a oferta é algo que o Estado pode fazer, se quiser fazer”, avalia. 

O professor da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e consultor técnico do CNS (Conselho Nacional de Saúde) Francisco Funcia reforça que a saúde pública não é mercadoria e que o que vivemos no País está longe do que determina a OMS (Organização Mundial da Saúde): direito de cidadania. “A situação é dramática porque parte de um problema maior. Não dá para pensar em planejamento de compra de oxigênio sem ter a União, Estados e municípios pensando juntos, porque requer financiamento e verba. Neste ano, por exemplo, no projeto orçamentário da União, não há um centavo destinado ao combate à Covid. E não há como o setor privado, por sua vez, planejar a produção de oxigênio sem o planejamento do setor público. Mesmo se desdobrando, Estados e municípios não conseguem sem a União.”

O Diário também contatou a Secretaria de Saúde do Estado, mas não obteve resposta.

Médico intensivista acredita em planejamento da região

O médico especialista em terapia intensiva José Antonio Manetta, há 17 anos na coordenação da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Municipal Maria Braido, em São Caetano, conta que o oxigênio é suporte para pacientes que, devido à Covid ou a outras doenças, estão com oxigenação baixa, o que pode gerar alteração no nível de consciência, instabilidade hemodinâmica ou insuficiência respiratória. 

“São pessoas que precisam de cateter, máscara ou ventilação mecânica – invasiva ou não. Aliás, todos os pacientes Covid que são internados precisam de oxigênio, que chegam pelos dutos hospitalares aos leitos, são litros por minuto.” 

Manetta explica que tanto em São Caetano como na UTI Covid do CHM (Centro Hospitalar Municipal) e no Hospital da Mulher, ambos em Santo André, não houve falta de oxigênio aos pacientes. “Mesmo com 60% a 70% dos nossos pacientes usando ventilação mecânica devido o coronavírus.”

O especialista explica que o oxigênio em cilindro é utilizado quando o paciente é transportado de uma unidade a outra ou para o domicílio. “A maioria só vai para casa quando está restabelecida, no entanto, tem pequena parcela que já possui doenças crônicas, que acaba precisando de tempo maior com o apoio do oxigênio.”

Para Manetta, o que ele mais teme não é em relação à falta de oxigênio, já que sabe que os municípios fazem planejamento diário para que o insumo não falte, mas, sim, à necessidade de leitos de UTI e enfermaria. “Não posso deixar de falar da mão de obra especializada. Quem vive em uma UTI sabe que faltam médicos especializados como intensivistas, seja na rede pública ou na privada, da qual também faço parte na Capital.”

O médico intensivista aproveita para citar a importância de fisioterapeutas, fonoaudiólogos e equipe de enfermagem, que são fundamentais na recuperação dos pacientes Covid. “As sequelas são muitas e esses profissionais são essenciais para que o corpo volte, aos poucos, a ser como era.”

Ribeirão investe em instalação de tanque em UPA

A Prefeitura de Ribeirão Pires contratou a empresa White Martins para instalar um tanque criogênico na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santa Luzia, onde será possível armazenar ao menos seis quilos de oxigênio. 

“Vimos a necessidade de instalarmos um tanque devido à demanda de pacientes que precisam do oxigênio. Com o equipamento, poderemos suprir as necessidades de quatro leitos femininos, quatro masculinos, cinco na ala da pediatria, um no isolamento e três na sala de emergência”, avalia Célia Regina Barreto, superintendente da UPA.

A responsável pela unidade atestou o aumento no comsumo de oxigênio. “Se antes a rede utilizava seu estoque de oxigênio em até 48 horas, hoje, já chegamos a consumir a mesma quantidade em apenas seis horas. É claro que esse exemplo é algo bastante variante, mas não podemos negar a alta no consumo.”

Técnicos da White Martins já estiveram no local e informaram que o tanque será instalado na parte externa da unidade e armazenará oxigênio líquido, que passará por uma serpentina que transformará o líquido em gasoso.

A gestão não informou custos para a instalação do tanque nem deu prazos para que passe a funcionar na unidade de saúde. “Pedimos urgência à empresa e esperamos que tenhamos o equipamento em breve”, cita Célia Regina.

Segundo ela, todos os pacientes internados da rede pública, privada ou em hospital de campanha passam pelos atendimentos nas unidades de saúde. “Quem precisa de internação é porque necessita de oxigênio. E até que esse paciente seja transferido a um hospital, quem o mantém em condições ideais e presta todos os atendimentos é a UPA, ou seja, com o aumento de internações, às vezes esse paciente passa horas na unidade aguardando uma vaga e nesse tempo precisamos deixar a pessoa em melhores condições.”

Célia Regina informa ainda que a unidade presta atendimento a pessoas de municípios adjacentes, como Mauá, Rio Grande da Serra e Suzano.

ALTERNATIVA 

O médico sanitarista e ex-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) Gonzalo Vecina Neto  explica que, além do oxigênio medicinal, as empresas produzem o oxigênio industrial, que também pode ser usado em pacientes, apesar da concetração ser de 92% a 93%. “Nesse momento podem ser identificadas essas companhias que produzem o oxigênio não medicinal, mas que pode ser utilizado numa situação (emergencial) como essas que vivemos, de pandemia."

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