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Uma volta a São Bernardo de 1913

Assim era o trecho central da Rua Marechal Deodoro, com a capela histórica de Nossa Senhora da Boa Viagem, valetas abertas, casas baixas, a vila sede da região


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

07/03/2021 | 00:01


Dizia Nhô Totico em seus programas de rádio, primeira metade do século XX, fazendo merchandising quando o termo nem era usado:

– Você vai a Santos? Passe pela Vila de São Bernardo e peça proteção à Virgem na capelinha da Boa Viagem. E aproveite para um lanche no bar do Maurilio, que fica bem em frente da capela.

Cf. narrativa do marceneiro Mario Medice, nosso grande inspirador, especial para Memória.

----

Dois mil e vinte um apenas começa, mas Memória já tem uma foto favorita para ser a mais significativa do ano. Esta mesma, da Rua Marechal Deodoro, descoberta pela pesquisadora Maria Claudia Ferreira, a criadora do blog Santo André Ontem e Hoje.

Criativa, incansável, Claudia tem ampliado horizontes e se interessado pelo conjunto das sete cidades, e não apenas por Santo André, a sua cidade, dividindo com você, prezado leitor, as pérolas que descobre.

A capelinha da Boa Viagem, construída no século XIX e tombada pelo Patrimônio Municipal, permanece preservada. Quase sempre aberta, mesmo com a pandemia. Flores naturais no altar junto à virgem. É o grande cenário da chegada da Procissão dos Carroceiros, a festa maior em louvor à Boa Viagem e a mais antiga manifestação folclórico-religiosa do Grande ABC – festa infelizmente não realizada em 2020 por causa do drama vivido pelo mundo inteiro.

Esta capelinha, em São Bernardo, na verdade, é regional e nacional. Os antigos vinham de todos os pontos para as festas do Largo da Matriz, num intercâmbio verdadeiramente regional. Todo o trânsito que ia e vinha de Santos a São Paulo passava em frente à capela, até que a Via Anchieta fosse construída.

Do Pilar Velho, em Ribeirão Pires, a Piraporinha, em Diadema, os festeiros eram eleitos e nomeados, e a Igreja reunia seus fiéis em romarias. As festas em São Caetano, em Santo André, em Mauá, em Paranapiacaba, até mesmo na Penha, em São Paulo. Seguiam os marianos, as filhas de Maria, cruzadas e cruzadinhas, irmandades todas, padres e irmãs, passando por cenários como este agora revivido – contas feitas, 108 anos atrás.


QUE FOTO É ESTA?

Mas, afinal, qual a razão desta fotografia? A valeta aberta é uma boa dica. Por que a valeta? A Claudia descobriu, e amanhã conta pra gente. Temos mais cinco fotos da época – 1913 – para mostrar.

Dia da Indústria Paulista em 1956

Há 65 anos o 18 de fevereiro era celebrado com várias atividades, cumprindo-se o decreto do governador Lucas Nogueira Garcez que instituiu a data em 1953

Em 1956, em Santo André, os festejos foram antecipados para 16 de fevereiro, por ocasião do jantar-reunião mensal promovido pelo Rotary andreense no Restaurante Anchieta, que ficava – imaginem! – em pleno Largo da Estátua.

Naquela noite participaram do jantar os mais antigos empregados da indústria em Santo André, que foram homenageados com flâmulas do Rotary a eles entregues pelo presidente Alcide Beck Beccardi:

- Antonio Polesi, 56 anos de Lanificio Kowarick.

- Ladislau Dias Bastos, 36 anos, da Rhodia Química.

- José de Melo, 30 anos de Laminação Nacional de Metais.

- Joaquim Fabiano, 19 anos de Lanifício Santo André.

- Alfredo Salerno, 11 anos de Casa Weigand.

- Franz Martim Ulmer (Têxtil Randi), Antonio Ilss (Lanifício Santo André), Domingos Botani (Dalla Verde & Cia), Aldo Cassini (Casa Weigand), Emílio Ract Filho (Zaparolli & Serena), todos com cerca de dez anos de serviços prestados.

Discursaram: Edmar Rabello e Fábio Kowarick, ex-presidentes dos Rotary São Bernardo e Santo Andre, respectivamente; o presidente da Acisa (Associação Comercial e Industrial), Antonio Braga, com os trabalhos de secretaria realizados por Dante Gerodetti.

Nota – Conhecemos Antonio Polesi, tio do jornalista Fausto Polesi, fundador e diretor de Redação do Diário. Fizemos com ele uma entrevista em 1976, quando esta coluna Memória nem existia. Uma bela entrevista, justamente sobre o seu tempo de casa na hoje extinta Kowarick, fábrica de casimiras de fama internacional. 

Uma boa pauta será localizar aquela reportagem e as fotos tiradas na ocasião.

Em 7 de março de...

1921 – Orfanato Cristóvão Colombo anunciava uma nova tombola gigante em benefício das suas obras. No primeiro prêmio, “um belo torpedo” Ford.

1956 –Jornais divulgavam uma prova hoje rara na Represa Billings, em Riacho Grande: a regata com três clubes de São Paulo – Corinthians, Tietê e Floresta – mais o Clube Aldo Luz de Florianópolis e o Grêmio Náutico de Porto Alegre.

Foram sete provas na chamada Raia Jurubatuba, km 29 da Via Anchieta. O Aldo Luz ganhou a prova principal, mas coube ao Corinthians Paulista a vitória coletiva.

Nomes dos barcos que embelezaram a represa: Guanabara, Comandante Midosi, Anhanguera, Zezé, Inubia, Arabutan, Iguaçu, Jareré, Idamys Busin, AA São Bento, Ludovino Perez, N. N. e Espéria.

Na Cidade do México, nova vitória do Brasil no II Campeonato Pan-Americano de Futebol: 1 a 0 frente ao Peru, gol marcado pelo centroavante Larry.

Diário há meio século

Domingo, 7 de março de 1971 – ano 13, edição 1479

Manchete – EUA contrários à ampliação do mar na América

O Brasil, Chile, Peru, Argentina e Uruguai defendem e já adotaram a ampliação de seu mar territorial para 200 milhas.

Amanhã (segunda-feira, 8 de março de 1971) os delegados dos cinco países estarão reunidos na comissão jurídica interamericana no Rio e debaterão matéria referente ao ‘direito do mar’.

A oposição à tese das 200 milhas deverá ser feita pelo delegado norte-americano.

Clube de Serviços –O Lions Clube Santo André-Centro homenageava os seus fundadores: Antonio Carlos Passos, Carlos Galante, Celso Vidal Lara, Fritz Werner Semmelroth, Dr. Hugo Vespucci Junior, Hilton Luz de Castro, Homero Faria Borges, Luiz Arthur Lamouche Barbosa, Mário Arantes de Moraes, Mário Moreira, Nelson Mauricio de Oliveira, Nestor Pacheco Júnior, Sadalla Melhen, Willian Arouca e Zoilo Souza Assis. 

Coube ao saudoso jornalista e publicitário Edson Danillo Dotto, fundador e diretor-geral do Diário do Grande ABC, saudar os homenageados.

Santas do dia

PERPÉTUA E FELICIDADE. Senhora e escrava. Sofreram a prisão juntas, na fé e na solidariedade, no ano de 203, na África do Norte.



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Uma volta a São Bernardo de 1913

Assim era o trecho central da Rua Marechal Deodoro, com a capela histórica de Nossa Senhora da Boa Viagem, valetas abertas, casas baixas, a vila sede da região

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

07/03/2021 | 00:01


Dizia Nhô Totico em seus programas de rádio, primeira metade do século XX, fazendo merchandising quando o termo nem era usado:

– Você vai a Santos? Passe pela Vila de São Bernardo e peça proteção à Virgem na capelinha da Boa Viagem. E aproveite para um lanche no bar do Maurilio, que fica bem em frente da capela.

Cf. narrativa do marceneiro Mario Medice, nosso grande inspirador, especial para Memória.

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Dois mil e vinte um apenas começa, mas Memória já tem uma foto favorita para ser a mais significativa do ano. Esta mesma, da Rua Marechal Deodoro, descoberta pela pesquisadora Maria Claudia Ferreira, a criadora do blog Santo André Ontem e Hoje.

Criativa, incansável, Claudia tem ampliado horizontes e se interessado pelo conjunto das sete cidades, e não apenas por Santo André, a sua cidade, dividindo com você, prezado leitor, as pérolas que descobre.

A capelinha da Boa Viagem, construída no século XIX e tombada pelo Patrimônio Municipal, permanece preservada. Quase sempre aberta, mesmo com a pandemia. Flores naturais no altar junto à virgem. É o grande cenário da chegada da Procissão dos Carroceiros, a festa maior em louvor à Boa Viagem e a mais antiga manifestação folclórico-religiosa do Grande ABC – festa infelizmente não realizada em 2020 por causa do drama vivido pelo mundo inteiro.

Esta capelinha, em São Bernardo, na verdade, é regional e nacional. Os antigos vinham de todos os pontos para as festas do Largo da Matriz, num intercâmbio verdadeiramente regional. Todo o trânsito que ia e vinha de Santos a São Paulo passava em frente à capela, até que a Via Anchieta fosse construída.

Do Pilar Velho, em Ribeirão Pires, a Piraporinha, em Diadema, os festeiros eram eleitos e nomeados, e a Igreja reunia seus fiéis em romarias. As festas em São Caetano, em Santo André, em Mauá, em Paranapiacaba, até mesmo na Penha, em São Paulo. Seguiam os marianos, as filhas de Maria, cruzadas e cruzadinhas, irmandades todas, padres e irmãs, passando por cenários como este agora revivido – contas feitas, 108 anos atrás.


QUE FOTO É ESTA?

Mas, afinal, qual a razão desta fotografia? A valeta aberta é uma boa dica. Por que a valeta? A Claudia descobriu, e amanhã conta pra gente. Temos mais cinco fotos da época – 1913 – para mostrar.

Dia da Indústria Paulista em 1956

Há 65 anos o 18 de fevereiro era celebrado com várias atividades, cumprindo-se o decreto do governador Lucas Nogueira Garcez que instituiu a data em 1953

Em 1956, em Santo André, os festejos foram antecipados para 16 de fevereiro, por ocasião do jantar-reunião mensal promovido pelo Rotary andreense no Restaurante Anchieta, que ficava – imaginem! – em pleno Largo da Estátua.

Naquela noite participaram do jantar os mais antigos empregados da indústria em Santo André, que foram homenageados com flâmulas do Rotary a eles entregues pelo presidente Alcide Beck Beccardi:

- Antonio Polesi, 56 anos de Lanificio Kowarick.

- Ladislau Dias Bastos, 36 anos, da Rhodia Química.

- José de Melo, 30 anos de Laminação Nacional de Metais.

- Joaquim Fabiano, 19 anos de Lanifício Santo André.

- Alfredo Salerno, 11 anos de Casa Weigand.

- Franz Martim Ulmer (Têxtil Randi), Antonio Ilss (Lanifício Santo André), Domingos Botani (Dalla Verde & Cia), Aldo Cassini (Casa Weigand), Emílio Ract Filho (Zaparolli & Serena), todos com cerca de dez anos de serviços prestados.

Discursaram: Edmar Rabello e Fábio Kowarick, ex-presidentes dos Rotary São Bernardo e Santo Andre, respectivamente; o presidente da Acisa (Associação Comercial e Industrial), Antonio Braga, com os trabalhos de secretaria realizados por Dante Gerodetti.

Nota – Conhecemos Antonio Polesi, tio do jornalista Fausto Polesi, fundador e diretor de Redação do Diário. Fizemos com ele uma entrevista em 1976, quando esta coluna Memória nem existia. Uma bela entrevista, justamente sobre o seu tempo de casa na hoje extinta Kowarick, fábrica de casimiras de fama internacional. 

Uma boa pauta será localizar aquela reportagem e as fotos tiradas na ocasião.

Em 7 de março de...

1921 – Orfanato Cristóvão Colombo anunciava uma nova tombola gigante em benefício das suas obras. No primeiro prêmio, “um belo torpedo” Ford.

1956 –Jornais divulgavam uma prova hoje rara na Represa Billings, em Riacho Grande: a regata com três clubes de São Paulo – Corinthians, Tietê e Floresta – mais o Clube Aldo Luz de Florianópolis e o Grêmio Náutico de Porto Alegre.

Foram sete provas na chamada Raia Jurubatuba, km 29 da Via Anchieta. O Aldo Luz ganhou a prova principal, mas coube ao Corinthians Paulista a vitória coletiva.

Nomes dos barcos que embelezaram a represa: Guanabara, Comandante Midosi, Anhanguera, Zezé, Inubia, Arabutan, Iguaçu, Jareré, Idamys Busin, AA São Bento, Ludovino Perez, N. N. e Espéria.

Na Cidade do México, nova vitória do Brasil no II Campeonato Pan-Americano de Futebol: 1 a 0 frente ao Peru, gol marcado pelo centroavante Larry.

Diário há meio século

Domingo, 7 de março de 1971 – ano 13, edição 1479

Manchete – EUA contrários à ampliação do mar na América

O Brasil, Chile, Peru, Argentina e Uruguai defendem e já adotaram a ampliação de seu mar territorial para 200 milhas.

Amanhã (segunda-feira, 8 de março de 1971) os delegados dos cinco países estarão reunidos na comissão jurídica interamericana no Rio e debaterão matéria referente ao ‘direito do mar’.

A oposição à tese das 200 milhas deverá ser feita pelo delegado norte-americano.

Clube de Serviços –O Lions Clube Santo André-Centro homenageava os seus fundadores: Antonio Carlos Passos, Carlos Galante, Celso Vidal Lara, Fritz Werner Semmelroth, Dr. Hugo Vespucci Junior, Hilton Luz de Castro, Homero Faria Borges, Luiz Arthur Lamouche Barbosa, Mário Arantes de Moraes, Mário Moreira, Nelson Mauricio de Oliveira, Nestor Pacheco Júnior, Sadalla Melhen, Willian Arouca e Zoilo Souza Assis. 

Coube ao saudoso jornalista e publicitário Edson Danillo Dotto, fundador e diretor-geral do Diário do Grande ABC, saudar os homenageados.

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