Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 21 de Abril

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

|

A única previsão é a imprevisibilidade


Do Diário do Grande ABC

04/03/2021 | 23:59


A CDL São Caetano (Câmara de Dirigentes Lojistas de São Caetano) se manifesta, diversas vezes, pela vida e pelo setor do varejo em tempos de Covid-19. Afirmamos que acompanhamos de forma propositiva estes tempos de pandemia. Reafirmamos a necessidade de a sociedade civil se apresentar questionadora e colaboradora. Nesta oportunidade, devemos expressar a omissão de políticas públicas efetivas para o varejo e delegação de obrigações do poder público para a esfera privada, como condicionantes para abertura do comércio.

É latente a sensação de imprevisibilidade e de falta de planejamento no modelo de abertura do comércio, na retomada econômica, na transparência da tomada de decisão e no processo de motivação administrativa. Vigora no Grande ABC uma tentativa desproporcional de transferir para a iniciativa privada a responsabilidade de policiar o cidadão, estratégia que leva a uma tirania silenciosa e penalização do empresário.

Nestes tempos, vimos diversas políticas públicas paliativas que levaram o comércio das cidades ao limite da sua capacidade de organização. Em todas as iniciativas, esteve ausente o elemento mais importante para a livre iniciativa, qual seja: a previsibilidade.

Quanto às boas práticas, somos favoráveis à conscientização da população acerca dos grupos de risco e das boas práticas sanitárias. Também favoráveis à orientação sobre as regras sanitárias e epidemiológicas para os estabelecimentos comerciais e ao fomento de canais de informação eficazes. Somos contra as obrigações acessórias sanitárias que delegam aos empresários mais condicionantes para a abertura do comércio sem qualquer contrapartida consistente de um programa de isenção de taxas e impostos. Somos contra o modelo de lockdown, ao mesmo tempo em que somos contra aglomerações clandestinas.

De modo a contribuir com o combate à pandemia, São Caetano restringe a circulação de pessoas das 23h às 5h, desde o dia 26, seguindo as recomendações do governo estadual. A iniciativa municipal preza pela segurança sanitária, ao mesmo tempo em que prioriza a valorização do comércio do Grande ABC, com uma política pública e prática civil eficaz e necessária para a circulação de riquezas. É necessária a proteção desse setor, que é o segundo maior empregador do País. Além disso, o comércio do Grande ABC concentra a maior oferta do primeiro emprego dentre os setores da economia. O que a região precisa é voltar a parcial normalidade econômica, considerando instrumentos legais e comunicação eficaz que deem segurança na tomada de decisão empresarial.

Alexandre Damasio Coelho é presidente da CDL São Caetano e advogado.


PALAVRA DO LEITOR

Imperfeita
Cadê a fiscalização da Prefeitura de Santo André sobre o desrespeito de aglomeração em bares e casas noturnas na região do bairro Campestre? E a falta de médicos na Saúde da Família no Parque Miami? Pensei que Santo André fosse a cidade perfeita!
Keiko Sakata
São Bernardo


Consciência pesa?
Quem votou em Bolsonaro é sim culpado também pelas mais de 1.000 mortes diárias por falta de zelo com a saúde?
Juvenal Avelino Suzélido
Jundiaí (SP)


Paranapiacaba
Cumprimentos a Derek Bittencourt, que atiçou a curiosidade sobre Paranapiacaba, terra de lendas, talvez a mais conhecida seja a sobre se El Tigre Arthur Friedenreich nasceu por lá, cabendo pesquisa em cartórios da região (Esportes, dia 2). Quanto ao campo, segundo a história de Paranapiacaba de Vicente Lamarca, dizem alguns historiadores que os primeiros jogos de futebol no Brasil foram realizados nesse campo, já que os ingleses são os inventores do futebol, e a administração inglesa apoiava os esportes. A neblina sempre favorecia o time da casa, pois o adversário ficava sem enxergar a bola. Nessa época conturbada, com morcegos disfarçados de drones, seria bom ouvir antigos moradores, historiadores, memorialistas, pessoal do meio ambiente e do próprio turismo. Quem sabe El Tigre foi mesmo cidadão do local!
José Carlos Soares de Oliveira
São Bernardo


PEC
Discordo do leitor Mauri Fontes (PEC da Impunidade, dia 2). Ainda que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) tenha como objetivo final ‘blindar’ deputados, nobres ou não, na verdade o que deve ser levado em conta são as prerrogativas dos deputados no exercício de suas funções. A blindagem é para o Poder Legislativo e não para seus integrantes. Da mesma forma que o Legislativo submete o Executivo a suas ‘vontades políticas’, o Judiciário submete os outros dois aos caprichos dos que se julgam deuses. O corporativismo, que causa espécie, reúne os 11, como já ocorreu outras vezes. O espírito de corpo consegue unir Barroso com Gilmar Mendes, de forma que só Maquiavel explica. A prisão do deputado Silveira tem como pano de fundo recado direto aos dois outros poderes para dizer quem manda, o que é inadmissível, por isso correta a PEC. Prisão é para criminoso, entre os quais os que desviam dinheiro público, não para um reles boquirroto. Individualmente cada ministro ofendido que processasse o deputado, aguardasse o ‘lerdo’ como sempre desenrolar do processo, no qual simples condenação pecuniária por ofensa moral resolveria o problema.
Aimardi Perez de Oliveira
São Bernardo


Santa Helena
Minha mãe sofreu queda e fraturou a bacia. Ela possui plano do Santa Helena Saúde, com direito a quarto privado, mas foi acomodada em enfermaria com outra senhora, mesmo pertencendo ao grupo de risco, 90 anos. Há de se entender a situação atual, mas há de se entender, acima de tudo, quais são os pacientes de risco. As informações não são claras quanto à ‘fila’ para os apartamentos. Quem tem direito? Quem está na frente? Procurei, mas não há. Para sentir a minha aflição, basta pensar que é a sua mãe que está na situação. Após a cirurgia minha mãe voltaria para a enfermaria, e poderia ter alta hoje. Pensei: já? O médico reforçou que ela terá alta, só que ela testou positivo para Covid. Que hospital é esse? Desde o dia 1º alerto sobre questões de proteção ao paciente. Ela está sendo ‘liberada’ no sentido mais amplo: ‘Agora o problema é de vocês’. Que o médico responsável coloque por escrito que ela não sofrerá nenhum risco. Nenhuma orientação foi passada. Devo fazer teste para Covid? Inacreditável que nem isso tenha sido orientado. Exijo respeito e que minha mãe seja tratada adequadamente. É pedir muito que se cumpra o acordado e assinado?
Elaine C. Bassaco
Santo André 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

A única previsão é a imprevisibilidade

Do Diário do Grande ABC

04/03/2021 | 23:59


A CDL São Caetano (Câmara de Dirigentes Lojistas de São Caetano) se manifesta, diversas vezes, pela vida e pelo setor do varejo em tempos de Covid-19. Afirmamos que acompanhamos de forma propositiva estes tempos de pandemia. Reafirmamos a necessidade de a sociedade civil se apresentar questionadora e colaboradora. Nesta oportunidade, devemos expressar a omissão de políticas públicas efetivas para o varejo e delegação de obrigações do poder público para a esfera privada, como condicionantes para abertura do comércio.

É latente a sensação de imprevisibilidade e de falta de planejamento no modelo de abertura do comércio, na retomada econômica, na transparência da tomada de decisão e no processo de motivação administrativa. Vigora no Grande ABC uma tentativa desproporcional de transferir para a iniciativa privada a responsabilidade de policiar o cidadão, estratégia que leva a uma tirania silenciosa e penalização do empresário.

Nestes tempos, vimos diversas políticas públicas paliativas que levaram o comércio das cidades ao limite da sua capacidade de organização. Em todas as iniciativas, esteve ausente o elemento mais importante para a livre iniciativa, qual seja: a previsibilidade.

Quanto às boas práticas, somos favoráveis à conscientização da população acerca dos grupos de risco e das boas práticas sanitárias. Também favoráveis à orientação sobre as regras sanitárias e epidemiológicas para os estabelecimentos comerciais e ao fomento de canais de informação eficazes. Somos contra as obrigações acessórias sanitárias que delegam aos empresários mais condicionantes para a abertura do comércio sem qualquer contrapartida consistente de um programa de isenção de taxas e impostos. Somos contra o modelo de lockdown, ao mesmo tempo em que somos contra aglomerações clandestinas.

De modo a contribuir com o combate à pandemia, São Caetano restringe a circulação de pessoas das 23h às 5h, desde o dia 26, seguindo as recomendações do governo estadual. A iniciativa municipal preza pela segurança sanitária, ao mesmo tempo em que prioriza a valorização do comércio do Grande ABC, com uma política pública e prática civil eficaz e necessária para a circulação de riquezas. É necessária a proteção desse setor, que é o segundo maior empregador do País. Além disso, o comércio do Grande ABC concentra a maior oferta do primeiro emprego dentre os setores da economia. O que a região precisa é voltar a parcial normalidade econômica, considerando instrumentos legais e comunicação eficaz que deem segurança na tomada de decisão empresarial.

Alexandre Damasio Coelho é presidente da CDL São Caetano e advogado.


PALAVRA DO LEITOR

Imperfeita
Cadê a fiscalização da Prefeitura de Santo André sobre o desrespeito de aglomeração em bares e casas noturnas na região do bairro Campestre? E a falta de médicos na Saúde da Família no Parque Miami? Pensei que Santo André fosse a cidade perfeita!
Keiko Sakata
São Bernardo


Consciência pesa?
Quem votou em Bolsonaro é sim culpado também pelas mais de 1.000 mortes diárias por falta de zelo com a saúde?
Juvenal Avelino Suzélido
Jundiaí (SP)


Paranapiacaba
Cumprimentos a Derek Bittencourt, que atiçou a curiosidade sobre Paranapiacaba, terra de lendas, talvez a mais conhecida seja a sobre se El Tigre Arthur Friedenreich nasceu por lá, cabendo pesquisa em cartórios da região (Esportes, dia 2). Quanto ao campo, segundo a história de Paranapiacaba de Vicente Lamarca, dizem alguns historiadores que os primeiros jogos de futebol no Brasil foram realizados nesse campo, já que os ingleses são os inventores do futebol, e a administração inglesa apoiava os esportes. A neblina sempre favorecia o time da casa, pois o adversário ficava sem enxergar a bola. Nessa época conturbada, com morcegos disfarçados de drones, seria bom ouvir antigos moradores, historiadores, memorialistas, pessoal do meio ambiente e do próprio turismo. Quem sabe El Tigre foi mesmo cidadão do local!
José Carlos Soares de Oliveira
São Bernardo


PEC
Discordo do leitor Mauri Fontes (PEC da Impunidade, dia 2). Ainda que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) tenha como objetivo final ‘blindar’ deputados, nobres ou não, na verdade o que deve ser levado em conta são as prerrogativas dos deputados no exercício de suas funções. A blindagem é para o Poder Legislativo e não para seus integrantes. Da mesma forma que o Legislativo submete o Executivo a suas ‘vontades políticas’, o Judiciário submete os outros dois aos caprichos dos que se julgam deuses. O corporativismo, que causa espécie, reúne os 11, como já ocorreu outras vezes. O espírito de corpo consegue unir Barroso com Gilmar Mendes, de forma que só Maquiavel explica. A prisão do deputado Silveira tem como pano de fundo recado direto aos dois outros poderes para dizer quem manda, o que é inadmissível, por isso correta a PEC. Prisão é para criminoso, entre os quais os que desviam dinheiro público, não para um reles boquirroto. Individualmente cada ministro ofendido que processasse o deputado, aguardasse o ‘lerdo’ como sempre desenrolar do processo, no qual simples condenação pecuniária por ofensa moral resolveria o problema.
Aimardi Perez de Oliveira
São Bernardo


Santa Helena
Minha mãe sofreu queda e fraturou a bacia. Ela possui plano do Santa Helena Saúde, com direito a quarto privado, mas foi acomodada em enfermaria com outra senhora, mesmo pertencendo ao grupo de risco, 90 anos. Há de se entender a situação atual, mas há de se entender, acima de tudo, quais são os pacientes de risco. As informações não são claras quanto à ‘fila’ para os apartamentos. Quem tem direito? Quem está na frente? Procurei, mas não há. Para sentir a minha aflição, basta pensar que é a sua mãe que está na situação. Após a cirurgia minha mãe voltaria para a enfermaria, e poderia ter alta hoje. Pensei: já? O médico reforçou que ela terá alta, só que ela testou positivo para Covid. Que hospital é esse? Desde o dia 1º alerto sobre questões de proteção ao paciente. Ela está sendo ‘liberada’ no sentido mais amplo: ‘Agora o problema é de vocês’. Que o médico responsável coloque por escrito que ela não sofrerá nenhum risco. Nenhuma orientação foi passada. Devo fazer teste para Covid? Inacreditável que nem isso tenha sido orientado. Exijo respeito e que minha mãe seja tratada adequadamente. É pedir muito que se cumpra o acordado e assinado?
Elaine C. Bassaco
Santo André 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;