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Taxas têm queda firme em reação à aprovação da PEC Emergencial no Senado



04/03/2021 | 18:39


Os juros futuros terminaram a quinta-feira, 3, em queda expressiva. A piora do humor nos mercados internacionais nesta tarde, após declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, não abalou a curva de juros, que, sob influência da aprovação da PEC Emergencial no Senado, manteve-se com taxas em queda firme até o fechamento dos negócios. O texto aprovado ficou longe do ideal. Porém, dado que resistiu à pressão pelo fatiamento e retirada do Bolsa Família da regra do teto de gastos, foi motivo de comemoração. Os juros longos fecharam com queda de até 60 pontos-base, passando praticamente incólumes à virada do retorno da T-Note para o positivo, rompendo a marca de 1,5%. O cenário fiscal menos ameaçado também trouxe alívio para os vencimentos curtos, reduzindo o ritmo de apostas de alta de 0,75 ponto porcentual da Selic no Copom de março.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 fechou a regular em 3,85% e a estendida em 3,83%, de 4,020% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2025, desabou de 7,776% para 7,17% (regular) e 7,15% (estendida). A do DI para janeiro de 2027 encerrou em 7,84% (regular) e 7,83% (estendida), de 8,425%.

A repercussão positiva da PEC começou ainda ontem na sessão estendida, quando as taxas recuaram firmemente, uma vez mantidos os gatilhos para o teto de gastos e o Bolsa Família dentro da regra. Com a aprovação do texto por um placar elástico nos dois turnos, com 62 votos a favor, o recuo prosseguiu ao longo da quinta-feira.

"Um auxílio ao custo de R$ 44 bilhões foi uma decisão salomônica, uns R$ 12 bilhões a mais do que eu imaginava, mas, dada a situação atual, era inevitável que fosse acontecer de colocarem um teto um pouco maior. Nem por isso deixa de ser positivo, até porque o mercado agora sabe com qual número trabalhar para o déficit primário, torna as coisas mais previsíveis e o mercado gosta disso", avalia o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale.

Para o diretor do ASA Investments e ex-secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall, o texto poderia ser mais "duro" do ponto de vista fiscal. "Mas esse foi o desenho político que foi possível e é positivo. Agora vamos ver como será na Câmara." O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL) disse querer votar a PEC até quarta-feira (10).

Em tese, a aprovação do texto como está pelos deputados é uma etapa mais difícil - são necessários 308 votos, num ambiente de mais atrito do que no Senado. "Acredito que não deve ter grandes alterações por já ter sido sancionado no Senado e com apoio da sociedade. O mercado está admitindo que está dado", disse o sócio-gestor da LAIC-HFM, Vitor Carvalho.

A pouco menos de duas semanas para o Copom, precificação de Selic na curva hoje no fim da tarde era de 57 pontos-base. A aposta de alta de 0,50 ponto porcentual voltou a ser amplamente majoritária, com 72% de chance contra 28% de probabilidade de avanço de 0,75 ponto. Os números são do Banco Mizuho.



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Taxas têm queda firme em reação à aprovação da PEC Emergencial no Senado


04/03/2021 | 18:39


Os juros futuros terminaram a quinta-feira, 3, em queda expressiva. A piora do humor nos mercados internacionais nesta tarde, após declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, não abalou a curva de juros, que, sob influência da aprovação da PEC Emergencial no Senado, manteve-se com taxas em queda firme até o fechamento dos negócios. O texto aprovado ficou longe do ideal. Porém, dado que resistiu à pressão pelo fatiamento e retirada do Bolsa Família da regra do teto de gastos, foi motivo de comemoração. Os juros longos fecharam com queda de até 60 pontos-base, passando praticamente incólumes à virada do retorno da T-Note para o positivo, rompendo a marca de 1,5%. O cenário fiscal menos ameaçado também trouxe alívio para os vencimentos curtos, reduzindo o ritmo de apostas de alta de 0,75 ponto porcentual da Selic no Copom de março.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 fechou a regular em 3,85% e a estendida em 3,83%, de 4,020% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2025, desabou de 7,776% para 7,17% (regular) e 7,15% (estendida). A do DI para janeiro de 2027 encerrou em 7,84% (regular) e 7,83% (estendida), de 8,425%.

A repercussão positiva da PEC começou ainda ontem na sessão estendida, quando as taxas recuaram firmemente, uma vez mantidos os gatilhos para o teto de gastos e o Bolsa Família dentro da regra. Com a aprovação do texto por um placar elástico nos dois turnos, com 62 votos a favor, o recuo prosseguiu ao longo da quinta-feira.

"Um auxílio ao custo de R$ 44 bilhões foi uma decisão salomônica, uns R$ 12 bilhões a mais do que eu imaginava, mas, dada a situação atual, era inevitável que fosse acontecer de colocarem um teto um pouco maior. Nem por isso deixa de ser positivo, até porque o mercado agora sabe com qual número trabalhar para o déficit primário, torna as coisas mais previsíveis e o mercado gosta disso", avalia o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale.

Para o diretor do ASA Investments e ex-secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall, o texto poderia ser mais "duro" do ponto de vista fiscal. "Mas esse foi o desenho político que foi possível e é positivo. Agora vamos ver como será na Câmara." O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL) disse querer votar a PEC até quarta-feira (10).

Em tese, a aprovação do texto como está pelos deputados é uma etapa mais difícil - são necessários 308 votos, num ambiente de mais atrito do que no Senado. "Acredito que não deve ter grandes alterações por já ter sido sancionado no Senado e com apoio da sociedade. O mercado está admitindo que está dado", disse o sócio-gestor da LAIC-HFM, Vitor Carvalho.

A pouco menos de duas semanas para o Copom, precificação de Selic na curva hoje no fim da tarde era de 57 pontos-base. A aposta de alta de 0,50 ponto porcentual voltou a ser amplamente majoritária, com 72% de chance contra 28% de probabilidade de avanço de 0,75 ponto. Os números são do Banco Mizuho.

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