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Antes de voto, o ser humano


Do Diário do Grande ABC

03/03/2021 | 23:59


O remédio é amargo, mas médicos, cientistas e pesquisadores são quase unânimes em defender a decisão de governadores de praticamente todos os Estados de adotar medidas drásticas para tentar conter o avanço do novo coronavírus, que, no momento, parece incontrolável e a cada dia causa mais mortes e aumento exponencial de casos em todos os cantos do País.

Lockdown, fase vermelha, toque de recolher, não importa o nome que se dê, de certo modo chegam com atraso, na medida em que o sistema de saúde está à beira do colapso, tanto na rede pública quanto na particular. Situação que também assusta o Grande ABC, onde cidades já não têm vagas para internação na rede pública e outras estão bem perto de chegar à sua capacidade.

Obviamente a tragédia que o Brasil enfrenta agora era anunciada desde novembro, quando os detentores do poder resolveram abrir a porteira em mês eleitoral, muito provavelmente para permitir que os candidatos pudessem ir às ruas fazer campanha. Na sequência, e no rastro de um aparente controle da pandemia, as medidas restritivas continuaram afrouxadas porque se tratava do período das festas de fim de ano.

Ou seja, nos dois casos era inevitável a ocorrência de aglomerações, que, somada à irresponsabilidade de muitos brasileiros de não querer usar máscara, levou o País a iniciar 2021 com alta na contaminação pelo novo coronavírus.

No vai e vem do aperta e solta, o governador de São Paulo, João Doria, tentou segurar a propagação do vírus e ao mesmo tempo garantir a retomada da economia, castigada desde março do ano passado pela pandemia, assim como todos os brasileiros, muitos dos quais perderam o emprego ou tiveram contratos suspensos ou jornadas reduzidas, assim como salários.

Os números que saltam dos boletins divulgados diariamente pelo Estado e prefeituras revelam a cada dia que a opção por endurecer o jogo deveria ter sido feita há mais tempo. Foi tomada agora, e pode ajudar a salvar muitas vidas, mas, para além do que cada Estado faz, é preciso que o governo federal assuma de vez sua responsabilidade na condução efetiva da luta contra o vírus. É hora de esquecer as urnas e disputas partidárias. Antes de votos, urge pensar no ser humano. 



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Antes de voto, o ser humano

Do Diário do Grande ABC

03/03/2021 | 23:59


O remédio é amargo, mas médicos, cientistas e pesquisadores são quase unânimes em defender a decisão de governadores de praticamente todos os Estados de adotar medidas drásticas para tentar conter o avanço do novo coronavírus, que, no momento, parece incontrolável e a cada dia causa mais mortes e aumento exponencial de casos em todos os cantos do País.

Lockdown, fase vermelha, toque de recolher, não importa o nome que se dê, de certo modo chegam com atraso, na medida em que o sistema de saúde está à beira do colapso, tanto na rede pública quanto na particular. Situação que também assusta o Grande ABC, onde cidades já não têm vagas para internação na rede pública e outras estão bem perto de chegar à sua capacidade.

Obviamente a tragédia que o Brasil enfrenta agora era anunciada desde novembro, quando os detentores do poder resolveram abrir a porteira em mês eleitoral, muito provavelmente para permitir que os candidatos pudessem ir às ruas fazer campanha. Na sequência, e no rastro de um aparente controle da pandemia, as medidas restritivas continuaram afrouxadas porque se tratava do período das festas de fim de ano.

Ou seja, nos dois casos era inevitável a ocorrência de aglomerações, que, somada à irresponsabilidade de muitos brasileiros de não querer usar máscara, levou o País a iniciar 2021 com alta na contaminação pelo novo coronavírus.

No vai e vem do aperta e solta, o governador de São Paulo, João Doria, tentou segurar a propagação do vírus e ao mesmo tempo garantir a retomada da economia, castigada desde março do ano passado pela pandemia, assim como todos os brasileiros, muitos dos quais perderam o emprego ou tiveram contratos suspensos ou jornadas reduzidas, assim como salários.

Os números que saltam dos boletins divulgados diariamente pelo Estado e prefeituras revelam a cada dia que a opção por endurecer o jogo deveria ter sido feita há mais tempo. Foi tomada agora, e pode ajudar a salvar muitas vidas, mas, para além do que cada Estado faz, é preciso que o governo federal assuma de vez sua responsabilidade na condução efetiva da luta contra o vírus. É hora de esquecer as urnas e disputas partidárias. Antes de votos, urge pensar no ser humano. 

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