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Bolsonaro, sobre pandemia: Se eu tiver poder para decidir, tenho meu projeto



03/03/2021 | 17:11


Um ano depois do início da pandemia da covid-19, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quarta-feira, 3, que está pronto para colocar em prática seu projeto de combate à crise sanitária no País, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) entenda que é responsabilidade de seu governo a determinação de medidas no combate à doença. A fala ocorreu após comentar sobre o pedido de secretários de saúde por um toque de recolher nacional ou alguma outra política em nível federal de combate a disseminação do novo coronavírus.

"Preciso ter autoridade", afirmou o presidente. "Se o Supremo Tribunal Federal achar que pode dar o devido comando dessa causa a um poder central, que eu entendo ser legítimo meu, estou pronto", disse à imprensa, após reunião na embaixada do Kuwait com representantes de outros países do Golfo.

Em abril do ano passado, o STF decidiu que Estados e municípios têm autonomia para executar as medidas necessárias para conter o avanço do novo coronavírus. A decisão da Corte, contudo, não retirou da União a responsabilidade pelas ações de combate à pandemia. A decisão do Supremo foi usada por Bolsonaro, ao longo do ano passado, como justificativa para a ausência de uma coordenação do governo federal nas ações de combate ao vírus. "Infelizmente o poder é deles (Estados e municípios), eu queria que fosse meu", disse o presidente em referência a decisão do Supremo.

O presidente também destacou que o governo liberou "uma quantidade enorme" e "vultosa" de recursos para Estados e municípios. Segundo ele, nunca faltaram verbas federais para atender os Estados em questões relacionadas à saúde. No entanto, "tem que haver uma previsão por parte dos governadores", afirmou. Bolsonaro comentou que foram solicitados mais recursos por parte de governadores ao ministro da Saúde para o combate à pandemia, e que irá conversar com Pazuello, já que ele não é o "dono da chave do cofre", mas que fará o que for possível para preservar vidas.

Bolsonaro ainda comentou a compra de imunizantes pelo Ministério da Saúde. O mandatário destacou ter editado três Medidas Provisórias de crédito para a negociação com laboratórios, entretanto, não haveriam doses disponíveis no mercado. "Alguns falam que tem que comprar, mas me diga aonde", declarou. O presidente afirmou também que está investindo em vacinas, mas não descartou o atendimento precoce, fazendo questão de se corrigir, chamando as medidas de "tratamento imediato". "Falar precoce é crime no Brasil", ironizou.

O presidente também ressaltou a capacidade nacional na produção de imunizantes. Segundo ele, o Brasil seria um dos poucos países com condições de produzir e aplicar vacinas, o que permitiria ajuda às nações vizinhas. "Devemos também, depois que nosso povo estiver vacinado, buscar maneiras de atender aos países que fazem divisa conosco", declarou o mandatário. A medida seria uma forma de evitar uma nova onda da doença trazida por países que fazem divisa com o Brasil.

Sobre as fatalidades relacionadas à covid-19, o presidente declarou que, apesar das críticas, se preocupa as mortes, "mas emprego também é vida, uma pessoa desempregada entra em depressão, tem problemas, se alimenta mal, é mais propensa a pegar outras doenças", defendeu o chefe do Executivo.



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Bolsonaro, sobre pandemia: Se eu tiver poder para decidir, tenho meu projeto


03/03/2021 | 17:11


Um ano depois do início da pandemia da covid-19, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quarta-feira, 3, que está pronto para colocar em prática seu projeto de combate à crise sanitária no País, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) entenda que é responsabilidade de seu governo a determinação de medidas no combate à doença. A fala ocorreu após comentar sobre o pedido de secretários de saúde por um toque de recolher nacional ou alguma outra política em nível federal de combate a disseminação do novo coronavírus.

"Preciso ter autoridade", afirmou o presidente. "Se o Supremo Tribunal Federal achar que pode dar o devido comando dessa causa a um poder central, que eu entendo ser legítimo meu, estou pronto", disse à imprensa, após reunião na embaixada do Kuwait com representantes de outros países do Golfo.

Em abril do ano passado, o STF decidiu que Estados e municípios têm autonomia para executar as medidas necessárias para conter o avanço do novo coronavírus. A decisão da Corte, contudo, não retirou da União a responsabilidade pelas ações de combate à pandemia. A decisão do Supremo foi usada por Bolsonaro, ao longo do ano passado, como justificativa para a ausência de uma coordenação do governo federal nas ações de combate ao vírus. "Infelizmente o poder é deles (Estados e municípios), eu queria que fosse meu", disse o presidente em referência a decisão do Supremo.

O presidente também destacou que o governo liberou "uma quantidade enorme" e "vultosa" de recursos para Estados e municípios. Segundo ele, nunca faltaram verbas federais para atender os Estados em questões relacionadas à saúde. No entanto, "tem que haver uma previsão por parte dos governadores", afirmou. Bolsonaro comentou que foram solicitados mais recursos por parte de governadores ao ministro da Saúde para o combate à pandemia, e que irá conversar com Pazuello, já que ele não é o "dono da chave do cofre", mas que fará o que for possível para preservar vidas.

Bolsonaro ainda comentou a compra de imunizantes pelo Ministério da Saúde. O mandatário destacou ter editado três Medidas Provisórias de crédito para a negociação com laboratórios, entretanto, não haveriam doses disponíveis no mercado. "Alguns falam que tem que comprar, mas me diga aonde", declarou. O presidente afirmou também que está investindo em vacinas, mas não descartou o atendimento precoce, fazendo questão de se corrigir, chamando as medidas de "tratamento imediato". "Falar precoce é crime no Brasil", ironizou.

O presidente também ressaltou a capacidade nacional na produção de imunizantes. Segundo ele, o Brasil seria um dos poucos países com condições de produzir e aplicar vacinas, o que permitiria ajuda às nações vizinhas. "Devemos também, depois que nosso povo estiver vacinado, buscar maneiras de atender aos países que fazem divisa conosco", declarou o mandatário. A medida seria uma forma de evitar uma nova onda da doença trazida por países que fazem divisa com o Brasil.

Sobre as fatalidades relacionadas à covid-19, o presidente declarou que, apesar das críticas, se preocupa as mortes, "mas emprego também é vida, uma pessoa desempregada entra em depressão, tem problemas, se alimenta mal, é mais propensa a pegar outras doenças", defendeu o chefe do Executivo.

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