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Você sabia que estão roubando eletricidade para minerar Bitcoin?

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Da Redação, com assessoria
Do 33Giga

03/03/2021 | 09:48


*Por Vivaldo José Breternitz

Mineradores de Bitcoins roubaram o equivalente a US$ 2 milhões em energia elétrica desde o final de 2020, diz a polícia do estado de Johor, na Malásia. As autoridades apreenderam 1.746 computadores, instalados em 21 locais diferentes, que eram usados para a mineração e prenderam sete envolvidos. Para o roubo, os criminosos alteraram medidores de consumo para parecer que consumiam muito menos eletricidade – fizeram aquilo que no Brasil se chama “gato”.

Leia mais:
5 filmes para entender tudo sobre bitcoin, blockchain e criptomoedas
Como encontrar a corretora ideal para investir em criptomoedas
Desafio Cripto: conheça o reality show que ensina a investir em criptomoedas

A polícia estima que foram roubados pela quadrilha cerca de US$ 22 milhões em eletricidade, somente durante o ano de 2020. E, embora o roubo seja um problema, ele não é o único. Se não houver uma repressão ao consumo de energia para mineração de criptomoedas, novos problemas surgirão, pois, essa atividade já consome mais energia que Argentina, Holanda e Emirados Árabes juntos.

A mineração de criptomoedas é um processo computacional bastante complexo e intenso, que requer enormes quantidades de energia. Se imensas quantidades de eletricidade forem empregadas para produzir o que não passa de uma moeda virtual que beneficia poucos, o planeta inteiro sofrerá em termos de agressões ao meio ambiente, especialmente no hemisfério norte, no qual boa parte da eletricidade provém da queima de combustíveis fósseis.

A polícia malaia segue investigando o assunto, tentando descobrir novos roubos e buscando identificar os cérebros da operação. Os presos até agora seriam apenas guardas dos locais em que os computadores estavam instalados.

Será que no Brasil não estão acontecendo coisas semelhantes? Lembremos que em alguns lugares a polícia e as distribuidoras de energia elétrica não chegam, e os “gatos” são a regra e não a exceção.

*Vivaldo José Breternitz é doutor em ciências pela Universidade de São Paulo e professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Quer ficar por dentro do mundo da tecnologia e ainda baixar gratuitamente nosso e-book Manual de Segurança na Internet? Clique aqui e assine a newsletter do 33Giga



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Você sabia que estão roubando eletricidade para minerar Bitcoin?

Da Redação, com assessoria
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03/03/2021 | 09:48


*Por Vivaldo José Breternitz

Mineradores de Bitcoins roubaram o equivalente a US$ 2 milhões em energia elétrica desde o final de 2020, diz a polícia do estado de Johor, na Malásia. As autoridades apreenderam 1.746 computadores, instalados em 21 locais diferentes, que eram usados para a mineração e prenderam sete envolvidos. Para o roubo, os criminosos alteraram medidores de consumo para parecer que consumiam muito menos eletricidade – fizeram aquilo que no Brasil se chama “gato”.

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A polícia estima que foram roubados pela quadrilha cerca de US$ 22 milhões em eletricidade, somente durante o ano de 2020. E, embora o roubo seja um problema, ele não é o único. Se não houver uma repressão ao consumo de energia para mineração de criptomoedas, novos problemas surgirão, pois, essa atividade já consome mais energia que Argentina, Holanda e Emirados Árabes juntos.

A mineração de criptomoedas é um processo computacional bastante complexo e intenso, que requer enormes quantidades de energia. Se imensas quantidades de eletricidade forem empregadas para produzir o que não passa de uma moeda virtual que beneficia poucos, o planeta inteiro sofrerá em termos de agressões ao meio ambiente, especialmente no hemisfério norte, no qual boa parte da eletricidade provém da queima de combustíveis fósseis.

A polícia malaia segue investigando o assunto, tentando descobrir novos roubos e buscando identificar os cérebros da operação. Os presos até agora seriam apenas guardas dos locais em que os computadores estavam instalados.

Será que no Brasil não estão acontecendo coisas semelhantes? Lembremos que em alguns lugares a polícia e as distribuidoras de energia elétrica não chegam, e os “gatos” são a regra e não a exceção.

*Vivaldo José Breternitz é doutor em ciências pela Universidade de São Paulo e professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie

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